Wednesday, July 6, 2011

As fragilidades da Economia e da Política

Vem o título a propósito da recente e inusitada avaliação do "rating" da economia portuguesa pela "Moody's", essa serventuária de interesses espúrios e inconfessáveis!
E também a propósito do "coro das velhas" que se ouviu de imediato, carpindo as mágoas do infelizmente, coitados de nós, que somos pobres e indefesos, já que "eles" não querem, afinal, outra coisa senão nos prejudicar!...
Decididamente ficarão sempre impunes os energúmenos especuladores e nós, eternamente reféns das suas rapaces acções! Para o "stablishment"...nada há a fazer, a não ser talvez reclamar, ralhar, queixarmo-nos o mais que pudermos ao maior número de pessoas e entidades, vociferar contra quem nos quer mal ... logo agora que parecia que as coisas... iriam melhorar!...
Quem não se lembra do anterior governo na sua sanha de "visitar" quase mensalmente os mercados financeiros a ver se ia buscar mais algum, e em que, de cada vez, se lhes subiam os juros para valores cada vez mais incomportáveis!...
Pois bem, estamos pior!(nesse aspecto). Apesar dos acordos da "troika" (nunca entendi porque temos que falar russo a este propósito, quando os russos não são aqui vistos nem achados e a nossa tradição é muito mais latina - triunvirato!), continuamos na saga dos mercados!
Se os mercados financeiros e as agências de "rating" já antes nos tratavam mal, porque razão deixariam de o fazer se são absolutamente indiferentes à nossa situação política interna e aos destinos dos povos?!...
O óbvio aconteceu, como já fazia adivinhar a anterior actuação dos mesmos protagonistas em farsas anteriores e no âmbito da intervenção do anterior governo.
Uma coisa é, porém, certa: enquanto precisarmos verdadeiramente de nos financiarmos na débil situação em que nos encontramos e procurarmos os mercados financeiros para o fazer, seremos tratados cada vez pior! Sejam quais forem as políticas nacionais, os programas governativos ou os sacrifícios pedidos ao povo em nome da crise!
Seria suposto o acordo financeiro com a U.E. e o FMI poder substituir - ao memos temporariamente - a corrida constante e confrangedora aos mercados financeiros, sujeitos, como sabemos,`a mera lógica do lucro e da especulação. Mas não. Em vez disso, Portugal continua a necessitar buscar nos mercados o financiamento que "não negociou", afinal, com os parceiros da famosa "Troika"!....
E, para ser assim, quase que duvidamos da inteira eficácia de um acordo que não se destinou, como parecia, a financiar o Estado e a economia, mas sim a dar continuidade ao nosso crescente endividamento externo, por via da emissão de dívida no mercado bolsista internacional!
A lógica do endividamento constante e progressivo do Estado Português é, a prazo, ruinosa! Não é necessário ser-se economista para se entender isso!
Se soubermos recuar com inteligência de entender os tempos, ao colapso da chamada 1ª República, vamos perceber que era exactamente uma situação deste tipo que estava em causa. Um Estado crescentemente endividado e que perdia diariamente credibilidade internacional para fazer face aos seus compromissos financeiros com o estrangeiro!
A lógica da 2ª República tem sido a mesmíssima: fazer crescer o endividamento do Estado e da economia, num caminho sem retorno, até ao "abismo" ... ou a qualquer solução política que dilua as nossas dívidas num "negócio" em que alienemos, de vez, o que resta da nossa Soberania!
É isso que pretendem todos os socialistas, esquerdistas e outros quejandos!...
Não pode ser isso que defendem os portugueses da Alma e Coração! Não pode ser isso que defendem os verdadeiros patriotas que acreditam na nossa História de mais de oitocentos anos!
É necessário fazer reverter o crescente endividamento do Estado e da economia portuguesa! É necessário apelar aos nossos governantes para quebrarem a lógica da governação maçónica e socialista que subjuga os interesses nacionais e apela ao irresponsável financiamento externo através da "lógica" dos mercados, que, pura e simplesmente, "espezinham" países com a dimensão de Portugal e com Estados debilitados por décadas de políticas erráticas e erróneas!
Os acordos com a UE e o FMI, porque inevitáveis, têm que implicar o abandono da procura de financiamento nos mercados financeiros sob pena de caminharmos seriamente para um "beco sem saída"!
 Quanto mais tarde os nossos governantes acordarem para esta realidade e insistirem na ideia de pretenderem que, basicamente, a Alemanha crie "mecanismos" que impeçam os mercados de funcionarem abertamente e as agências de "rating" de actuarem livremente, tanto pior ficará a situação do endividamento do Estado Português e da sua economia! Tanto maior será a sua fragilidade e dependência!
Porque a voz da UE, neste capítulo, não é a das economias periféricas da Zona Euro, mas a da forte Europa Central.
A Direita política no governo de Portugal poderia estabelecer esta diferença fundamental: representar um ruptura com as governações socialistas e esquerdizantes! Será que é isso que vai acontecer?!...
Aguardemos.



