Caro Martim Borges de Freitas,
Não sei se lembra quem sou, mas isso, neste momento, nem será importante.Sou actualmente militante de base do CDS/PP na concelhia de Évora. E sou-o não porque não tivesse apoios para ser ou ter sido, por exemplo, Presidente da própria comissão política concelhia, mas porque assim entendi ficar. Estou à vontade para descomprometidamente dizer o que penso.
Possuo um blog que julgo conhecerá:"www.evoranascente.blogspot.com", onde vou, com menos regularidade do que gostaria, escrevendo algumas opiniões e comentários que entendo pertinentes. Não procuro protagonismos mas não actuo anonimamente.
Escrevo-lhe porque tenho recebido algumas mensagens da sua parte e entendo que os militantes de base também têm o dever de exprimir a sua (deles) opinião independentemente de serem ouvidos.
Tenho achado curioso o seu posicionamento actual no CDS/PP e por essa razão agora lhe respondo. Estou seguro de que é um convicto militante da direita democrática deste país e que almejará para o seu partido e para o país, o melhor, dentro das suas convicções.
Mas verifico que entrou numa "guerra" difícil de entender, e que sei não será apenas sua. O partido entrou em conflito interno ao nível de alguns dos seus quadros, no meu entendimento, por virtude de alguma dificuldade em interpretar o momento político que se vive no país com o "consulado" socrático.
Constato que se combatem , não ideias ou estratégias, mas pessoas; fulaniza-se a política como se de uma coisa menor se tratasse.
Entre Ribeiro e Castro e Paulo Portas, o que está em causa não são as pessoas! São as ideias, as estratégias, a postura face aos desmandos da esquerda, radical e sopeira, manhosa e dissimulada, a "fingir-se" centro quando é tudo menos isso!
Um governo como o actual, o mais radical, autoritário, injusto e tecnocrático no mau sentido, de que há memória na democracia portuguesa; com total insensibilidade social - e mentiroso! - um governo assim mereceria sempre uma oposição aguerrida e combativa, convicta e agressiva mesmo! Nunca uma oposição "civilizada" esperando por sobre o "caos" vir de novo a ser governo em "coligação" com os moderados da esquerda!
Não importa se se trataria de Ribeiro e Castro! Basta ouvir o povo para perceber que os portugueses se riam das intervenções de uma oposição "frouxa" e sem conviccção, por contraponto a um governo arrogante, senhor de todas as verdades!
E isto, tanto da parte da liderança do PSD como do CDS!
A consequência só poderia ser a substituição das lideranças desses dois partidos da oposição, porque toda a gente entendeu que com o tipo de oposição que se estava a construir, não haveria uma alternativa credível a apresentar a Portugal no fim do "desastre" socrático.
Quem respeita os princípios democráticos - e os mais autênticos princípios democráticos não são procedimentais ou regulamentares - são, na sua essência, genuinamente os que respeitam a opinião da maioria!-, quem respeita a democracia, dizia, tem que aceitar que os militantes e o próprio povo português estava descontente (e assim continua) quando entendeu subsitutir as lideranças dos dois principais partidos da oposição.
Porque à arrogância socrática é necessário responder com firmeza e determinação, por forma a convencer o povo de que existe alternativa e de que é possível criticar o poder propondo outras e melhores soluções.
Se Paulo Portas não é a melhor solução para conduzir uma oposição firme,verdadeira e responsável, a este governo autoritário e esquerdista; se não é a liderança capaz de convencer o povo português (e não apenas os militantes doCDS/PP) de que possui alternativas credíveis a esta governação danosa para o povo português, maquiavélica e autoritária, então que se tivessem posicionado para a liderança do partido as pessoas que se julgavam capazes de tal desiderato!
Que se não venha agora "carpir" mágoas, maniqueisticamente, dizendo que uns serão "bons" e outros serão "maus"!
Os bons serão os que se demitem? Os que viram as costas ao partido e ao povo? Serão os que pactuam com uma governação esquerdista e danosa, dizendo-se, eles próprios, de direita? mas no fundo aceitando a perpetuação do poder socialista, como inevitabilidade tecnocrática para a perda crescente de soberania política, administrativa e financeira do estado português? Francamente não entendo!
Para mim, a única forma de entender a actuação humana, passa sempre por uma leitura acerca da honestidade dos intervenientes. Mas aqui, quem é honesto? Quem diz o que pensa ou quem afirma o que lhe convém?!... fico na dúvida.
Não sei a quem aproveita esta "guerra" de guerrilha (passe a redundância) a que V. Ex.ª e outras pessoas se propuseram. Quem vai lucrar? O povo português? O partido e o seu aparelho? As suas estruturas de base, as suas cúpulas, a sua organização a nível nacional? A sua unidade e coesão? O seu posicionamento para combater o socialismo que está a destruir o que resta deste país e a delapidar o que resta do amor-próprio nacional , o que resta do orgulho em ser português e a que já chamámos patriotismo?
Francamento, penso que nem V. Ex.ª terá resposta para estas questões de uma forma convincente. Não para que me convença a mim da sua verdade, mas para que convença a maioria dos militantes do partido ou o povo português!
Ninguém entende que um partido pequeno, "atacado" e "fraccionado" - porque o poder socialista e maçónico não aceita perder para uma direita democrática verdadeira e se degladia de todas as formas possíveis -, se "consuma" em lutas intestinas e maldicências internas que o não prestigiam aos olhos do povo português!
Reveja o seu papel no partido, ao serviço dos seus ideais que acredito que os tem!
Veja verdadeiramente a quem aproveita atirar dirigentes contra dirigentes e militantes contra militantes! Ponha a mão na sua consciência de pessoa de bem que acredito é!
Verá que, tal como eu, as pessoas comuns, sem entenderem nem se preocuparem com as "motivações" de quem actua, têm dificuldade em compreender a sua actuação.
E dessas pessoas se farão as decisões democráticas, sempre!
Saudações Populares e Votos de um Bom Ano Novo!
Cordialmente,
Francisco Barbosa
Monday, December 31, 2007
Sunday, August 26, 2007
Novos Dados
Depois de ouvirmos a posição de princípio do mais visível opositor interno a Marques Mendes, dentro do PSD, chegamos à conclusão que, ou Marques Mendes ganha, destacado(!), as directas no partido e continua a sua triste romaria até às legislativas de 2009, perdendo inevitavelmente, em consequência; ou ganha um outro, presumivelmente Luís Filipe Meneses, transformando o partido e a sua forma de fazer oposição, num "zombie" sem saber se pretende estar à esquerda e cativar um eleitorado refém do esquerdismo (não importa as "desilusões") ou se pretende vir a ter uma postura mais à direita e captar as classes médias que não vão atrás de ideologias mas de questões práticas do seu dia-a-dia, e representam, na nossa sociedade actual, o grosso dos eleitores com significado em qualquer vitória ou derrota eleitoral.
Assim sendo, restariam "as franjas"...
E, nas franjas, só vemos o CDS/PP e Bloco de Esquerda! O Partido Comunista não será nunca alternativa de coisíssima nenhuma, pese embora o seu papel relevante na oposição a qualquer poder, descomprometido precisamente por isso!
As forças políticas com condições de "crescer" eleitoralmente (ou serem submergidas...) só se nos afiguram poder ser essas duas referidas.
O Bloco poderia crescer por via do desencantamento com a esquerda tradicional, demasiado aburguesada e tecnocrática, cada vez mais indiferente aos destinos dos povos! O CDS/PP, por via do preenchimento das expetactivas das classes médias, como catalisador do descontentamento popular, uma vez apresentadas soluções credíveis e razoáveis ao eleitorado.
Para isso, terá inevitavelmente de existir oposição! Oposição verdadeira, sem medos ou equívocos, apresentação de soluções alternativas e crítica acerba a medidas erradas do governo na perspectiva de quem se posiciona do outro lado!
Esta é um oportunidade histórica para que a direita democrática se afirme como alternativa política credível em Portugal! Qualquer "coligação" factual, ou colagem ideológica ao PSD ( como estando todos na "direita") irá certamente sair cara a ambos os partidos.
O CDS/PP tem que fazer acreditar ao povo português de que tem condições para governar sózinho Portugal e de que o PSD poderá ou não ir "a reboque", mas isso não será condição necessária nem, por si só, "suficiente" para garantir a confiança do eleitorado. Será preciso que o povo acredite que é possível fazer diferente e de que a esperança numa vida e num país melhor pode acontecer!
A não ser assim, acabaremos assistindo ao Bloco de Esquerda a negociar com o PS um acordo pós-eleitoral em que imporá as condições que a extrema esquerda sempre almejou e que de todos são conhecidas!
Por outro lado, o CDS/PP, para ser um partido vencedor(!) terá que assumir uma postura liberal, descomprometida e laica, tendo presente a dimensão social no seu legado democrata-cristão, e a sua dimensão ética conservadora, em harmonia com os valores mais tradicionais e caros à sociedade portuguesa das pessoas de bem, a sua larga maioria! Terá que possuir uma liderança aguerrida, com convicções e que, sem rebuço, desmonte todas as mistificações que a esquerda ideológica ou tecnocrática tem vindo a querer impor ao Povo português!
Assim sendo, restariam "as franjas"...
E, nas franjas, só vemos o CDS/PP e Bloco de Esquerda! O Partido Comunista não será nunca alternativa de coisíssima nenhuma, pese embora o seu papel relevante na oposição a qualquer poder, descomprometido precisamente por isso!
As forças políticas com condições de "crescer" eleitoralmente (ou serem submergidas...) só se nos afiguram poder ser essas duas referidas.
O Bloco poderia crescer por via do desencantamento com a esquerda tradicional, demasiado aburguesada e tecnocrática, cada vez mais indiferente aos destinos dos povos! O CDS/PP, por via do preenchimento das expetactivas das classes médias, como catalisador do descontentamento popular, uma vez apresentadas soluções credíveis e razoáveis ao eleitorado.
Para isso, terá inevitavelmente de existir oposição! Oposição verdadeira, sem medos ou equívocos, apresentação de soluções alternativas e crítica acerba a medidas erradas do governo na perspectiva de quem se posiciona do outro lado!
Esta é um oportunidade histórica para que a direita democrática se afirme como alternativa política credível em Portugal! Qualquer "coligação" factual, ou colagem ideológica ao PSD ( como estando todos na "direita") irá certamente sair cara a ambos os partidos.
O CDS/PP tem que fazer acreditar ao povo português de que tem condições para governar sózinho Portugal e de que o PSD poderá ou não ir "a reboque", mas isso não será condição necessária nem, por si só, "suficiente" para garantir a confiança do eleitorado. Será preciso que o povo acredite que é possível fazer diferente e de que a esperança numa vida e num país melhor pode acontecer!
A não ser assim, acabaremos assistindo ao Bloco de Esquerda a negociar com o PS um acordo pós-eleitoral em que imporá as condições que a extrema esquerda sempre almejou e que de todos são conhecidas!
