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Thursday, November 25, 2010

SIMPÓSIO “CUIDADOS PALIATIVOS, TESTAMENTO VITAL, EUTANÁSIA”


Évora, 27 Novembro 2010


Destinatários:


Profissionais de saúde; Pessoas que desejem adquirir e actualizar informação básica no âmbito dos cuidados em fim de vida



Horário e Programa do Simpósio - 9h30-16h30:



09h30 – Distribuição da documentação;

10h00 – Sessão de Abertura e apresentação do evento Dr. Luís Pedro Mota Soares

10h15 – Cuidados Paliativos - intervenção para a Dignidade em fim de vida – Drª Isabel Galriça Neto

10h40 - testemunho de um familiar de doente atendido em CPaliativos – Drª Ana Xavier Morato

11h00 - Necessidades de Cuidados Paliativos no país; uma proposta para Portugal – Enfº Manuel Capelas

11h30 -11h45 – intervalo

11h45 –12h30 – Testamento Vital, será esta a solução para os problemas no final de vida? Dr.João Rebelo, Enfº Joel Ferreira



12h45 - 14h15 – Almoço



14h30 – 15h30 – Eutanásia - Precisamos dela para acabar com o sofrimento? Drª Isabel Galriça Neto

15h30 - 16h30 – Debate

16h45 – Conclusões do Simpósio e Encerramento – Dr. Isabel Galriça Neto

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Metodologias Pedagógicas:

Exposições teóricas; análise de casos.

Será distribuído um Dossier Bibliográfico de apoio em CD

Inscrição: Gratuita, mediante contacto prévio para inscrição

para o tlf: 213 917 560:

(entrada mediante inscrição prévia obrigatória e sujeita à capacidade da sala)



Local e Data: Hotel Mar de Ar Muralha (antigo Hotel da Cartuxa), 27 Novembro 2010) Organização: CDS-PP