Wednesday, May 11, 2011

A utilidade de um voto!

O próximo acto eleitoral reveste-se de uma importância para Portugal, da qual um número significativo de cidadãos, porventura, se não tenha dado verdadeira conta.
Sócrates e o socratismo, desacreditados e desavergonhados, insistem na ideia peregrina de que o povo português não está a ver com clareza a situação em que deixam o país! A eficácia da propaganda e do markting político levam porventura à ilusão vã, de que é possível a quadratura do círculo já viciado da reeleição.
Desta vez impõe-se uma resposta decidida e firme por parte do eleitorado consciente: é necessário reduzir o "Sócas", e por sua via o próprio PS, à "infima espécie"!...
É necessário, para isso, que a campanha eleitoral seja muito mais pedagógica do que revanchista, muito mais educativa e esclarecedora do que escarnecedora, ambígua ou demagógica!...
O socretinismo e a sua arrogância, filha da perfídia e da mentira compulsivas, é a resposta psicológica de um cérebro eventualmente doente, muito doente...
Não se trata já da saudável "luta política" pelas ideias ou os programas de governação, sobre as estratégias ou sobre os projectos para conferir possíveis soluções, políticas, legislativas, de índole reformadora, não!
O que está em causa neste acto eleitoral é, na sua essência, erguer a dignidade de um povo, esmagada pela incompetência e pela prepotência! A luta agora - se de luta se trata - é muito mais do domínio da ética do que propriamente da política pura!...
Há que recuperar a credibilidade interna e internacionalmente! Há que afirmar credível a voz de Portugal, pela mão de mentores responsáveis e com sentido de sageza!... Há que repor o nosso país no lugar onde sempre deveria ter estado ao longo da nossa história de muitos séculos! Há que humanizar a política ao nível da ética!...
Seja qual for o sentido do voto, neste quadro eleitoral, há uma componente necessária que deve comportar, sempre: a recusa do status quo! A recusa de um governo e de um partido que o apadrinha e que deixaram o país numa situação financeira e moral indescritíveis!...
E cabe aqui falar do famosíssimo "voto útil". O voto útil agora, sem rebuço, é um voto positivo e decidido, na possibilidade de criação de uma alternativa política verdadeira, que permita inverter o percurso político deste governo nos últimos seis anos!
Portugal é possível e viável, mas sem que, internamente, seja literalmente sabotado e sopeado o seu crescimento e desenvolvimento! Há que devolver ao país e ao povo, o orgulho natural em ser-se Português!
As humilhações, se as houve ao longo da nossa História, tiveram sempre carácter circunstancial e episódico, e nunca puderam pôr em causa o nosso lugar no concerto das nações progressivas e civilizadas! nos sentidos ético, político e cultural, sem sofismas ou demagogias esquerdizantes!...
E mais esta humilhação a que o governo cessante nos sujeitou, só pode receber do Povo Português uma resposta clara e inequívoca!

Mas, infelizmente, para o mundo das ideias políticas ... a "social-democracia" ... é toda UMA! É um todo com várias "nuances"... com vários rostos e com variadas estratégias ... e tácticas!...
Construir uma alternativa sustentável do ponto de vista da forma e estilo de governação política, implica afirmar uma ideologia distinta! Uma outra e diferente forma de olhar a realidade!