Por outro lado, o CDS/PP, para ser um partido vencedor(!) terá que assumir uma postura liberal, descomprometida e laica, tendo presente a dimensão social no seu legado democrata-cristão, e a sua dimensão ética conservadora, em harmonia com os valores mais tradicionais e caros à sociedade portuguesa das pessoas de bem, a sua larga maioria! Terá que possuir uma liderança aguerrida, com convicções e que, sem rebuço, desmonte todas as mistificações que a esquerda ideológica ou tecnocrática tem vindo a querer impor ao Povo português!
Tuesday, August 7, 2007
Ainda a Ausência de Alternativas Políticas!
Que ninguém se iluda: o governo de Durão Barroso - foi péssimo!...
Retirou poder de compra às classes médias de uma forma gratuita e lesiva do crescimento e desenvolvimento económico do país! Ferreira Leite foi, manifestamente um má ministra! Uma "cavaquista" convicta, mas com muito menos qualidades intelectuais!
Se alguém acrescentou valor positivo à governação foram alguns ministros do CDS/PP, que encetaram reformas de mérito e afirmaram uma forma positiva de fazer política, olhando verdadeiramente para os interesses nacionais. Haveria apenas que "burilar" algumas arestas, que o tempo e a experimentação iriam aconselhar a prazo, o que, todavia, não chegou a acontecer, pelas razões de todos consabidas!
Pretender afirmar que não foi tão má quanto isso, a governação "barrosista", comparando-a com a governação "socrática", equivale a dizer que "o mau é inimigo do péssimo"(!), apenas porque onde um disse "mata" o outro veio dizer "esfola"!
Não entender que quem verdadeiramente dá a vitória a Sócrates é a coligação de governo que o precede, é não conseguir analisar e compreender o que se passou no país! Quem dá a "maioria absoluta" ao PS de Sócrates (porque o de Ferro Rodrigues, por exemplo, nunca lá chegaria!, razão porque o Presidente Sampaio nunca dissolveria o governo nessa altura!), quem lhe dá a maioria absoluta é o governo de Durão Barroso e a sua "ofensiva" contra as classes médias trabalhadoras!, escudando-se em tecnocratismos estéries e em dúbios projectos desmobilizadores da esperança nacional.
"Branquear" a acção governativa do anterior governo como a responsável pela resposta popular no sentido de conferir maioria absoluta a um governo PS, com condições para ganhar, porque "herda" alguma "aura" não esquecida do guterrismo ... tem implicações graves ao nível do posicionamento futuro das oposições ao governo actual!
E quem afirma que Partidos e governantes, hoje na oposição, se "descredibilizaram", não perde razão por o afirmar.
E, por outro lado, é seguro que ninguém hoje daria uma maioria absoluta ao PS de Sócrates! Porque o povo entendeu que as maiorias absolutas são perversas em termos de democraticidade das atitudes governativas e da própria postura do governo! Para mentalidades autoritárias (de formação Marxista!) uma maioria absoluta, ainda que apenas por quatro anos, confere uma "tentação" absolutista inenarrável em quem experimenta as cadeiras do poder!
O "perigo" não é que o Povo não entenda Sócrates e a sua política! Reside antes na verdadeira - a concretizar-se! - ausência de alternativas de poder, com credibilidade e confiança!
Se não houver alternativa credível de poder, o povo voltará a votar PS, coartando-lhe um pouco as "pretensões" - só isso!
E perder-se-á a possibilidade de se demonstrar que outras políticas dariam melhor resultado e de que a "inevitabilidade" de algumas medidas "draconianas"(!) tomadas, afinal era uma completa mistificação!
Retirou poder de compra às classes médias de uma forma gratuita e lesiva do crescimento e desenvolvimento económico do país! Ferreira Leite foi, manifestamente um má ministra! Uma "cavaquista" convicta, mas com muito menos qualidades intelectuais!
Se alguém acrescentou valor positivo à governação foram alguns ministros do CDS/PP, que encetaram reformas de mérito e afirmaram uma forma positiva de fazer política, olhando verdadeiramente para os interesses nacionais. Haveria apenas que "burilar" algumas arestas, que o tempo e a experimentação iriam aconselhar a prazo, o que, todavia, não chegou a acontecer, pelas razões de todos consabidas!
Pretender afirmar que não foi tão má quanto isso, a governação "barrosista", comparando-a com a governação "socrática", equivale a dizer que "o mau é inimigo do péssimo"(!), apenas porque onde um disse "mata" o outro veio dizer "esfola"!
Não entender que quem verdadeiramente dá a vitória a Sócrates é a coligação de governo que o precede, é não conseguir analisar e compreender o que se passou no país! Quem dá a "maioria absoluta" ao PS de Sócrates (porque o de Ferro Rodrigues, por exemplo, nunca lá chegaria!, razão porque o Presidente Sampaio nunca dissolveria o governo nessa altura!), quem lhe dá a maioria absoluta é o governo de Durão Barroso e a sua "ofensiva" contra as classes médias trabalhadoras!, escudando-se em tecnocratismos estéries e em dúbios projectos desmobilizadores da esperança nacional.
"Branquear" a acção governativa do anterior governo como a responsável pela resposta popular no sentido de conferir maioria absoluta a um governo PS, com condições para ganhar, porque "herda" alguma "aura" não esquecida do guterrismo ... tem implicações graves ao nível do posicionamento futuro das oposições ao governo actual!
E quem afirma que Partidos e governantes, hoje na oposição, se "descredibilizaram", não perde razão por o afirmar.
E, por outro lado, é seguro que ninguém hoje daria uma maioria absoluta ao PS de Sócrates! Porque o povo entendeu que as maiorias absolutas são perversas em termos de democraticidade das atitudes governativas e da própria postura do governo! Para mentalidades autoritárias (de formação Marxista!) uma maioria absoluta, ainda que apenas por quatro anos, confere uma "tentação" absolutista inenarrável em quem experimenta as cadeiras do poder!
O "perigo" não é que o Povo não entenda Sócrates e a sua política! Reside antes na verdadeira - a concretizar-se! - ausência de alternativas de poder, com credibilidade e confiança!
Se não houver alternativa credível de poder, o povo voltará a votar PS, coartando-lhe um pouco as "pretensões" - só isso!
E perder-se-á a possibilidade de se demonstrar que outras políticas dariam melhor resultado e de que a "inevitabilidade" de algumas medidas "draconianas"(!) tomadas, afinal era uma completa mistificação!
Thursday, August 2, 2007
Os destinatários da Política
O caso Dalila Rodrigues e o Museu Nacional de Arte Antiga, quiçá o mais importante museu do país, é, sem sombra de dúvida, paradigmático do que tenho vindo a afirmar sobre a prepotência e autoritarismo do acual governo, agora "acusado" (e bem!) de práticas "estalinistas" ao actuar, mais uma vez, com a maior das arbitrariedades relativamente a quem se lhe oponha, ainda que meramente no plano das intenções e da "consciência"!...
É caso para dizer que lembra fascismos de má memória ... ou comunismos ou quejandos!...
Só Portugal "aceita" pacifica e resignadamente um governo deste jaez!... Mais ninguém aturaria tal desfaçatez na governação da coisa pública!
As injustiças são diárias, a falta de escrúpulos ou de consciência, atropelando direitos adquiridos ou posições estabilizadas, é o dia a dia de uma governação que - contrariamente a Guterres, curiosamente da mesma área política! - não quer saber das pessoas absolutamente para nada! As pessoas são números e os números são estatísticas! E as estatísticas são rácios (!) e os rácios são orçamentos! E os orçamentos são burocracia e a burocracia é enquistadora de todas as obras, apesar das mudanças radicalistas e despudoradamente socialistas e sectárias!
Já não se precisa de ouvir mais nada, quando se ouve anunciar que o Costa fez um acordo com o Zé (Sá) em Lisboa! Está tudo dito, estão todos "apresentados"!...
E as novas "políticas" já aí "fervem": "punição fiscal" para os proprietários Lisbonenses empobrecidos por rendas miseráveis e sem capacidade para realizarem obras compulsivamente em prédios velhos! Punição fiscal cuja última intenção não é melhorar as coisas, mas sim exercer um "confisco encapotado" sobre os prédios em mau estado de conservação e sobre os seus desapoiados proprietários! Como se, de repente, ser proprietário pobre em Lisboa (ou no Porto!) passasse a ser uma espécie de "crime" de lesa cidade!...
Os "apoios" que se pretende dar a quem precisa, para que a cidade melhore a vários níveis, passam por "penalizar"!... Não há dúvida que Costa é legítimo herdeiro do seu antigo "patrão"!
E é presidente "por obra e graça" de uma conjunção de esforços triunfante e pelintra em número absoluto de votos, relativamente ao número de eleitores votantes!
Que se não queixem os partidos da oposição (quase) inexistente em Portugal! Uma oposição assim, merece um governo arrogantemente autoritário como o que tem!
Teremos que ser verdadeiros: Marques Mendes será sempre um perdedor face a qualquer sócrates deste mundo (e do outro!)! Manifestamente não tem perfil de opositor, nem convicção, nem motivação, nem capacidade ... e está em marcha uma "monstruosa" manipulação dos militantes PSD para o apoiarem contra as diversas oposições internas! Quem a "conduz" pretende que, ainda que com "magra" vitória, ganhem os mesmos!
No CDS passar-se-á a mesma coisa. Quem "combater" um oposição forte e decidida a este governo sem mérito para governar o país a não ser para o sacrifício e a pobreza (porventura com um Estado rico, à boa maneira socialista!), está objectivamente ao serviço dos que defendem a "manutenção" a qualquer custo, de um governo que tem afrontado os portugueses com uma ousadia inigualada, e a torto e a direito tem reduzido, diminuído, minguado, apoucado, expurgado e amedrontado!...
No plano das finanças públicas, todas as metas - mesmo as mais "ambiciosas"- já foram largamente ultrapassadas pelas "performances" de um governo que desrespeitas as pessoas e apouca os seus legítimos interesses e direitos, sempre, mesmo quando veementemente afirma não o fazer! E tudo isto se passa assim pelos "excesso de zelo" e receio instilado a todos os níveis na sociedade portuguesa! E só isso interessa!
"Os fins justificam os meios" - já o dizia Maquiavel, e o têm repetido ao longo da História todos os ditadorzecos de meia-tigela, ou de tigela inteira! A forma de se atingir a tão propalada "estabilidade financeira e orçamental" não interessa! "dura lex, sed lex"! O que interessa é que essa meta seja atingida, mesmo que, de permeio, seja "atingido" o emprego, a economia "real", o rendimento das famílias, o custo de vida, a inflação "encoberta", os direitos sociais, a justiça laboral, etc, etc, etc,!...
Se em 2009 o Partido socialista, pela mão dos mesmos, "arrancar" ao Povo Português uma eleição, que só pode ser "magra"(!), que ninguém se iluda que os "culpados" irão ser apontados, e saírão esmagadoramente de uma oposição que não o soube ser, porque foi conivente e cúmplice, e não pode ser digna desse nome! Que se não iludam os "traidores" e os ineptos(!) porque irão ser "chamados a contas" ... e ver-se-á que actuaram com "falsidade"! O povo português não lhes perdoará e dir-lhes-á isso, frontalmente, em futuras eleições!
