Que ninguém se iluda: o governo de Durão Barroso - foi péssimo!...
Retirou poder de compra às classes médias de uma forma gratuita e lesiva do crescimento e desenvolvimento económico do país! Ferreira Leite foi, manifestamente um má ministra! Uma "cavaquista" convicta, mas com muito menos qualidades intelectuais!
Se alguém acrescentou valor positivo à governação foram alguns ministros do CDS/PP, que encetaram reformas de mérito e afirmaram uma forma positiva de fazer política, olhando verdadeiramente para os interesses nacionais. Haveria apenas que "burilar" algumas arestas, que o tempo e a experimentação iriam aconselhar a prazo, o que, todavia, não chegou a acontecer, pelas razões de todos consabidas!
Pretender afirmar que não foi tão má quanto isso, a governação "barrosista", comparando-a com a governação "socrática", equivale a dizer que "o mau é inimigo do péssimo"(!), apenas porque onde um disse "mata" o outro veio dizer "esfola"!
Não entender que quem verdadeiramente dá a vitória a Sócrates é a coligação de governo que o precede, é não conseguir analisar e compreender o que se passou no país! Quem dá a "maioria absoluta" ao PS de Sócrates (porque o de Ferro Rodrigues, por exemplo, nunca lá chegaria!, razão porque o Presidente Sampaio nunca dissolveria o governo nessa altura!), quem lhe dá a maioria absoluta é o governo de Durão Barroso e a sua "ofensiva" contra as classes médias trabalhadoras!, escudando-se em tecnocratismos estéries e em dúbios projectos desmobilizadores da esperança nacional.
"Branquear" a acção governativa do anterior governo como a responsável pela resposta popular no sentido de conferir maioria absoluta a um governo PS, com condições para ganhar, porque "herda" alguma "aura" não esquecida do guterrismo ... tem implicações graves ao nível do posicionamento futuro das oposições ao governo actual!
E quem afirma que Partidos e governantes, hoje na oposição, se "descredibilizaram", não perde razão por o afirmar.
E, por outro lado, é seguro que ninguém hoje daria uma maioria absoluta ao PS de Sócrates! Porque o povo entendeu que as maiorias absolutas são perversas em termos de democraticidade das atitudes governativas e da própria postura do governo! Para mentalidades autoritárias (de formação Marxista!) uma maioria absoluta, ainda que apenas por quatro anos, confere uma "tentação" absolutista inenarrável em quem experimenta as cadeiras do poder!
O "perigo" não é que o Povo não entenda Sócrates e a sua política! Reside antes na verdadeira - a concretizar-se! - ausência de alternativas de poder, com credibilidade e confiança!
Se não houver alternativa credível de poder, o povo voltará a votar PS, coartando-lhe um pouco as "pretensões" - só isso!
E perder-se-á a possibilidade de se demonstrar que outras políticas dariam melhor resultado e de que a "inevitabilidade" de algumas medidas "draconianas"(!) tomadas, afinal era uma completa mistificação!
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