Ora o CDS/PP é, na direita política - a Direita autêntica! Democrática, reformadora, credível, com sutentação internacional e soluções políticas ensaiadas, nomeadamente nos países da Europa ocidental onde Partidos que ideologicamente lhe são próximos estabeleceram governos estáveis e consensuais, com resultados muito positivos para a economia e a sociedade.

Não se trata do domínio da utopia, mas da realidade! Só o CDS/PP se pode afirmar, na Direita, como o Partido que pode representar uma verdadeira alternativa ao desmando socialista! E, por ser assim, se levantam já hoje vozes, alertando para a necessidade de um discurso, se possível, mais assertivo, por parte da respectiva liderança!
Não basta "sonhar" com o dobro dos votos das últimas eleições legislativas! É preciso acreditar que é possível governar Portugal, HOJE! E pedir ao povo a confiança do voto, com a certeza de que é possível mudar, fazer diferente e fazer (muito!) melhor!

Não falta à Esquerda quem o afirme. Não falta quem recuse Sócas, por todas as razões do mundo! Não falta quem diga que, aí, é também possível fazer diferente!
Mas essa Esquerda tem que se reinventar!... E para isso tem que esquecer os seus insucessos práticos ao longo da História dos povos!
Por isso - mesmo por essa razão! - é-lhe tão difícil fazer-se ...acreditar!

O PSD, tem hoje, todos sabemos, uma liderança incerta e titubeante!... Não se pode ser vitorioso assim! Se Sócas perder ... eles então ganharão!...

Chegou o tempo de todas as vozes se levantarem e apoiarem a ideia de que um governo CDS/PP é possível, hoje, em Portugal! E que Paulo Portas é um líder que o pode conseguir, se, também ele, acreditar que isso é possível!

É a História de Portugal e o patriotismo autêntico (não "internacionalista...), que demandam uma atitude, em prol da defesa dos direitos e interesses legítimos do Povo Português!

O voto útil, no dia das eleições: é CDS/PP! É preciso que o povo saiba disso!

Tuesday, March 1, 2011

A Urgência de Actuar!

Como era de prever e temos repetidamente vindo a afirmar ao longo do tempo, nada do que foi pedido por este governo ao Povo português, em termos de sacrifícios, tem sido em prol de soluções que se destinem a criar progresso, riqueza, justiça, equidade, bem-estar, segurança, numa palavra: Prosperidade!
Antes, tudo se tem destinado à crescente depauperização do país, das empresas e das famílias, com consequências desastrosas ao nível do emprego, do crescimento, do reforço do tecido económico, da criação de riqueza.
Assim, não haverá mesmo solução: mais desemprego, maior dívida, maior défice, só isso!, como foi frisado por atentos observadores da realidade nacional, nacionais e estrangeiros.
E já se perfila no horizonte - terminada que está a fase da estatuição de "todos" os sacrifícios orçamentais para o presente ano, com a aprovação e entrada em vigor da lei do orçamento geral do Estado - um discurso político, via Ministro das Finanças, que não deixa dúvidas sobre o (espinhoso) caminho a seguir! Face à "rigidez e incompreensão" dos mercados ... marchar! marchar!....como diria o (amigo, deles!) Kadhafi!
O Governo está, desde já, preparado para pedir mais sacrifícios aos portugueses, sempre e quando a situação o exigir! E isto significa, a todo o tempo! Basta que "os mercados", essa entidade mítica, senhora da "dívida portuguesa", o exija!
Bastará que, no mercado internacional (ou na opinião das agências de "rating"...) os juros da dívida nacional subam, para que os "Pec's" e todos os orçamentos fiquem letra morta, e novas e redobradas "medidas" venham a ser impostas, tudo, claro, na mira de uma "solução futura" que se não vislumbra, porque se não vislumbra o fim da "CRISE"!

É hoje mais que seguro que a CRISE reside essencialmente na cabeça de quem a "inventa e alimenta"! Essa é, sem sobra de dúvida, a pior de todas as crises! Aquela que não termina nunca, haja ou não incerteza nos mercados ou segurança no panorama político internacional!
Posto isto, dir-se-á que desde o início da anterior legislatura, temos vivido sob o ciclo da crise (..."da crise mais geral do capitalismo! "....como diria o falecido, ou nem tanto, "MRPP"), crise que seria só por dois anos, dos dez que havia para gerir...., e, afinal, se perpetua, hoje por via financeira internacional, ontem por via financeira interna, outra e outra vez ainda por via das "responsabilidades" comunitárias de Portugal perante a UE, etc.!..