Se o CDS se não constituir como uma verdadeira alternativa de governação ao actual governo, estando o PSD "decapitado", dividido e sem hipóteses de vitória, se não aproveitar essa chance de ouro(!), então que se não admirem de ouvirem depois "gritar" pela extinção do Partido, "culpado" de, na falta de alternativas, ter sido de novo entregue aos mesmos a governação do país!
Pelo contrário, se for vivamente combatida a abstenção pela necessidade de obter uma vitória que imponha um "volte-face" ao estado de coisas reinante, seguramente que as hostes socialistas hão-de soçobrar sob o peso da razão e da esperança em mudanças verdadeiras que sejam feitas a pensar na sociedade e nas pessoas, e já não apenas em números e em estatísticas, esquecendo que os verdadeiros destinatários da acção política são os cidadãos!
É caso para dizer que lembra fascismos de má memória ... ou comunismos ou quejandos!...
Só Portugal "aceita" pacifica e resignadamente um governo deste jaez!... Mais ninguém aturaria tal desfaçatez na governação da coisa pública!
As injustiças são diárias, a falta de escrúpulos ou de consciência, atropelando direitos adquiridos ou posições estabilizadas, é o dia a dia de uma governação que - contrariamente a Guterres, curiosamente da mesma área política! - não quer saber das pessoas absolutamente para nada! As pessoas são números e os números são estatísticas! E as estatísticas são rácios (!) e os rácios são orçamentos! E os orçamentos são burocracia e a burocracia é enquistadora de todas as obras, apesar das mudanças radicalistas e despudoradamente socialistas e sectárias!
Já não se precisa de ouvir mais nada, quando se ouve anunciar que o Costa fez um acordo com o Zé (Sá) em Lisboa! Está tudo dito, estão todos "apresentados"!...
E as novas "políticas" já aí "fervem": "punição fiscal" para os proprietários Lisbonenses empobrecidos por rendas miseráveis e sem capacidade para realizarem obras compulsivamente em prédios velhos! Punição fiscal cuja última intenção não é melhorar as coisas, mas sim exercer um "confisco encapotado" sobre os prédios em mau estado de conservação e sobre os seus desapoiados proprietários! Como se, de repente, ser proprietário pobre em Lisboa (ou no Porto!) passasse a ser uma espécie de "crime" de lesa cidade!...
Os "apoios" que se pretende dar a quem precisa, para que a cidade melhore a vários níveis, passam por "penalizar"!... Não há dúvida que Costa é legítimo herdeiro do seu antigo "patrão"!
E é presidente "por obra e graça" de uma conjunção de esforços triunfante e pelintra em número absoluto de votos, relativamente ao número de eleitores votantes!
Que se não queixem os partidos da oposição (quase) inexistente em Portugal! Uma oposição assim, merece um governo arrogantemente autoritário como o que tem!
Teremos que ser verdadeiros: Marques Mendes será sempre um perdedor face a qualquer sócrates deste mundo (e do outro!)! Manifestamente não tem perfil de opositor, nem convicção, nem motivação, nem capacidade ... e está em marcha uma "monstruosa" manipulação dos militantes PSD para o apoiarem contra as diversas oposições internas! Quem a "conduz" pretende que, ainda que com "magra" vitória, ganhem os mesmos!
No CDS passar-se-á a mesma coisa. Quem "combater" um oposição forte e decidida a este governo sem mérito para governar o país a não ser para o sacrifício e a pobreza (porventura com um Estado rico, à boa maneira socialista!), está objectivamente ao serviço dos que defendem a "manutenção" a qualquer custo, de um governo que tem afrontado os portugueses com uma ousadia inigualada, e a torto e a direito tem reduzido, diminuído, minguado, apoucado, expurgado e amedrontado!...
No plano das finanças públicas, todas as metas - mesmo as mais "ambiciosas"- já foram largamente ultrapassadas pelas "performances" de um governo que desrespeitas as pessoas e apouca os seus legítimos interesses e direitos, sempre, mesmo quando veementemente afirma não o fazer! E tudo isto se passa assim pelos "excesso de zelo" e receio instilado a todos os níveis na sociedade portuguesa! E só isso interessa!
"Os fins justificam os meios" - já o dizia Maquiavel, e o têm repetido ao longo da História todos os ditadorzecos de meia-tigela, ou de tigela inteira! A forma de se atingir a tão propalada "estabilidade financeira e orçamental" não interessa! "dura lex, sed lex"! O que interessa é que essa meta seja atingida, mesmo que, de permeio, seja "atingido" o emprego, a economia "real", o rendimento das famílias, o custo de vida, a inflação "encoberta", os direitos sociais, a justiça laboral, etc, etc, etc,!...
Se em 2009 o Partido socialista, pela mão dos mesmos, "arrancar" ao Povo Português uma eleição, que só pode ser "magra"(!), que ninguém se iluda que os "culpados" irão ser apontados, e saírão esmagadoramente de uma oposição que não o soube ser, porque foi conivente e cúmplice, e não pode ser digna desse nome! Que se não iludam os "traidores" e os ineptos(!) porque irão ser "chamados a contas" ... e ver-se-á que actuaram com "falsidade"! O povo português não lhes perdoará e dir-lhes-á isso, frontalmente, em futuras eleições!
Se o CDS se não constituir como uma verdadeira alternativa de governação ao actual governo, estando o PSD "decapitado", dividido e sem hipóteses de vitória, se não aproveitar essa chance de ouro(!), então que se não admirem de ouvirem depois "gritar" pela extinção do Partido, "culpado" de, na falta de alternativas, ter sido de novo entregue aos mesmos a governação do país!
Pelo contrário, se for vivamente combatida a abstenção pela necessidade de obter uma vitória que imponha um "volte-face" ao estado de coisas reinante, seguramente que as hostes socialistas hão-de soçobrar sob o peso da razão e da esperança em mudanças verdadeiras que sejam feitas a pensar na sociedade e nas pessoas, e já não apenas em números e em estatísticas, esquecendo que os verdadeiros destinatários da acção política são os cidadãos!
Saturday, July 28, 2007
OPOSIÇÃO ... a quanto obrigas?!...
Fazer oposição credível, saudável, construtiva, trabalhar na oposição pela positiva, constitui, em democracia, um dever fundamental dos partidos que, não estando no governo, não partilham da mesma área ideológica do/s partido/s que participa/m no governo.
Isso significa, portanto, não combater o governo ou as suas políticas quando se concorda - porventura, até, aplaudi-las! - mas criticar quando, havendo outras e melhores soluções para a resolução dos mesmos problemas, se entende que o governo haje mal, pelas razões que se entendam adequadas.
Mas em Portugal - nada disto se passa ou, pelo menos, até agora, tem passado!
Não tem havido oposição no verdadeiro sentido da palavra. O que aqui afirmei em Dezembro de 2006, indignado com algumas políticas do governo, nomeadamente nas áreas económica, financeira, fiscal, de saúde, de educação, de administração pública, etc!... - continua, infelizmente, a ser verdade!
O PSD de Marques Mendes, não é oposição, por ser verdadeiramente social-democrata e portanto se identificar com grande parte das políticas governativas! O CDS por ter tido uma liderança falha de ideias e de soluções!...
Mas uma verdadeira oposição precisa-se, em Portugal!
A arrogância governativa do que parece julgar ser o "senhor da verdade", expressando esse sentimento de forma autoritária, na prática, só porque possui maioria absoluta no parlamento, constitui o "modus operandi" deste governo socialista.
Se a "oposição" interna do PSD não "acorda", o partido irá ..."por água abaixo", sem remissão nem remédio à vista!... Se a "nova" liderança do CDS não acorda e faz oposição firme, coerente e inteligente (!) a este governo "socrático", perderá (talvez) para sempre o "barco" da vitória e a possibilidade de se afirmar com a verdadeira direita democrática em Portugal, com capacidade para governar em nome dos valores e princípios que diz defender!
A falta de oposição política em Portugal continua a ser preocupante!...
E há tanto e tanto e tanto(!), por onde começar!...
Isso significa, portanto, não combater o governo ou as suas políticas quando se concorda - porventura, até, aplaudi-las! - mas criticar quando, havendo outras e melhores soluções para a resolução dos mesmos problemas, se entende que o governo haje mal, pelas razões que se entendam adequadas.
Mas em Portugal - nada disto se passa ou, pelo menos, até agora, tem passado!
Não tem havido oposição no verdadeiro sentido da palavra. O que aqui afirmei em Dezembro de 2006, indignado com algumas políticas do governo, nomeadamente nas áreas económica, financeira, fiscal, de saúde, de educação, de administração pública, etc!... - continua, infelizmente, a ser verdade!
O PSD de Marques Mendes, não é oposição, por ser verdadeiramente social-democrata e portanto se identificar com grande parte das políticas governativas! O CDS por ter tido uma liderança falha de ideias e de soluções!...
Mas uma verdadeira oposição precisa-se, em Portugal!
A arrogância governativa do que parece julgar ser o "senhor da verdade", expressando esse sentimento de forma autoritária, na prática, só porque possui maioria absoluta no parlamento, constitui o "modus operandi" deste governo socialista.
Se a "oposição" interna do PSD não "acorda", o partido irá ..."por água abaixo", sem remissão nem remédio à vista!... Se a "nova" liderança do CDS não acorda e faz oposição firme, coerente e inteligente (!) a este governo "socrático", perderá (talvez) para sempre o "barco" da vitória e a possibilidade de se afirmar com a verdadeira direita democrática em Portugal, com capacidade para governar em nome dos valores e princípios que diz defender!
A falta de oposição política em Portugal continua a ser preocupante!...
E há tanto e tanto e tanto(!), por onde começar!...
Tuesday, July 24, 2007
Saramago ... erva ruim!...
Veio a lume a entrevista do escritor José Saramago ao DN e já faz polémica em Espanha, por todo o lado! Saramago defende a "União Ibérica" e quer fazer militância desse facto pretendendo ter algum ascendente para isso. Alguns espanhóis parecem "radiantes" com a ideia de um "vende-pátrias" tão afamado e português! Os portuguesinhos, como sempre - estão pouco menos que "estupefactos"! Por isso não dizem nada ou têm dito muito pouco...
José Saramago gostava concerteza de ser "mago" para transformar as suas ilusões em realidade!
O sonho ibérico é velho de mais de 100 anos, todos sabemos disso! E é maçónico! E é comunista! Ou socialista! Ou coisa parecida!
E ser-me-á fácil entender hoje porque li há tempos um artigo de Saramago na revista "Visão", em que, tomando posições dignas e decentes (e, quiçá, corajosas!), Saramago condenava as acções da ETA em Espanha. Hoje entendo Saramago! Ele só atacou a ETA porque o País Basco quer ser independente de Espanha (!) e isso vai contra os "seus" projectos iberistas!
A boa impressão que colhi de Saramago nessa altura, desvaneceu-se agora!... Saramago defende causas "obscuras" e há-de ser sempre um subversivo, em todos os sentidos!