SIMPÓSIO Cuidados Paliativos, Testamento Vital e Eutanásia,   Évora   2010

Wednesday, July 21, 2010

A Oportunidade Política

A completo despropósito, vem agora o PSD falar no conteúdo que defende para próxima Revisão Constitucional. E todas as vozes (aquelas que constroem opinião) se levantam a dizer: Vejam como são liberais!... Muito diferentes dos seus "irmãos" socialistas, que esses sim, defendem o Estado Social, aliás consagrado na Constituição(!).
Como se, de repente, a agenda política da "Crise" se transmutasse, não nas suas "várias" soluções possíveis, mas numa outra realidade, surgida do nada : a Revisão Constitucional!
Se for lícito falar em falta de oportunidade política, estamos em frente dela! Num momento ainda distante das eleições presidenciais em que tudo pode preocupar os portugueses - tudo menos a Constituição ou a respectiva "revisão" (como se a Constituição tivesse sido impeditiva, até hoje, do seu incumprimento como de qualquer solução governativa apresentada para a fazer cumprir) - , vale a pena entender o que poderá estar por detrás de tão descabida ideia de vir propor ao país uma "revisão" contranatura, contra a história, contra a actualidade, contra os dados adquiridos do sistema político até hoje vigente.
No poder, o PSD poderia vir propor ao país, tudo! Teria mandato político para isso. Na oposição, recusar apresentar verdadeiras alternativas de governação e antes vir com "manobras de diversão" que o catalogam como "inimigo" do Estado Social, parece um contrasenso.
Parece, mas não será!...
Como já o afirmámos variadas vezes, o PSD tem uma liderança (ainda) débil e pouco convicta. Ficamos (os portugueses) com a ideia de que alguém "manobra" a agenda política da sua liderança.
O P.M. surge, desta liça, como, afinal, o verdadeiro defensor do Estado Social! O PS como a força defensora das "liberdades" e, afinal, da democracia ...(económica, social e cultural), como se o Estado Social não fosse, desde o final da 2ª Guerra Mundial, um dado adquirido da generalidade das democracias ocidentais mais evoluídas!...
Temos então a Social-democracia a "desmentir-se"! A querer ser "quem não é"...A ter uma postura liberal, como se a sua matriz ideológica não fosse o socialismo democrático e sim uma remota reminiscência do saudoso PPD, esquecido e vilipendiado!...
Dúvidas não devem restar: vir agora, neste preciso momento político, falar de Revisão Constitucional, como se tal fora a panaceia para todos os males da sociedade portuguesa e do país, vir distrair a conversa, afinal, do "Estado da Nação" (que com particular acutilância foi vincado pelo CDS/PP), só pode ser manobra de quem pretende - na prática! - "reabilitar" o PS e a sua liderança actual, criando um clivagem que não existe na realidade, entre quem defende o Estado Social e aqueles que o querem ver "destruído".
Remando claramente contra os interesses objectivos do partido de que se afirma líder, P. Coelho, deu mais um "tiro no pé"!... Mais um a juntar a vários que já lhe ouvimos. Fazendo crer aos (ainda) incrédulos que não apresenta o perfil de 1º Ministro que os portugueses esperam, que o país exige e que as dificuldades governativas impõem!
Porque não demonstra possuir uma estratégia consistente, nem um discurso político, de quem se acha em condições efectivas para mudar Portugal. Com este PSD - o país não muda! Piora!...
Se há coisa que a "coisa pública" exige - como tudo na vida! - é verdadeiro sentido das oportunidades (o que não é confundível com "oportunismo")!
Quando o CDS, pela voz do seu líder, apresenta uma proposta de formação de um governo de "Salvação Nacional", formado pelos três maiores partidos, como alternativa a um governo sem norte ... (e sem sorte!...) metade do país se pergunta da oportunidade dessa proposta. Não seria mais "patriótico" deixar o governo governar sózinho (bem ou mal...) e, uma vez sem soluções, vir ele próprio apresentar a demissão ao Parlamento? Ou não seria preferível deixá-lo governar como entendesse e vir, no final do mandato, pedir-lhe contas do que não fez ou não foi capaz de fazer; ou onde errou e deveria ter acertado e onde acertou quando outras vozes lhe diziam que estava enganado?...
Portugal não precisa de cenários "avant la lettre"... do que vai ser o futuro da sua Constituição, nem de saber se ela impediu os políticos de governar (bem) até aqui. O país sabe que o Estado Social é um dado adquirido dos Estados modernos e democráticos. O país sabe que a politização da eleição presidencial faz perigar equlíbrios instáveis e ainda mais se os poderes presidenciais forem reforçados.
Não é possível tentar governar por circunstâncias fortuitas ou "ao sabor das ondas"... Governar exige ponderação e sentido de responsabilidade! O Governo socialista foi tudo menos isso, ao longo do seu (já longo) percurso no Poder... Grande número das medidas legislativas tomadas têm que ser urgentemente revistas (até por ele próprio!...) tal o despropósito da governação!...
Aceitemos que um discurso assertivo da liderança do CDS/PP é o único caminho para acreditar na esperança de mudar o país, para melhor. É necessário que os portugueses acreditem que o que está em causa não é o "Estado Social" ou os poderes do Presidente, mas a determinação e a competência das lideranças políticas, alicerçadas num programa de acção coerente e exequível, com coordenadas ideológicas nítidas que façam crer em verdadeiras alternativas de poder!
Pois bem, é tempo da Direita política vir a terreiro, sem tibiezas - e sem titubear! - dizer que o "Rei vai nu" ... quando o PSD quer fazer inscrever na agenda política actual, e fazer eleger como preocupação política relevante da Nação, a revisão da Constituição da República - isto, sem prejuízo, claro - dela vir a ser revista, quando e se as circunstâncias governativas o impuserem e um concreto Programa de Acção o vier a exigir!

Friday, May 14, 2010

Finalmente - O Centrão!

Eis que se perfila no adro do nosso político descontentamento a confluência das "sociais-democracias" socialistas e pêessedistas, vulgo o "O Centrão"!

Foi acontecer a novel liderança "Passos Coelho" e logo o PSD, pela mão do seu líder, encontra uma necessidade de compromisso político com o governo socialista, no sentido de se fazer assumir igualmente responsável pelas medidas de austeridade e contenção económico-financeira insertas no PEC.

PEC este, que poderá ser tudo - menos um plano de estabilidade social e política, não se podendo obviamente tornar num plano de crescimento - nem a médio ou longo prazo, tanto quanto seja possível perscurtar -,  porque se vai inelutavelmente transformar, em marcha acelerada, num plano afinal de efectiva condenação ao crescimento do desemprego e ao colapso empresarial ... No fundo à falência efectiva do sistema financeiro português e ao descalabro do que resta de esperança em alcançar os níveis de desenvolvimento médio comunitários.