Já é tempo de acabar com a CRISE que se pode acabar efectivamente! Aquela que depende da mentalidade e dos "escrúpulos" dos políticos que nos têm governado, maxime "Socas"!
Os mercados nunca acreditarão numa economia que se encontra em recessão, não apenas técnica - mas real! Nunca confiarão numa economia que se subordina de forma crudelíssima aos ditames das "Finanças", com se fosse prova de "prudência" gerir a cada vez maior pobreza nacional! Nunca acreditarão numa economia em que o desemprego cresce de forma assustadora e a dívida não pára de aumentar, de par com os crescentes juros, incomportáveis já, com que se negoceia a dívida nacional!

A urgência de uma firme tomada de posição da presidência da República face aos contornos actuais da CRISE, não comporta tibiezas!
É necessário e premente que se criem condições imediatas para a substituição da actual governação portuguesa, sob pena de estar seriamente em risco o que nos resta de soberania nacional!
Não é possível que autoridades responsáveis deste país continuem a permitir passivamente que Portugal, pela mão deste governo, se continue a financiar a este nível de juros ( acima dos 7 %!), até à completa ruína do país!
E tudo porque o governo não consente "ingerências", aparentemente incompreensíveis, porquanto o recurso ao Fundo de Estabilização Financeira da UE  não põe em causa a soberania nacional, como de resto, o demonstram os exemplos da Grécia e da Irlanda, que sairão da crise muito antes do que nós, se é que nos sobrará "espaço" para de lá sair, a continuarmos com o "status quo" actual!

Quando o PM se vangloria de ter fechado mais de 3.200 escolas no país (!) e, não contente, se prepara para "fechar" mais 400, e tudo isto é dito perante a impavidez de quem sabe não ser esta, nem a solução da qualidade do ensino em Portugal, nem a solução miraculosa da "poupança" do respectivo ministério, nem a mais racional solução para combater a desertificação do interior do país!...Algo vai tão mal, que necessita urgentíssima solução, mas de uma solução global, que devolva a esperança a Portugal!

É mais do que tempo de dizer BASTA!

Monday, January 17, 2011

E se não votasse em Cavaco?

As próximas eleições presidenciais têm-nos feito assistir a uma algo despudorada guerrilha entre alguns dos candidatos em presença. Designadamente aqueles dois que disputam de forma efectiva o lugar na presidência: Cavaco e Alegre.
Exceptuando o candidato do PCP, que se destina a aproveitar o momento para fazer pedadogia política e alguma demagogia, os três restantes candidatos são apenas "lebres". Lebres, porque não correm por si, mas para permitirem a outros o fôlego para ganhar ... ou perderem(!)..
Não têm projecto político, propósito ou razão outra, que não seja a tentativa de "forçarem" uma segunda volta nas eleições.
Depois, há que notar que à excepçãode Cavaco, que pretende representar um projecto político de presidência mais próximo de alguma Direita, de onde espera angariar votos, todos os outros são candidatos claramente situados à Esquerda!
Qualquer destes últimos candidatos permitirá que a Esquerda governe, e se continue "governando", pelo menos até ao final desta legislatura.
Mas Cavaco não é- que disso não reste a mínima dúvida - um candidato da Direita ou politicamente situado à Direita!
Cavaco é, para a Direita política, o menos mau dos candidatos. O candidato que, sendo eleito com parte dos votos da Direita, não poderá "trair" o eleitorado que nele votou com a expectativa de que exerça uma presidência da República que não premeie a Esquerda e os seus desmandos na (des)governaçao do país(!).
O recente discurso de campanha eleitoral deste candidato já faz "adivinhar" essa postura.....E tudo porque Alegre(mente),o verdadeiro candidato da Esquerda, tem atacado literalmente Cavaco, não no sentido político, mas naquilo onde aquele mais se sente atingido - a sua probidade pessoal(!).