Quando ataca os EUA ou Israel, Saramago só pensa no "inimigo imperialista"(!), mas quando ataca uma causa de um povo de Espanha, o Povo Basco, Saramago não pode ver aí o "inimigo imperialista", vê apenas um obstáculo ao projecto internacionalista que o comunismo sempre foi e há-de continuar a ser!
Se há que começar pela Ibéria, ... então que se comece por algum lado! Daí se passará para os sonhados por Trotsky, por exemplo, Estados Unidos da Europa (socialista!), um dia ... quem sabe!...
Portanto, politicamente falando, Saramago nem é, para dizer o mínimo, consequente!...
Porque de Saramago como escritor ... nem é bom falar!...
A forma como "ataca" a língua portuguesa (independentemente de ser bom ou mau contador de "estórias"...) é significativa da sua postura enquanto intelectual!
Não é por acaso que não colhe unanimidades, nem aqui, nem lá fora!
E verdade se diga que quem "gaba" Saramago, nos EUA ou noutro lado qualquer, não conhece a língua portuguesa, nem se apercebe como ele a violenta! Porque quem lê uma tradução fica sempre aquém do significado de um texto no contexto cultural e linguístico em que se insere, a não ser que se trate de um competente erudito, o que é raro, em qualquer caso!
Saramago não atraiçoa apenas o sentimento pátrio de quem se orgulha de ser português, apesar do desvario de governações e de algumas "elites"! Saramago atraiçoa a língua pátria e transforma-a naquilo que quer que ela seja! E quem conhece os melhores cultores da nossa língua, enquanto escritores, envergonha-se um pouco com isso!
Saramago tem sido "ajudado" de uma forma absolutamente "parcial" por quem sonha, também lá fora, com "auroras que brilham, iluminadas pelo sol do comunismo"! Promover Saramago e "esquecer" grandes nomes da literatura portuguesa, mesmo actuais, como Miguel Torga, por exemplo, apenas serve os interesses de quem, pela língua portuguesa se interessa muito pouco! Interessa mais o conteúdo do significado de Saramago para a literatura: subversão, iconoclastismo, inconformismo e intolerância para com a chamada "burguesia" e o "capitalismo".
Mas "gostos não se discutem"! E quem gosta de Saramago, que lhes faça "bom proveito"!
Mas temos que reconhecer que o fulano não defende o Povo de onde promana: Saramago, defende-se primeiro - a si próprio!
José Saramago gostava concerteza de ser "mago" para transformar as suas ilusões em realidade!
O sonho ibérico é velho de mais de 100 anos, todos sabemos disso! E é maçónico! E é comunista! Ou socialista! Ou coisa parecida!
E ser-me-á fácil entender hoje porque li há tempos um artigo de Saramago na revista "Visão", em que, tomando posições dignas e decentes (e, quiçá, corajosas!), Saramago condenava as acções da ETA em Espanha. Hoje entendo Saramago! Ele só atacou a ETA porque o País Basco quer ser independente de Espanha (!) e isso vai contra os "seus" projectos iberistas!
A boa impressão que colhi de Saramago nessa altura, desvaneceu-se agora!... Saramago defende causas "obscuras" e há-de ser sempre um subversivo, em todos os sentidos!
Quando ataca os EUA ou Israel, Saramago só pensa no "inimigo imperialista"(!), mas quando ataca uma causa de um povo de Espanha, o Povo Basco, Saramago não pode ver aí o "inimigo imperialista", vê apenas um obstáculo ao projecto internacionalista que o comunismo sempre foi e há-de continuar a ser!
Se há que começar pela Ibéria, ... então que se comece por algum lado! Daí se passará para os sonhados por Trotsky, por exemplo, Estados Unidos da Europa (socialista!), um dia ... quem sabe!...
Portanto, politicamente falando, Saramago nem é, para dizer o mínimo, consequente!...
Porque de Saramago como escritor ... nem é bom falar!...
A forma como "ataca" a língua portuguesa (independentemente de ser bom ou mau contador de "estórias"...) é significativa da sua postura enquanto intelectual!
Não é por acaso que não colhe unanimidades, nem aqui, nem lá fora!
E verdade se diga que quem "gaba" Saramago, nos EUA ou noutro lado qualquer, não conhece a língua portuguesa, nem se apercebe como ele a violenta! Porque quem lê uma tradução fica sempre aquém do significado de um texto no contexto cultural e linguístico em que se insere, a não ser que se trate de um competente erudito, o que é raro, em qualquer caso!
Saramago não atraiçoa apenas o sentimento pátrio de quem se orgulha de ser português, apesar do desvario de governações e de algumas "elites"! Saramago atraiçoa a língua pátria e transforma-a naquilo que quer que ela seja! E quem conhece os melhores cultores da nossa língua, enquanto escritores, envergonha-se um pouco com isso!
Saramago tem sido "ajudado" de uma forma absolutamente "parcial" por quem sonha, também lá fora, com "auroras que brilham, iluminadas pelo sol do comunismo"! Promover Saramago e "esquecer" grandes nomes da literatura portuguesa, mesmo actuais, como Miguel Torga, por exemplo, apenas serve os interesses de quem, pela língua portuguesa se interessa muito pouco! Interessa mais o conteúdo do significado de Saramago para a literatura: subversão, iconoclastismo, inconformismo e intolerância para com a chamada "burguesia" e o "capitalismo".
Mas "gostos não se discutem"! E quem gosta de Saramago, que lhes faça "bom proveito"!
Mas temos que reconhecer que o fulano não defende o Povo de onde promana: Saramago, defende-se primeiro - a si próprio!
Saturday, July 21, 2007
Ainda a PAC!

A propósito do alargamento das OCM (organizações comuns de mercado) ao sector da vinha, a CAP, organização profissional de agricultores, que tem por dever funcional a defesa dos interesses da classe profissional que representa, veio a terreiro falar da sua oposição à política que se está a preparar em Bruxelas.
Aquilo que a Comissão Europeia pretende e propôs, é que o sector vitivinícola fique sob a alçada do chamado RPU (regime de pagamento único) desligado da produção, no fundo a única forma de retirar aos agricultores a possibilidade de "recusarem" o arranque da vinha que igualmente lhes vai ser proposto.
O "cerco"aperta-se uma vez mais e sempre sobre os agricultores, mas, já que foram "coniventes" com as anteriores reformas, que aceitem como "inevitabilidade" que lhes retirem direitos também aqui!
Quem afirmou que os sectores da vinha e do azeite estariam defendidos e "protegidos" relativamente aos dos cereais ou das oleaginosas, por exemplo, enganou-se redondamente! E quem divulgou essa ideia mistificadora foi cúmplice da farsa que continua a ser a Política Agrícola Comum europeia!
Ninguém imagina possível que o Alentejo se substitua à zona do Oeste, por exemplo, para passar a produzir legumes, uma vez com condições mais abrangentes de regadio!
Portugal tem condições (o Alentejo!) para a produção de cereais como o arroz ou o trigo duro, que são consideradas tecnicamente excepcionais a vários níveis, principalmente em qualidade, mas também com razoáveis níveis de produtividade, assegurada pelos avanços tecnológicos adquiridos.
Só o sul de Espanha ou o Norte de Itália teriam condições para produzir ao nível português estas variedades.
Ora bem, a desmotivação a que conduziu a aplicação das OCMs e o sistema de pagamento único, desligado da produção, levou praticamente ao "abandono" da evolução que se verificava neste âmbito, quer ao nível da produtividade, quer ao nível da quantidade e mesmo qualidade produzidas. Porque produzir bem e em quantidade é caro e o rendimento "calculado" pelos burocratas da agricultura não é suficiente para incrementar a melhoria da produção.
E poderíamos falar igualmente da produção de oleaginosas como a colza ou o girassol, cujas condicionantes de produção com as nossas condições climáticas e rega, poderiam ombrear com as melhores "performances" produtivas de outros países comunitários. E com as vantagens de um crescente aproveitamento industrial e até energético, do resultado destas produções.
Assim sendo, se isto foi "conseguido" com estes sectores produtivos, porque não com a olivicultura ou a vinicultura?
A inevitabilidade da "destruição" destes sectores produtivos por virtude da aplicação de uma política agrícola comunitária desastrosa e na qual as "CAP's" deste mundo quase não têm voz, era de esperar, porque a burocracia se não cansa de "inventar" formas de se impor e "reproduzir"!...
Por exemplo, quando em Portugal se anunciam medidas "simplexes", para desburocratizar e "desjudicializar", aquilo que se consegue é retirar direitos e garantias aos cidadãos, a maior parte das vezes(!), e, por outro lado, logo a seguir se reinventam mil formas de aumentar significativamente a burocracia a outros níveis, sem lógica (essa batata!) e sem coerência!
Ora nenhuma organização de agricultores foi, até hoje, desde 1986, quando Portugal aderiu à antiga CEE, capaz de defender capazmente os interesses de quem representava, e por uma razão simples: debate-se, sempre, com a oposição dos governos que "negoceiam" a seu bel-prazer os interesses nacionais - que eles dirigem e definem!
E continua a ser assim!
Aquilo que a Comissão Europeia pretende e propôs, é que o sector vitivinícola fique sob a alçada do chamado RPU (regime de pagamento único) desligado da produção, no fundo a única forma de retirar aos agricultores a possibilidade de "recusarem" o arranque da vinha que igualmente lhes vai ser proposto.
O "cerco"aperta-se uma vez mais e sempre sobre os agricultores, mas, já que foram "coniventes" com as anteriores reformas, que aceitem como "inevitabilidade" que lhes retirem direitos também aqui!
Quem afirmou que os sectores da vinha e do azeite estariam defendidos e "protegidos" relativamente aos dos cereais ou das oleaginosas, por exemplo, enganou-se redondamente! E quem divulgou essa ideia mistificadora foi cúmplice da farsa que continua a ser a Política Agrícola Comum europeia!
Ninguém imagina possível que o Alentejo se substitua à zona do Oeste, por exemplo, para passar a produzir legumes, uma vez com condições mais abrangentes de regadio!
Portugal tem condições (o Alentejo!) para a produção de cereais como o arroz ou o trigo duro, que são consideradas tecnicamente excepcionais a vários níveis, principalmente em qualidade, mas também com razoáveis níveis de produtividade, assegurada pelos avanços tecnológicos adquiridos.
Só o sul de Espanha ou o Norte de Itália teriam condições para produzir ao nível português estas variedades.
Ora bem, a desmotivação a que conduziu a aplicação das OCMs e o sistema de pagamento único, desligado da produção, levou praticamente ao "abandono" da evolução que se verificava neste âmbito, quer ao nível da produtividade, quer ao nível da quantidade e mesmo qualidade produzidas. Porque produzir bem e em quantidade é caro e o rendimento "calculado" pelos burocratas da agricultura não é suficiente para incrementar a melhoria da produção.
E poderíamos falar igualmente da produção de oleaginosas como a colza ou o girassol, cujas condicionantes de produção com as nossas condições climáticas e rega, poderiam ombrear com as melhores "performances" produtivas de outros países comunitários. E com as vantagens de um crescente aproveitamento industrial e até energético, do resultado destas produções.