Vai pois a "Crise" dominar este outro ciclo político legislativo, como, aliás, dominou o anterior!...

Com o PS de "Socas", só a crise comanda, só a crise motiva, só a crise estimula a austeridade, só a crise justifica o autoritarismo (só) aparentemente incompreensível em Democracia, só a crise permite denegar a Justiça, a Paz social e a promoção do bem-estar do Povo, motivação maior que deveria ser a da "Política".

Ficámos a saber, como última novidade da política nacional, que o PSD "cozinhou" com o governo e com ele partilhou a responsabilidade política - sem, contudo, como diria Alberto João da Madeira, partilhar o Poder - da implementação e imposição de medidas de austeridade financeira e fiscal que, penalizando ainda e mais uma vez, dominantemente as classes médias, penaliza, por isso, o tecido produtivo português e o emprego, deixando depauperada a economia e exauridos os recursos das famílias e das empresas.

Ora, difícil não é compreender que o governo não fala verdade quando se refere a estas medidas, que (por supuesto!) reforçam a estabilidade orçamental das finanças públicas nacionais, mas não se destinam a ser "provisórias" (como ingenuamente pensará Passos Coelho), e não irão conduzir ao crescimento da economia e à almejada recuperação, reforçando os indicadores económicos que pressagiam o reforço do tecido produtivo e do emprego, com a sequente evolução da competividade para níveis que permitam potenciar o crescimento e o aumento das exportações; antes irão fazer agravar os atávicos e estruturais atrasos "congénitos" da economia portuguesa, deixando-nos (sociedade civil) mais emprobecidos e consequentemente mais débeis e permeáveis à perda crescente do Poder Soberano nacional.

É caso para dizer que esta nova liderança no PSD deixa uma ampla margem de manobra para uma verdadeira oposição à Direita (...e atenção: igualmente à Esquerda!) do espectro político.

 Finalmente pôde observar-se a convergência de opinião entre as lideranças dos dois partidos do "Centrão"!
E a consequência necessária, do ponto de vista da leitura que o Povo faz do que aconteceu relativamente ao PEC, é a consideração de que PSD e PS não são coisa nenhuma alternativas um do outro! ... E só são oposição entre si, porque um dos partidos está no governo e o outro não!

Por consequência não se poderá esperar do PSD outra coisa que não seja o vazio das ideias e o esvaziamente do discurso, quando aquilo que se poderia ter esperado seria uma oposição inteligente e crítica à política governativa que desastradamente tem perpassado por estas duas legislaturas do consulado "Socas".

Hoje, mais do que nunca, é necessário falar a verdade ao Povo!

Afirmar que é possível pensar a economia e a sociedade com uma visão outra da Política, da História e da Ética Social!

Hoje, mais do que nunca, o país necessita de uma verdadeira Oposição a esta governação socialista, dum lado e do outro do "Centrão"!

Se é verdade estar o Estado Português na mira da especulação financeira internacional, não menos verdade será que a esmagadora maioria das medidas preconizadas para enfrentar essa situação - sem mais! - conduzirão a um descalabro, cujas dimensões e consequências, a prazo, não serão muitos difíceis de descortinar!...

As finanças públicas, também a prazo, irão "sofrer" os efeitos da depauperização da economia portuguesa, traduzida numa quebra de receita fiscal arrecadada. O remédio nunca poderia passar por aumentar impostos, mas principalmente por reduzir despesa pública e fazer crescer a receita fiscal por via do crescimento económico e não da sobrecarga do tecido produtivo, nem da redução abrupta do consumo privado.

O ciclo político que se avizinha a passos largos - e que começa inevitavelmente nas eleições presidenciais - irá pedir às forças políticas portuguesas a coragem de falar a verdade e a ombridade de cumprir a Palavra dada ao Povo!

Mas irá extremar posições à Esquerda e à Direita, se o discurso e a prática dos seus mentores devolver uma centelha de esperança ao Povo e der sinais de que, mais do que as estatísticas, são as pessoas e é a sociedade civil quem mais deve pesar na balança das opções políticas!