É nossa opinião de que Cavaco, ao longo da anterior legislatura, foi um presidente, não tanto ao serviço da República, mas ao serviço da Esquerda que exerceu a (des)governação. Tudo o que pretenderam foi atingido! Nunca a presidência demonstrou, de forma inequívoca, que discordava - por um segundo(!) - daquilo que o Governo se propôs realizar, se atentarmos no essencial das questões políticas de fundo que pudessem estar em causa. E isto também, abstraindo as questões éticas, porque as soluções económicas e financeiras são sempre, inelutavelmente, questões políticas, em última análise, e fazem reflectir sempre o posicionamente dos seus protagonistas.
Só actualmente o discurso, agora eleitoralista, de Cavaco é diferente(!).

Portanto, para quem vota, e se situa politicamente ao Centro(sic) e à Direita, isto é, quem de forma mais ou menos moderada ou radical, se situa à Direita do espectro político, de forma democrática, não tem outro candidato em quem votar!
Mais: quem alimentar a esperança de que o presente governo não termine a legislatura, com o fim de "estancar" toda a sorte de desmandos a que assistimos ... e dos que ainda se pode esperar.... - não poderá deixar de votar, agora, Cavaco!

Nenhum dos outros candidatos, a ser eleito, deixará "cair" este governo! Mal ou bem, este, sendo o governo de todos os "descontentamentos", é também o governo de todas as "esperanças" ... principalmente a esperança de que a Esquerda se continue a perpétuar no Poder em Portugal, de uma forma que quase
consideraríamos "obscena"(!)..., tal a (ir)responsabilidade política por tudo o que de verdadeiramente Mau tem acontecido no país!

E esperar pela (possível) segunda volta das eleições presidenciais para então votar Cavaco, significa, em última análise, poder, com clareza, dar a vitória à Esquerda (!). Isto porque todos os outros candidatos apelarão, de uma forma ou outra, ao voto no candidato melhor colocado para derrotar Cavaco, com o voto de todos eles ... e de mais alguns que entretanto se lembrem de que poderão "ganhar"...

"Dividir para reinar" .... com o fim de tentar evitar a vitória de Cavaco na primeira volta das eleições, foi a estratégia da Esquerda! Sem sofismas!
É dever moral da Direita, unir-se no que é possível, para "barrar" o caminho à Esquerda. Não que Cavaco seja o melhor candidato, mas porque é o único(!).

Mas afinal, porquê toda esta arenga?!...

Porque é imperativo moral de alguém que acreditando que a Direita política democrática tem verdadeiras soluções alternativas à Esquerda - radicalmente distintas! e melhores - , contribuir para "travar" as insídias da Esquerda e dos seus inúmeros "truques" e "combates"(!)... qual "Odisseia" ... onde, afinal, Ulisses (Portugal) se sente constantemente ludibriado pelo "canto das sereias"!...

O quadro político em que se desenrolam estas eleições presidenciais, é, claramente, de CRISE!
Crise porque os défices do Estado são pouco menos que "confrangedores"... - a todos os níveis!.... até ao nível da chamada "administração directa do Estado"... empresas públicas, etc. ...
Crise porque a situação interna do país não permite conter o crescimento descontrolado da Despesa do Estado, fazendo crescer a Dívida Pública portuguesa que, face ao PIB, atinge, hoje, valores astronómicos!...

E por isso, a negociação externa de obrigações do Tesouro (?!) português, dos títulos da dívida, é um autêntico "desastre" nos mercados bolsistas! E, contrariamente ao que afirma o próprio PM, o facto de o Estado poder recorrer ao Fundo de Estabilização Financeira da UE - podendo então dispor da liquidez necessária - isso não significa que o "mercados" não "entendam" a mensagem enviada pelo país!...Concerteza muito antes pelo contrário!

Se permitirmos que o governo actual continue a "esgrimir" a sua (própria) defesa, interna e internacionalmente, com uma insistência desmedida em medidas que se demonstram claramente falhadas(!), se continuarmos a permitir isto mesmo, e assistirmos passivamente a ver o país se afundar... então não nos queixemos de uma futura (e quase inevitável...) humilhação nacional!....

Daí ser importante esta eleição presidencial, como a derradeira alternativa actual para permitir travar o Socretinismo, como a praga que descredibilizou o país!