Assim sendo, se isto foi "conseguido" com estes sectores produtivos, porque não com a olivicultura ou a vinicultura?
A inevitabilidade da "destruição" destes sectores produtivos por virtude da aplicação de uma política agrícola comunitária desastrosa e na qual as "CAP's" deste mundo quase não têm voz, era de esperar, porque a burocracia se não cansa de "inventar" formas de se impor e "reproduzir"!...
Por exemplo, quando em Portugal se anunciam medidas "simplexes", para desburocratizar e "desjudicializar", aquilo que se consegue é retirar direitos e garantias aos cidadãos, a maior parte das vezes(!), e, por outro lado, logo a seguir se reinventam mil formas de aumentar significativamente a burocracia a outros níveis, sem lógica (essa batata!) e sem coerência!
Ora nenhuma organização de agricultores foi, até hoje, desde 1986, quando Portugal aderiu à antiga CEE, capaz de defender capazmente os interesses de quem representava, e por uma razão simples: debate-se, sempre, com a oposição dos governos que "negoceiam" a seu bel-prazer os interesses nacionais - que eles dirigem e definem!
E continua a ser assim!
Friday, July 20, 2007
Fusão, Dissolução ou Assimilação?!...
É esta a temática "da moda", nalgumas cabeças "bem pensantes" da nossa "praça". Miguel Júdice, por exemplo!...
Não posso deixar de comentar uma recente notícia, dando conta da opinião deste ilustre mandatário da candidatura de António Costa à Câmara de Lisboa (pasme-se!!!!!!!!!).
Aparentemente "desvinculado" do PSD, esta figura, que um dia foi grada nas suas hostes, tem agora a liberdade de se afirmar apoiante de um militante socialista, que ainda por cima era ministro, apenas do mais contestado e polémico governo de que há notícia em Portugal, desde os idos tempos do chamado "25 de Abril"! E isto com mais do que um candidato à câmara, afecto a áreas políticas próximas do PSD.
Ora bem, afirma este senhor, a fazer fé na notícia divulgada, que os portugueses já não acreditam nos partidos tradicionais do leque partidário existente (onde é que eu já ouvi isto?!...), e é necessário "refundar" a democracia, que o mesmo é dizer - o Sistema Partidário!
Uma boa "opção" poderia ser a fusão do CDS e do PSD num só partido, ou melhor, a dissolução do CDS no PSD, a assimilação do CDS pelo PSD
Opinião esta que não admira, vinda de quem vem!
Estando o PSD falho e desastrado na respectiva liderança, estando em verdadeira crise, há que encontrar soluções que posicionem "os mesmos" nos "lugarzinhos"(!) que lhes pertencem por direito próprio!
Houve que dar um "empurrãozinho" ao governo, autoritário e desacreditado, a fim de o fazer colher "alguns louros" com uma vitória eleitoral, ainda que magra, oferecida "de bandeja", na velha política de dividir (os votos!) para "reinar!...
Se não tivesse havido tamanha ajuda de "todos", corria-se mesmo o "risco " de Costa perder a Câmara, o que seria "desastroso" para certos projectos!
Mas há uma coisa que ressalta claramente da análise, ainda que perfunctória, das eleições de Lisboa: os votos da direita política e sociológica ultrapassaram em muito(!) os votos da chamada esquerda "tradicional", mais ou menos "radical".
E aqui, surge o PSD, continuando, progressivamente, na sua imagem pública, a ser relativamente "indefinido" relativamente ao seu posicionamento à esquerda ou à direita!
Por uma lado, é de esquerda! mas, por outro, convinha-lhe ser de direita para ir buscar mais votos! Resultado - torna-se mais centrista que os centristas!
E se o PSD falha no seu apoio popular, se não se credibiliza suficientemente com propostas de políticas alternativas ao que é esta "imposição" do governo socialista, o povo não o aceita nem em si acredita, o que é inevitável!
A fusão do PSD com o CDS, destina-se, em nosso entender, a mais não pretender do que "evitar" essa "queda abrupta" que se adivinha ao PSD, a continuar pelo caminho de "não ser carne nem peixe!", para o que muito contribui uma liderança frouxa e sem ideário!
Assim, seria uma forma de evitar, num futuro qualquer, que a verdadeira direita política, ainda que muito democrática fosse(!),surgisse a incomodar muita gente, principalmente a "altamente instalada" nos seus "privilégios" da área do Poder.
Mas uma "fusão" tem custos! Os que respeitam à divisão da "contenda"!
Melhor seria que um dos partidos (o CDS!) se "dissolvesse" no PSD, para o que não haveria "misericórdia com os vencidos"!
Os eleitores "revêm-se" naquilo que lhes for proposto! Se não se revêm nos actuais PSD ou CDS, é porque as respectivas lideranças têm sido débeis e contemporizadoras (mais: compremetedoramente cúmplices!) com as políticas que o PS tem querido impor ao povo português!
E o "perigo" reside aí mesmo: se o PSD, despido de ideologia e completamente comprometido com a governação socialista, se o PSD fraqueja em termos de apoio eleitoral, e outra coisa se não adivinha, a continuar assim!... O CDS poderá daí tirar partido e transformar-se no grande partido da direita democrática(!) capaz de apresentar ao Povo verdadeiras alternativas às políticas socialistas e autoritárias da governação sócrates!
A prazo, este é o panorama, não tenhamos dúvidas!
Para o evitar, já se desdobram em "manobras" todos os que "fabricaram" esta espécie de"diversão maçónica" em que se transformou a política portuguesa! Orquestrada, manobrada a favor dos "interesses", os mais variados, mas sempre com um fito: o socialismo! o socialismo! o socialismo!
E se atentarmos que Manuel Monteiro (esse "coerente" político da direita portuguesa ... mas que não sabe exactamente qual a sua posição .... ou então se colocou ao serviço de interesses que são alheios ao povo português) já "abandonou" esse ficção a que deu pelo nome de PND, é porque seguramente se está preparando para uma "avançada", se calhar pelos mesmo campos da "coerência" política já tão conhecidos!
Por outro lado, até Santana Lopes, esse involuntário "frustrado" na governação, um liberal ("PPD/PSD" - sempre!) entre socialistas e outros mais (!), já terá afirmado que seria necessário um novo partido político em Portugal.
Sempre a mesma ideia (embrionária?)! A da refundação do sistema partidário! Com que objectivos?!...
Em última instância, a "sobrevivência" eleitoral do muribundo socialismo que se debate entre a tecnocracia financeira e a falta de horizontes que aos povos interessem.
Como se o socialismo fosse o remédio de todos os males!...
A História (e a prática da vida quotidiana) mostra à saciedade que o socialismo não é "o menor dos males" - é o maior! Como diria Margareth Tatcher, é "o canto da sereia" que embala todos os ulisses deste mundo! A realidade de todos os socialismos inventados é dura e cruel! Mesmo nas suas formas "mais benignas"!..., como não sei se será o caso português, mas tenho as minhas dúvidas!
Seja como for, falta "claridade" à política em Portugal! É necessário "separar as águas", e mostar ao povo que se é honesto, no pensamento e na acção!
Os que servem interesses outros que não os do povo português que se inventem, reestruturem, refundam-se ou se assimilem(!), mas que deixem em paz aqueles que acreditam nos ideais e na possibilidade de os colocar, na prática, ao serviço do POVO!
Tenho dito.
Não posso deixar de comentar uma recente notícia, dando conta da opinião deste ilustre mandatário da candidatura de António Costa à Câmara de Lisboa (pasme-se!!!!!!!!!).
Aparentemente "desvinculado" do PSD, esta figura, que um dia foi grada nas suas hostes, tem agora a liberdade de se afirmar apoiante de um militante socialista, que ainda por cima era ministro, apenas do mais contestado e polémico governo de que há notícia em Portugal, desde os idos tempos do chamado "25 de Abril"! E isto com mais do que um candidato à câmara, afecto a áreas políticas próximas do PSD.
Ora bem, afirma este senhor, a fazer fé na notícia divulgada, que os portugueses já não acreditam nos partidos tradicionais do leque partidário existente (onde é que eu já ouvi isto?!...), e é necessário "refundar" a democracia, que o mesmo é dizer - o Sistema Partidário!
Uma boa "opção" poderia ser a fusão do CDS e do PSD num só partido, ou melhor, a dissolução do CDS no PSD, a assimilação do CDS pelo PSD
Opinião esta que não admira, vinda de quem vem!
Estando o PSD falho e desastrado na respectiva liderança, estando em verdadeira crise, há que encontrar soluções que posicionem "os mesmos" nos "lugarzinhos"(!) que lhes pertencem por direito próprio!
Houve que dar um "empurrãozinho" ao governo, autoritário e desacreditado, a fim de o fazer colher "alguns louros" com uma vitória eleitoral, ainda que magra, oferecida "de bandeja", na velha política de dividir (os votos!) para "reinar!...
Se não tivesse havido tamanha ajuda de "todos", corria-se mesmo o "risco " de Costa perder a Câmara, o que seria "desastroso" para certos projectos!
Mas há uma coisa que ressalta claramente da análise, ainda que perfunctória, das eleições de Lisboa: os votos da direita política e sociológica ultrapassaram em muito(!) os votos da chamada esquerda "tradicional", mais ou menos "radical".
E aqui, surge o PSD, continuando, progressivamente, na sua imagem pública, a ser relativamente "indefinido" relativamente ao seu posicionamento à esquerda ou à direita!
Por uma lado, é de esquerda! mas, por outro, convinha-lhe ser de direita para ir buscar mais votos! Resultado - torna-se mais centrista que os centristas!
E se o PSD falha no seu apoio popular, se não se credibiliza suficientemente com propostas de políticas alternativas ao que é esta "imposição" do governo socialista, o povo não o aceita nem em si acredita, o que é inevitável!
A fusão do PSD com o CDS, destina-se, em nosso entender, a mais não pretender do que "evitar" essa "queda abrupta" que se adivinha ao PSD, a continuar pelo caminho de "não ser carne nem peixe!", para o que muito contribui uma liderança frouxa e sem ideário!
Assim, seria uma forma de evitar, num futuro qualquer, que a verdadeira direita política, ainda que muito democrática fosse(!),surgisse a incomodar muita gente, principalmente a "altamente instalada" nos seus "privilégios" da área do Poder.
Mas uma "fusão" tem custos! Os que respeitam à divisão da "contenda"!
Melhor seria que um dos partidos (o CDS!) se "dissolvesse" no PSD, para o que não haveria "misericórdia com os vencidos"!
Os eleitores "revêm-se" naquilo que lhes for proposto! Se não se revêm nos actuais PSD ou CDS, é porque as respectivas lideranças têm sido débeis e contemporizadoras (mais: compremetedoramente cúmplices!) com as políticas que o PS tem querido impor ao povo português!