Thursday, November 25, 2010

SIMPÓSIO “CUIDADOS PALIATIVOS, TESTAMENTO VITAL, EUTANÁSIA”


Évora, 27 Novembro 2010


Destinatários:


Profissionais de saúde; Pessoas que desejem adquirir e actualizar informação básica no âmbito dos cuidados em fim de vida



Horário e Programa do Simpósio - 9h30-16h30:



09h30 – Distribuição da documentação;

10h00 – Sessão de Abertura e apresentação do evento Dr. Luís Pedro Mota Soares

10h15 – Cuidados Paliativos - intervenção para a Dignidade em fim de vida – Drª Isabel Galriça Neto

10h40 - testemunho de um familiar de doente atendido em CPaliativos – Drª Ana Xavier Morato

11h00 - Necessidades de Cuidados Paliativos no país; uma proposta para Portugal – Enfº Manuel Capelas

11h30 -11h45 – intervalo

11h45 –12h30 – Testamento Vital, será esta a solução para os problemas no final de vida? Dr.João Rebelo, Enfº Joel Ferreira



12h45 - 14h15 – Almoço



14h30 – 15h30 – Eutanásia - Precisamos dela para acabar com o sofrimento? Drª Isabel Galriça Neto

15h30 - 16h30 – Debate

16h45 – Conclusões do Simpósio e Encerramento – Dr. Isabel Galriça Neto

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Metodologias Pedagógicas:

Exposições teóricas; análise de casos.

Será distribuído um Dossier Bibliográfico de apoio em CD

Inscrição: Gratuita, mediante contacto prévio para inscrição

para o tlf: 213 917 560:

(entrada mediante inscrição prévia obrigatória e sujeita à capacidade da sala)



Local e Data: Hotel Mar de Ar Muralha (antigo Hotel da Cartuxa), 27 Novembro 2010) Organização: CDS-PP

SIMPÓSIO Cuidados Paliativos, Testamento Vital e Eutanásia,   Évora   2010

Wednesday, July 21, 2010

A Oportunidade Política

A completo despropósito, vem agora o PSD falar no conteúdo que defende para próxima Revisão Constitucional. E todas as vozes (aquelas que constroem opinião) se levantam a dizer: Vejam como são liberais!... Muito diferentes dos seus "irmãos" socialistas, que esses sim, defendem o Estado Social, aliás consagrado na Constituição(!).
Como se, de repente, a agenda política da "Crise" se transmutasse, não nas suas "várias" soluções possíveis, mas numa outra realidade, surgida do nada : a Revisão Constitucional!
Se for lícito falar em falta de oportunidade política, estamos em frente dela! Num momento ainda distante das eleições presidenciais em que tudo pode preocupar os portugueses - tudo menos a Constituição ou a respectiva "revisão" (como se a Constituição tivesse sido impeditiva, até hoje, do seu incumprimento como de qualquer solução governativa apresentada para a fazer cumprir) - , vale a pena entender o que poderá estar por detrás de tão descabida ideia de vir propor ao país uma "revisão" contranatura, contra a história, contra a actualidade, contra os dados adquiridos do sistema político até hoje vigente.
No poder, o PSD poderia vir propor ao país, tudo! Teria mandato político para isso. Na oposição, recusar apresentar verdadeiras alternativas de governação e antes vir com "manobras de diversão" que o catalogam como "inimigo" do Estado Social, parece um contrasenso.
Parece, mas não será!...
Como já o afirmámos variadas vezes, o PSD tem uma liderança (ainda) débil e pouco convicta. Ficamos (os portugueses) com a ideia de que alguém "manobra" a agenda política da sua liderança.
O P.M. surge, desta liça, como, afinal, o verdadeiro defensor do Estado Social! O PS como a força defensora das "liberdades" e, afinal, da democracia ...(económica, social e cultural), como se o Estado Social não fosse, desde o final da 2ª Guerra Mundial, um dado adquirido da generalidade das democracias ocidentais mais evoluídas!...
Temos então a Social-democracia a "desmentir-se"! A querer ser "quem não é"...A ter uma postura liberal, como se a sua matriz ideológica não fosse o socialismo democrático e sim uma remota reminiscência do saudoso PPD, esquecido e vilipendiado!...
Dúvidas não devem restar: vir agora, neste preciso momento político, falar de Revisão Constitucional, como se tal fora a panaceia para todos os males da sociedade portuguesa e do país, vir distrair a conversa, afinal, do "Estado da Nação" (que com particular acutilância foi vincado pelo CDS/PP), só pode ser manobra de quem pretende - na prática! - "reabilitar" o PS e a sua liderança actual, criando um clivagem que não existe na realidade, entre quem defende o Estado Social e aqueles que o querem ver "destruído".
Remando claramente contra os interesses objectivos do partido de que se afirma líder, P. Coelho, deu mais um "tiro no pé"!... Mais um a juntar a vários que já lhe ouvimos. Fazendo crer aos (ainda) incrédulos que não apresenta o perfil de 1º Ministro que os portugueses esperam, que o país exige e que as dificuldades governativas impõem!
Porque não demonstra possuir uma estratégia consistente, nem um discurso político, de quem se acha em condições efectivas para mudar Portugal. Com este PSD - o país não muda! Piora!...
Se há coisa que a "coisa pública" exige - como tudo na vida! - é verdadeiro sentido das oportunidades (o que não é confundível com "oportunismo")!
Quando o CDS, pela voz do seu líder, apresenta uma proposta de formação de um governo de "Salvação Nacional", formado pelos três maiores partidos, como alternativa a um governo sem norte ... (e sem sorte!...) metade do país se pergunta da oportunidade dessa proposta. Não seria mais "patriótico" deixar o governo governar sózinho (bem ou mal...) e, uma vez sem soluções, vir ele próprio apresentar a demissão ao Parlamento? Ou não seria preferível deixá-lo governar como entendesse e vir, no final do mandato, pedir-lhe contas do que não fez ou não foi capaz de fazer; ou onde errou e deveria ter acertado e onde acertou quando outras vozes lhe diziam que estava enganado?...
Portugal não precisa de cenários "avant la lettre"... do que vai ser o futuro da sua Constituição, nem de saber se ela impediu os políticos de governar (bem) até aqui. O país sabe que o Estado Social é um dado adquirido dos Estados modernos e democráticos. O país sabe que a politização da eleição presidencial faz perigar equlíbrios instáveis e ainda mais se os poderes presidenciais forem reforçados.
Não é possível tentar governar por circunstâncias fortuitas ou "ao sabor das ondas"... Governar exige ponderação e sentido de responsabilidade! O Governo socialista foi tudo menos isso, ao longo do seu (já longo) percurso no Poder... Grande número das medidas legislativas tomadas têm que ser urgentemente revistas (até por ele próprio!...) tal o despropósito da governação!...
Aceitemos que um discurso assertivo da liderança do CDS/PP é o único caminho para acreditar na esperança de mudar o país, para melhor. É necessário que os portugueses acreditem que o que está em causa não é o "Estado Social" ou os poderes do Presidente, mas a determinação e a competência das lideranças políticas, alicerçadas num programa de acção coerente e exequível, com coordenadas ideológicas nítidas que façam crer em verdadeiras alternativas de poder!
Pois bem, é tempo da Direita política vir a terreiro, sem tibiezas - e sem titubear! - dizer que o "Rei vai nu" ... quando o PSD quer fazer inscrever na agenda política actual, e fazer eleger como preocupação política relevante da Nação, a revisão da Constituição da República - isto, sem prejuízo, claro - dela vir a ser revista, quando e se as circunstâncias governativas o impuserem e um concreto Programa de Acção o vier a exigir!

Friday, May 14, 2010

Finalmente - O Centrão!

Eis que se perfila no adro do nosso político descontentamento a confluência das "sociais-democracias" socialistas e pêessedistas, vulgo o "O Centrão"!

Foi acontecer a novel liderança "Passos Coelho" e logo o PSD, pela mão do seu líder, encontra uma necessidade de compromisso político com o governo socialista, no sentido de se fazer assumir igualmente responsável pelas medidas de austeridade e contenção económico-financeira insertas no PEC.

PEC este, que poderá ser tudo - menos um plano de estabilidade social e política, não se podendo obviamente tornar num plano de crescimento - nem a médio ou longo prazo, tanto quanto seja possível perscurtar -,  porque se vai inelutavelmente transformar, em marcha acelerada, num plano afinal de efectiva condenação ao crescimento do desemprego e ao colapso empresarial ... No fundo à falência efectiva do sistema financeiro português e ao descalabro do que resta de esperança em alcançar os níveis de desenvolvimento médio comunitários.