E o "perigo" reside aí mesmo: se o PSD, despido de ideologia e completamente comprometido com a governação socialista, se o PSD fraqueja em termos de apoio eleitoral, e outra coisa se não adivinha, a continuar assim!... O CDS poderá daí tirar partido e transformar-se no grande partido da direita democrática(!) capaz de apresentar ao Povo verdadeiras alternativas às políticas socialistas e autoritárias da governação sócrates!
A prazo, este é o panorama, não tenhamos dúvidas!
Para o evitar, já se desdobram em "manobras" todos os que "fabricaram" esta espécie de"diversão maçónica" em que se transformou a política portuguesa! Orquestrada, manobrada a favor dos "interesses", os mais variados, mas sempre com um fito: o socialismo! o socialismo! o socialismo!
E se atentarmos que Manuel Monteiro (esse "coerente" político da direita portuguesa ... mas que não sabe exactamente qual a sua posição .... ou então se colocou ao serviço de interesses que são alheios ao povo português) já "abandonou" esse ficção a que deu pelo nome de PND, é porque seguramente se está preparando para uma "avançada", se calhar pelos mesmo campos da "coerência" política já tão conhecidos!
Por outro lado, até Santana Lopes, esse involuntário "frustrado" na governação, um liberal ("PPD/PSD" - sempre!) entre socialistas e outros mais (!), já terá afirmado que seria necessário um novo partido político em Portugal.
Sempre a mesma ideia (embrionária?)! A da refundação do sistema partidário! Com que objectivos?!...
Em última instância, a "sobrevivência" eleitoral do muribundo socialismo que se debate entre a tecnocracia financeira e a falta de horizontes que aos povos interessem.
Como se o socialismo fosse o remédio de todos os males!...
A História (e a prática da vida quotidiana) mostra à saciedade que o socialismo não é "o menor dos males" - é o maior! Como diria Margareth Tatcher, é "o canto da sereia" que embala todos os ulisses deste mundo! A realidade de todos os socialismos inventados é dura e cruel! Mesmo nas suas formas "mais benignas"!..., como não sei se será o caso português, mas tenho as minhas dúvidas!
Seja como for, falta "claridade" à política em Portugal! É necessário "separar as águas", e mostar ao povo que se é honesto, no pensamento e na acção!
Os que servem interesses outros que não os do povo português que se inventem, reestruturem, refundam-se ou se assimilem(!), mas que deixem em paz aqueles que acreditam nos ideais e na possibilidade de os colocar, na prática, ao serviço do POVO!
Tenho dito.
Tuesday, July 17, 2007
Lisboa Aparvalhada!...
Lisboa, a capital desta república, no Estado em nos encontramos, chama as atenções do país (antigamente dizia-se ... e ainda hoje se diz em Lisboa: da "província"!...).
Ora bem, a província pasma! Pelas piores razões, a capital deixa de ser exemplo elevado e de afirmar o primado da sobriedade e da grandeza(?)....
Pequenez, só pequenez ... é o que se assiste hoje em Lisboa!...
Como dizia o poeta: ..."tresloucado andava o rei...tresloucado andava o reino!"
As recentes eleições para o Município de Lisboa foram a anedota do país durante alguns meses ... e tiveram o desfecho que se viu!...
Ninguém aprende nada com a "eloquência" das lições dadas pelos "mestres"!...
E, como assim é, surge logo depois a questão das multas! e é delas que passo a falar, em comentário de relance.
Milhares e milhares de multas diariamente! Lisboa está aparvalhada!!!... O país está aparvalhado! O mundo está aparvalhado!
Nunca tal se viu em país civilizado! Nem há gente assim tão estúpida, nem tanta cupidez pela delapidação das finanças de um povo!
Não é verdade! Não pode ser verdade!
Que fonte de receitas ignóbil é esta que pressupõe a desobediência massiva de uma capital, de um país, de um povo?!...
Porque razão o Estado se tornou no perseguidor do cidadão incauto?! Quem lhe dá esse direito? Quem lhe permite ser assim arrogante e militantemente autoritário?!
"Homo homini lupus", já diziam os latinos e com razão! O Estado está a tornar-se o "lobo" do cidadão, neste país sofrido e injustiçado.
Que Estado é este que assim actua e é governado?!...
É socialista, meus senhores..... é socialista. Está tudo dito!
Ora bem, a província pasma! Pelas piores razões, a capital deixa de ser exemplo elevado e de afirmar o primado da sobriedade e da grandeza(?)....
Pequenez, só pequenez ... é o que se assiste hoje em Lisboa!...
Como dizia o poeta: ..."tresloucado andava o rei...tresloucado andava o reino!"
As recentes eleições para o Município de Lisboa foram a anedota do país durante alguns meses ... e tiveram o desfecho que se viu!...
Ninguém aprende nada com a "eloquência" das lições dadas pelos "mestres"!...
E, como assim é, surge logo depois a questão das multas! e é delas que passo a falar, em comentário de relance.
Milhares e milhares de multas diariamente! Lisboa está aparvalhada!!!... O país está aparvalhado! O mundo está aparvalhado!
Nunca tal se viu em país civilizado! Nem há gente assim tão estúpida, nem tanta cupidez pela delapidação das finanças de um povo!
Não é verdade! Não pode ser verdade!
Que fonte de receitas ignóbil é esta que pressupõe a desobediência massiva de uma capital, de um país, de um povo?!...
Porque razão o Estado se tornou no perseguidor do cidadão incauto?! Quem lhe dá esse direito? Quem lhe permite ser assim arrogante e militantemente autoritário?!
"Homo homini lupus", já diziam os latinos e com razão! O Estado está a tornar-se o "lobo" do cidadão, neste país sofrido e injustiçado.
Que Estado é este que assim actua e é governado?!...
É socialista, meus senhores..... é socialista. Está tudo dito!
Saturday, July 14, 2007
A PAC ou A Abdicação dos Interesses Agrícolas Portugueses
A Política Agrícola Comum, designada vulgarmente por PAC, uma das áreas de intervenção da União Europeia onde é mais nítida a vertente integracionista ou supranacional da Europa Comunitária e cujo objectivo seria, antes de mais, a tendencial igualitarização progressiva dos níveis de desenvolvimento do mundo rural e do rendimento dos agricultores, acabou-se transformando, para a agricultura portuguesa, num autêntico fracasso potenciador de prejuízos, sociais e económicos, incalculáveis a curto, médio e longo prazos.
Prejuízos que se propagarão por gerações e cujo remédio ou fim se não vislumbram, muito menos avançando o pendor federalista da integração que hoje se observa na Europa, com a progressiva perda de voz por parte dos pequenos países, uma vez derrogada a regra da unanimidade das decisões do Conselho Europeu, como se aguarda, desde já, com a intervenção do governo português na aprovação do futuro Tratado Constitucional Europeu.
A PAC é, hoje, sem sombra de dúvida, um gigantesco edifício burocrático, feito do que há de mais antidemocrático que existe na mente humana: o rendimento dos agricultores na EU continua enormemente desigual, os seus níveis de desenvolvimento idem, o mundo rural, em alguns países, representando ainda uma significativa expressão demográfica – como é o caso de Portugal –, continua fonte de desigualdades e de injustiça, para além da imperatividade de uma condicionante de produção, a inconstância climática, que o deixa à deriva e à mercê de todas as “negociatas” que se façam jogando os seus interesses mais legítimos.
Todas as decisões relativas à Política comunitária agrícola comum, escapam completamente aos interesses dos agricultores reais (e à sua decisão!) e as suas representativas organizações profissionais acabam representando-se a “si próprias”, num fervor negocial que relega sempre para último grau a verdadeira defesa de quem dizem afinal defender!
Convém esclarecer que, em minha opinião, a Europa Comunitária só faz sentido se traduzir efectivamente um benefício para os povos que a integram e não meramente a concretização de um “ideal” de unificação a qualquer preço. A História Universal e Europeia está cheia de exemplos das consequências nefastas para os Povos, de todas as tentativas de unificação imperial e antidemocrática, desde a antiguidade até à era moderna.
A Europa tinha um outro projecto, outros objectivos, outros fundamentos e uma democrática forma de olhar as sociedades humanas.
Mas uma coisa são as boas intenções de quem projecta … e outra, bem diferente, poderão ser os resultados da aplicação prática das ideias ou planos projectados – todos sabemos isso!
E é por essa razão que me refiro à PAC, como um exemplo actual, acabado (!), de um projecto que “fracassou” na sua aplicação ao “real”e que releva de uma falta de “sensibilidade democrática” que pode ser cara a algumas correntes de pensamento político (como o socialismo), mas que se traduz numa tremenda injustiça para com todos (empresários, empregados, trabalhadores rurais…) os que trabalham na e com a terra e que fazem da agricultura uma verdadeira actividade económica (!) e não um mero “joguete” de interesses os mais variados, mas, em grande parte, alheios aos seus reais protagonistas!
Seria impensável transformar os rendimentos de qualquer agente na indústria ou no comércio (ou nos serviços!), numa “teia” intrincada de papéis, “certificados” e “justificações”, para que lhes fosse “atribuído” um rendimento, definido superiormente por quem entende do que a cada um cumpre receber, em função de critérios que não são uniformes no espaço comunitário e, por isso mesmo, são injustos e anti-democráticos!
E não se venha dizer que a “intenção” afinal … seria “defender” os interesses das classes intervenientes no processo agrícola, porque tal não pode, razoavelmente, ser verdade!
O rendimento efectivo dos agricultores nos diferentes países comunitários é desigual e grandemente injusto para os países com menor poder negocial ou cujos interesses económicos ou de circunstância são “negociados” de forma global, preterindo-se, a maior parte das vezes, os verdadeiros interesses de quem está ligado à terra e à (indispensável!) produção agrícola! E tudo isto, tendo naturalmente em conta os diferentes níveis de desenvolvimento económico dos diversos países e o nível geral de rendimentos.
Hoje a agricultura e os seus agentes, na Europa comunitária, são reféns de uma incrível burocracia, geradora de custos de funcionamento administrativo (nos países nacionais e ao nível central) astronómicos e que todos acabamos pagando com os nossos impostos (maxime com impostos indirectos, como o IVA). E a PAC ao nível administrativo e financeiro é um enorme “polvo” que vai crescendo e sendo “alimentado” crescentemente por uma mentalidade desmedidamente burocratizante e controlista que, de par com artificialização dos preços de mercado (invocando, mas sem “grande convicção”, os acordos da OMC), vai empobrecendo e debilitando a seu belo prazer o sector agrícola de forma a lhe retirar “força reivindicativa” e sentido do real!
E se isto é verdade para a generalidade dos países comunitários (alguns ainda em processo de “desagregação” do sector agrícola – o que já não é manifestamente o caso de Portugal), por maioria de razão é verdade aqui, neste rincão … “à beira-mar plantado”!…
O facto de se falar em rendimento único garantido e de se ter desligado a produção do rendimento (!) é disso mesmo o mais eloquente exemplo ilustrativo!
Ainda que se tente “lançar poeira”… com medidas agro-ambientais de duvidoso resultado prático em termos gerais e com abrangência limitada (e limitativa!), e se divulgue a promoção e desenvolvimento do chamado “mundo rural” (?), a verdade é que ninguém nos meios agrícolas deixa de “pasmar” com tamanha artificialidade e falta de senso comum!