Vai pois a "Crise" dominar este outro ciclo político legislativo, como, aliás, dominou o anterior!...

Com o PS de "Socas", só a crise comanda, só a crise motiva, só a crise estimula a austeridade, só a crise justifica o autoritarismo (só) aparentemente incompreensível em Democracia, só a crise permite denegar a Justiça, a Paz social e a promoção do bem-estar do Povo, motivação maior que deveria ser a da "Política".

Ficámos a saber, como última novidade da política nacional, que o PSD "cozinhou" com o governo e com ele partilhou a responsabilidade política - sem, contudo, como diria Alberto João da Madeira, partilhar o Poder - da implementação e imposição de medidas de austeridade financeira e fiscal que, penalizando ainda e mais uma vez, dominantemente as classes médias, penaliza, por isso, o tecido produtivo português e o emprego, deixando depauperada a economia e exauridos os recursos das famílias e das empresas.

Ora, difícil não é compreender que o governo não fala verdade quando se refere a estas medidas, que (por supuesto!) reforçam a estabilidade orçamental das finanças públicas nacionais, mas não se destinam a ser "provisórias" (como ingenuamente pensará Passos Coelho), e não irão conduzir ao crescimento da economia e à almejada recuperação, reforçando os indicadores económicos que pressagiam o reforço do tecido produtivo e do emprego, com a sequente evolução da competividade para níveis que permitam potenciar o crescimento e o aumento das exportações; antes irão fazer agravar os atávicos e estruturais atrasos "congénitos" da economia portuguesa, deixando-nos (sociedade civil) mais emprobecidos e consequentemente mais débeis e permeáveis à perda crescente do Poder Soberano nacional.

É caso para dizer que esta nova liderança no PSD deixa uma ampla margem de manobra para uma verdadeira oposição à Direita (...e atenção: igualmente à Esquerda!) do espectro político.

 Finalmente pôde observar-se a convergência de opinião entre as lideranças dos dois partidos do "Centrão"!
E a consequência necessária, do ponto de vista da leitura que o Povo faz do que aconteceu relativamente ao PEC, é a consideração de que PSD e PS não são coisa nenhuma alternativas um do outro! ... E só são oposição entre si, porque um dos partidos está no governo e o outro não!

Por consequência não se poderá esperar do PSD outra coisa que não seja o vazio das ideias e o esvaziamente do discurso, quando aquilo que se poderia ter esperado seria uma oposição inteligente e crítica à política governativa que desastradamente tem perpassado por estas duas legislaturas do consulado "Socas".

Hoje, mais do que nunca, é necessário falar a verdade ao Povo!

Afirmar que é possível pensar a economia e a sociedade com uma visão outra da Política, da História e da Ética Social!

Hoje, mais do que nunca, o país necessita de uma verdadeira Oposição a esta governação socialista, dum lado e do outro do "Centrão"!

Se é verdade estar o Estado Português na mira da especulação financeira internacional, não menos verdade será que a esmagadora maioria das medidas preconizadas para enfrentar essa situação - sem mais! - conduzirão a um descalabro, cujas dimensões e consequências, a prazo, não serão muitos difíceis de descortinar!...

As finanças públicas, também a prazo, irão "sofrer" os efeitos da depauperização da economia portuguesa, traduzida numa quebra de receita fiscal arrecadada. O remédio nunca poderia passar por aumentar impostos, mas principalmente por reduzir despesa pública e fazer crescer a receita fiscal por via do crescimento económico e não da sobrecarga do tecido produtivo, nem da redução abrupta do consumo privado.

O ciclo político que se avizinha a passos largos - e que começa inevitavelmente nas eleições presidenciais - irá pedir às forças políticas portuguesas a coragem de falar a verdade e a ombridade de cumprir a Palavra dada ao Povo!

Mas irá extremar posições à Esquerda e à Direita, se o discurso e a prática dos seus mentores devolver uma centelha de esperança ao Povo e der sinais de que, mais do que as estatísticas, são as pessoas e é a sociedade civil quem mais deve pesar na balança das opções políticas!