Pedir ao sector económico agrícola que não produza – porque outros o farão por si! (quem, afinal?!...) e mesmo assim lhe garantir um “rendimento(zito)”… é mais ou menos o mesmo que pedir ao comércio que feche portas(!) ou à indústria de deixa de laborar(!), ou aos serviços que deixem de existir (por desnecessários!) !
Alguém se lhes substituirá e manterá o “essencial” da actividade económica – que ninguém se preocupe! ….
A mentalidade que “urdiu” este sistema e o enquistou cada vez mais é (só pode ser!) herdeira de um controlismo de matiz autoritário à moda socialista e detentora de uma enviesada noção do que é a igualdade, o interesse dos povos ou a concretização de um projecto democrático de união!
A liberdade, o valor padrão da democracia, fica completamente “espezinhada” por estes lados!... Todos a perderam no dia em que entregaram a Bruxelas a possibilidade de retirar das suas vidas o controlo (e o rendimento!) da sua produção! É Bruxelas quem dita o que se produz e como, quem define quanto se ganha e como, e quem controla todo esse processo de uma forma indefectivelmente digna de qualquer absolutismo!
E nem será demais lembrar uma das últimas medidas anunciadas relativamente à vinha em Portugal! Terão que ser arrancados (!) cerca de 17 mil hectares de vinha porque Bruxelas entende assim! Serão talvez as mais velhas, as mais pobres, as menos produtivas … talvez!... Mas quem “não quiser arrancar” … vai com certeza sofrer as consequências desse acto. Ninguém obriga … mas “o sistema” a isso irá “obrigar”! Que recebam os “incentivos”, os subsídios, as “ajudas”, o que for!...mas vão ter que arrancar pelo menos os 17 mil hectares que foram mandados!
E o que se passa com o sector da vinha (olha o optimismo que por aí andava com o plantio da vinha e do olival!), passar-se-á com todos os sectores que ao nível central europeu assim se “negoceiem”… E depois, como Portugal não tem “poder reivindicativo”… vai arrostar sempre com as consequências mais “nefastas”. E que nem são assim tão difíceis de lobrigar!...
Que ninguém afirme que a PAC (e as suas sucessivas reformas!...) foram benéficas para o nosso país e para o sector agrícola – porque isso não corresponde à verdade!
O que trouxeram foi desânimo, abandono, abstencionismo, desmoralização, de par com a chegada de todos os oportunistas de fora do mundo rural, desde os “vizinhos” espanhóis (que já terão comprado “metade do Alentejo” – onde vale realmente a pena comprar – principalmente nas zonas dos “barros” e no perímetro de Alqueva!), até aos investidores turísticos estrangeiros e nacionais, conluiados com a banca, sem pátria nem história!
Ninguém desconhece que há vinte anos, em Portugal, se retirava mais rendimento da agricultura tradicional do que hoje se consegue, com todas “ajudas” e “apoios” que seja possível pensar!... Quando o custo de vida evoluiu o que se sabe e o rendimento médio subiu exponencialmente, é fácil verificar o significado para o mundo rural desta “grande ajuda”(!) ao seu enterro!...
E que sentido fará esta solução quando a produção agrícola inevitavelmente baixa, o rendimento diminui, a insatisfação com os poderes públicos aumenta e o tecido social rarefaz-se…e empobrece!?...
Todo o sentido!
É necessário assestar armas contra a agricultura, porque o “mundo rural” vive dela! E esse mundo é, por natureza, conservador!... Não é possível mudar as coisas contra extractos da população tradicionalmente conservadores porque eles reproduzem relações sociais com efeitos ideológicos contrários à mudança!...
É necessário fazer “desagregar” o mundo rural para que se possam impor novas relações sociais na produção e se impeça a reprodução dos modelos ideológicos do passado!...
Na linguagem dos economistas, é necessário que parte significativa da população ligada à agricultura dela se desligue (democraticamente … pela “força das circunstâncias”…) e “liberte” mão-de-obra para outros sectores de actividade!
E que fazer com o desemprego, a falência dos sistemas sociais de apoio ao cidadão na saúde, na assistência social ou na educação?! …Depois se verá!...
Haverá sempre soluções, porque a “prioridade” é a destruição do mundo rural (!) e em cima disso – que é “obra” de gerações … - se construirão “amanhãs de esperança” para todos os “socialismos” nacionais ou internacionais!...
Ou então a esta “pulsão” unificadora europeia, quem sabe, um dia se seguirá (como ao longo da História foi lição!...) uma outra de sinal contrário que “esqueça” os projectos geracionais desconstrutores … e inaugure outras eras de esperança democrática e libertadoras dos povos!
Prejuízos que se propagarão por gerações e cujo remédio ou fim se não vislumbram, muito menos avançando o pendor federalista da integração que hoje se observa na Europa, com a progressiva perda de voz por parte dos pequenos países, uma vez derrogada a regra da unanimidade das decisões do Conselho Europeu, como se aguarda, desde já, com a intervenção do governo português na aprovação do futuro Tratado Constitucional Europeu.
A PAC é, hoje, sem sombra de dúvida, um gigantesco edifício burocrático, feito do que há de mais antidemocrático que existe na mente humana: o rendimento dos agricultores na EU continua enormemente desigual, os seus níveis de desenvolvimento idem, o mundo rural, em alguns países, representando ainda uma significativa expressão demográfica – como é o caso de Portugal –, continua fonte de desigualdades e de injustiça, para além da imperatividade de uma condicionante de produção, a inconstância climática, que o deixa à deriva e à mercê de todas as “negociatas” que se façam jogando os seus interesses mais legítimos.
Todas as decisões relativas à Política comunitária agrícola comum, escapam completamente aos interesses dos agricultores reais (e à sua decisão!) e as suas representativas organizações profissionais acabam representando-se a “si próprias”, num fervor negocial que relega sempre para último grau a verdadeira defesa de quem dizem afinal defender!
Convém esclarecer que, em minha opinião, a Europa Comunitária só faz sentido se traduzir efectivamente um benefício para os povos que a integram e não meramente a concretização de um “ideal” de unificação a qualquer preço. A História Universal e Europeia está cheia de exemplos das consequências nefastas para os Povos, de todas as tentativas de unificação imperial e antidemocrática, desde a antiguidade até à era moderna.
A Europa tinha um outro projecto, outros objectivos, outros fundamentos e uma democrática forma de olhar as sociedades humanas.
Mas uma coisa são as boas intenções de quem projecta … e outra, bem diferente, poderão ser os resultados da aplicação prática das ideias ou planos projectados – todos sabemos isso!
E é por essa razão que me refiro à PAC, como um exemplo actual, acabado (!), de um projecto que “fracassou” na sua aplicação ao “real”e que releva de uma falta de “sensibilidade democrática” que pode ser cara a algumas correntes de pensamento político (como o socialismo), mas que se traduz numa tremenda injustiça para com todos (empresários, empregados, trabalhadores rurais…) os que trabalham na e com a terra e que fazem da agricultura uma verdadeira actividade económica (!) e não um mero “joguete” de interesses os mais variados, mas, em grande parte, alheios aos seus reais protagonistas!
Seria impensável transformar os rendimentos de qualquer agente na indústria ou no comércio (ou nos serviços!), numa “teia” intrincada de papéis, “certificados” e “justificações”, para que lhes fosse “atribuído” um rendimento, definido superiormente por quem entende do que a cada um cumpre receber, em função de critérios que não são uniformes no espaço comunitário e, por isso mesmo, são injustos e anti-democráticos!
E não se venha dizer que a “intenção” afinal … seria “defender” os interesses das classes intervenientes no processo agrícola, porque tal não pode, razoavelmente, ser verdade!
O rendimento efectivo dos agricultores nos diferentes países comunitários é desigual e grandemente injusto para os países com menor poder negocial ou cujos interesses económicos ou de circunstância são “negociados” de forma global, preterindo-se, a maior parte das vezes, os verdadeiros interesses de quem está ligado à terra e à (indispensável!) produção agrícola! E tudo isto, tendo naturalmente em conta os diferentes níveis de desenvolvimento económico dos diversos países e o nível geral de rendimentos.
Hoje a agricultura e os seus agentes, na Europa comunitária, são reféns de uma incrível burocracia, geradora de custos de funcionamento administrativo (nos países nacionais e ao nível central) astronómicos e que todos acabamos pagando com os nossos impostos (maxime com impostos indirectos, como o IVA). E a PAC ao nível administrativo e financeiro é um enorme “polvo” que vai crescendo e sendo “alimentado” crescentemente por uma mentalidade desmedidamente burocratizante e controlista que, de par com artificialização dos preços de mercado (invocando, mas sem “grande convicção”, os acordos da OMC), vai empobrecendo e debilitando a seu belo prazer o sector agrícola de forma a lhe retirar “força reivindicativa” e sentido do real!
E se isto é verdade para a generalidade dos países comunitários (alguns ainda em processo de “desagregação” do sector agrícola – o que já não é manifestamente o caso de Portugal), por maioria de razão é verdade aqui, neste rincão … “à beira-mar plantado”!…
O facto de se falar em rendimento único garantido e de se ter desligado a produção do rendimento (!) é disso mesmo o mais eloquente exemplo ilustrativo!
Ainda que se tente “lançar poeira”… com medidas agro-ambientais de duvidoso resultado prático em termos gerais e com abrangência limitada (e limitativa!), e se divulgue a promoção e desenvolvimento do chamado “mundo rural” (?), a verdade é que ninguém nos meios agrícolas deixa de “pasmar” com tamanha artificialidade e falta de senso comum!
Pedir ao sector económico agrícola que não produza – porque outros o farão por si! (quem, afinal?!...) e mesmo assim lhe garantir um “rendimento(zito)”… é mais ou menos o mesmo que pedir ao comércio que feche portas(!) ou à indústria de deixa de laborar(!), ou aos serviços que deixem de existir (por desnecessários!) !
Alguém se lhes substituirá e manterá o “essencial” da actividade económica – que ninguém se preocupe! ….
A mentalidade que “urdiu” este sistema e o enquistou cada vez mais é (só pode ser!) herdeira de um controlismo de matiz autoritário à moda socialista e detentora de uma enviesada noção do que é a igualdade, o interesse dos povos ou a concretização de um projecto democrático de união!
A liberdade, o valor padrão da democracia, fica completamente “espezinhada” por estes lados!... Todos a perderam no dia em que entregaram a Bruxelas a possibilidade de retirar das suas vidas o controlo (e o rendimento!) da sua produção! É Bruxelas quem dita o que se produz e como, quem define quanto se ganha e como, e quem controla todo esse processo de uma forma indefectivelmente digna de qualquer absolutismo!
E nem será demais lembrar uma das últimas medidas anunciadas relativamente à vinha em Portugal! Terão que ser arrancados (!) cerca de 17 mil hectares de vinha porque Bruxelas entende assim! Serão talvez as mais velhas, as mais pobres, as menos produtivas … talvez!... Mas quem “não quiser arrancar” … vai com certeza sofrer as consequências desse acto. Ninguém obriga … mas “o sistema” a isso irá “obrigar”! Que recebam os “incentivos”, os subsídios, as “ajudas”, o que for!...mas vão ter que arrancar pelo menos os 17 mil hectares que foram mandados!
E o que se passa com o sector da vinha (olha o optimismo que por aí andava com o plantio da vinha e do olival!), passar-se-á com todos os sectores que ao nível central europeu assim se “negoceiem”… E depois, como Portugal não tem “poder reivindicativo”… vai arrostar sempre com as consequências mais “nefastas”. E que nem são assim tão difíceis de lobrigar!...
Que ninguém afirme que a PAC (e as suas sucessivas reformas!...) foram benéficas para o nosso país e para o sector agrícola – porque isso não corresponde à verdade!
O que trouxeram foi desânimo, abandono, abstencionismo, desmoralização, de par com a chegada de todos os oportunistas de fora do mundo rural, desde os “vizinhos” espanhóis (que já terão comprado “metade do Alentejo” – onde vale realmente a pena comprar – principalmente nas zonas dos “barros” e no perímetro de Alqueva!), até aos investidores turísticos estrangeiros e nacionais, conluiados com a banca, sem pátria nem história!
Ninguém desconhece que há vinte anos, em Portugal, se retirava mais rendimento da agricultura tradicional do que hoje se consegue, com todas “ajudas” e “apoios” que seja possível pensar!... Quando o custo de vida evoluiu o que se sabe e o rendimento médio subiu exponencialmente, é fácil verificar o significado para o mundo rural desta “grande ajuda”(!) ao seu enterro!...
E que sentido fará esta solução quando a produção agrícola inevitavelmente baixa, o rendimento diminui, a insatisfação com os poderes públicos aumenta e o tecido social rarefaz-se…e empobrece!?...
Todo o sentido!
É necessário assestar armas contra a agricultura, porque o “mundo rural” vive dela! E esse mundo é, por natureza, conservador!... Não é possível mudar as coisas contra extractos da população tradicionalmente conservadores porque eles reproduzem relações sociais com efeitos ideológicos contrários à mudança!...
É necessário fazer “desagregar” o mundo rural para que se possam impor novas relações sociais na produção e se impeça a reprodução dos modelos ideológicos do passado!...
Na linguagem dos economistas, é necessário que parte significativa da população ligada à agricultura dela se desligue (democraticamente … pela “força das circunstâncias”…) e “liberte” mão-de-obra para outros sectores de actividade!
E que fazer com o desemprego, a falência dos sistemas sociais de apoio ao cidadão na saúde, na assistência social ou na educação?! …Depois se verá!...
Haverá sempre soluções, porque a “prioridade” é a destruição do mundo rural (!) e em cima disso – que é “obra” de gerações … - se construirão “amanhãs de esperança” para todos os “socialismos” nacionais ou internacionais!...
Ou então a esta “pulsão” unificadora europeia, quem sabe, um dia se seguirá (como ao longo da História foi lição!...) uma outra de sinal contrário que “esqueça” os projectos geracionais desconstrutores … e inaugure outras eras de esperança democrática e libertadoras dos povos!
Thursday, June 28, 2007
«mais um caso de asfixia democrática»
"Exonerada. Foi o que aconteceu à directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho por não ter retirado um cartaz do corredor do centro contendo declarações do ministro Correia de Campos «em termos jocosos».
Segundo a Administração Regional de Saúde do Norte a demissão ficou a dever-se a uma «quebra do dever de lealdade» para com o ministro que a nomeou. À Lusa, o assessor de imprensa rejeitou «qualquer comparação» com o caso do professor Fernando Charrua. «Não se pode colar um caso ao outro. Aqui há um caso de violação de um dever de lealdade».
O assessor reconheceu que não foi Maria Celeste Cardoso quem colocou ou mandar colocar o cartaz de que o ministro não gostou. «Mas a directora tinha a obrigação de averiguar quem o colocou e o motivo por que o fez num espaço onde se prestam cuidados de saúde. Também deveria dar conhecimento dessa diligência à hierarquia», sublinhou Antonino Leite. Acrescentou que «conhecedor da situação, o ministro destituiu-a por entender que estava a ser violado dever de lealdade com quem a colocou no cargo». "- in www.PortugalDiário.iol.pt
Ignóbil! Já não há outra classificação possível para o que está a acontecer no país! O medo começa a instalar-se, principalmente nos cargos públicos ... de direcção ou nem tanto.
Hoje ninguém tem lugar seguro,designadamente na função pública, em qualquer cargo, qualquer situação, qualquer grau hierárquico. A arbitrariedade começou a grassar de uma forma torpe e despudorada!E a impunidade manter-se-á enquanto durar o mandato "democrático"!
Trata-se de uma forma subtil de "controlar" todas as vozes (democraticamente) discordantes.
É esta a verdadeira face da esquerda! É a verdadeira face do socialismo rapace e matreiro!...
Há que fazer entender a esta gente, em futuros sufrágios que, por mais (e melhor!) que manipulem as "sondagens" de opinião, a derrota espera-os à esquina... e vai ser, espero, pesadíssima!...
Não há que falar de "boas intenções", porque as actuais são péssimas! Há que perceber como se abomina os valores democráticos, a tolerância, a igualdade, o respeito pelo trabalho e honestidade, etc., etc., etc., ...em nome da "confiança"!
É triste o panorama actual ... e o horizonte vai trazer novas, já não tarda, de uma Europa que, pela mão destes "democratas", nos irá tirar a voz!
Segundo a Administração Regional de Saúde do Norte a demissão ficou a dever-se a uma «quebra do dever de lealdade» para com o ministro que a nomeou. À Lusa, o assessor de imprensa rejeitou «qualquer comparação» com o caso do professor Fernando Charrua. «Não se pode colar um caso ao outro. Aqui há um caso de violação de um dever de lealdade».
O assessor reconheceu que não foi Maria Celeste Cardoso quem colocou ou mandar colocar o cartaz de que o ministro não gostou. «Mas a directora tinha a obrigação de averiguar quem o colocou e o motivo por que o fez num espaço onde se prestam cuidados de saúde. Também deveria dar conhecimento dessa diligência à hierarquia», sublinhou Antonino Leite. Acrescentou que «conhecedor da situação, o ministro destituiu-a por entender que estava a ser violado dever de lealdade com quem a colocou no cargo». "- in www.PortugalDiário.iol.pt
Ignóbil! Já não há outra classificação possível para o que está a acontecer no país! O medo começa a instalar-se, principalmente nos cargos públicos ... de direcção ou nem tanto.
Hoje ninguém tem lugar seguro,designadamente na função pública, em qualquer cargo, qualquer situação, qualquer grau hierárquico. A arbitrariedade começou a grassar de uma forma torpe e despudorada!E a impunidade manter-se-á enquanto durar o mandato "democrático"!
Trata-se de uma forma subtil de "controlar" todas as vozes (democraticamente) discordantes.
É esta a verdadeira face da esquerda! É a verdadeira face do socialismo rapace e matreiro!...
Há que fazer entender a esta gente, em futuros sufrágios que, por mais (e melhor!) que manipulem as "sondagens" de opinião, a derrota espera-os à esquina... e vai ser, espero, pesadíssima!...
Não há que falar de "boas intenções", porque as actuais são péssimas! Há que perceber como se abomina os valores democráticos, a tolerância, a igualdade, o respeito pelo trabalho e honestidade, etc., etc., etc., ...em nome da "confiança"!
É triste o panorama actual ... e o horizonte vai trazer novas, já não tarda, de uma Europa que, pela mão destes "democratas", nos irá tirar a voz!
Monday, June 25, 2007
Esquerda ou Direita ... eis a Questão! (Reflexões)
Esta terminologia “esquerda e direita”, aplicada ao pensamento e à acção política, tem origem na Assembleia Nacional Constituinte Francesa, de 1791, na sequência da Revolução Francesa de 1789, e começou por identificar de “esquerda” os jacobinos, mais radicais, por oposição à “direita” dos girondinos, e isto porque se situaram nas alas esquerda e direita da referida Assembleia.
Com este historial, nos parlamentos nacionais de tradição democrática, continua a situar-se à esquerda ou à direita a representação dos partidos políticos, em função do seu maior ou menor radicalismo relativamente à situação.
É evidente que esta divisão, actualmente, é completamente retórica, e não significa outra coisa, na Europa, senão a identificação das forças políticas aliadas ao pensamento marxista, nas suas várias vertentes ideológicas, como sendo de esquerda e as forças de oposição, como sendo de direita.
E esta é a única clivagem ideológica que realmente passou a contar. Porque dos “centrismos” já falámos suficientemente!
E é necessário entender que as sociedades humanas mais desenvolvidas evoluíram, alargando o grupo social dominante – a classe média. A estratificação operada sociologicamente, no pensamento não marxista, distingue depois as sub-classes média, média-baixa e média-alta, já não tanto com base em critérios sócio-culturais, mas, quase exclusivamente baseada em critérios de rendimento económico.
Enquanto a análise marxista sobre a “luta de classes”, distinguia na Burguesia a pequena, a média e alta, e a análise posterior (Nikos Poulantzas, entre outros, já na segunda metade do séc.XX) passou a identificar as formas “tradicionais” e “novas” dos vários estratos burgueses, na tentativa de adaptar a teoria à realidade sociológica das sociedade urbanas, a chamada Globalização obriga a uma renovação da reflexão sobre os estratos sociais e (obriga também) a uma reflexão sobre o alargamento das classes médias, mudando a terminologia e “mistificando” a análise social, preconizando agora com o anunciado “fim da ideologia” , em simultâneo, o “fim das classes”.
E não é por acaso que esta terminologia é usada por todos os socialistas e toda a esquerda política, em geral.
Mudando as “relações de produção” – que, inquestionavelmente – mudam com as Revoluções!, mudam, de igual modo as respectivas relações sociais no interior do tecido social. E, em Portugal, que agora nos diz respeito, essa mudança foi profunda e completamente radical.
Assim, contrariamente ao conceito que se tinha de burguesia, no sentido tradicional, em que a ideologia dominante era de cariz conservador, a(s) classe(s) média(s) tem pouquíssimas referências culturais, “soi disant” tradicionais, sendo permeáveis às culturas urbanas globalizadas, por influência crescente de factores globalizantes como os “media”, as comunicações em geral, ou a evolução nos transportes, para além de uma crescente e tendencial “igualitarização” do rendimento, tendo como referência o emprego.
O “caldo de cultura” para a revolução social existe inquestionavelmente e é premiado pelo pensamento socialista e pela esquerda política em geral. À direita resta mostrar que é melhor e que as soluções que preconiza são as mais adequadas ao bem estar social e à maior justiça nas relações humanas e sociais e, particularmente, nas relações dos cidadãos com o Estado.
O Estado socialista (mesmo o que aceita o “jogo democrático”) é, por natureza, e deformação atávica do pensamento esquerdista, talvez não totalitário, mas sempre impositivo, envolvente e controlador do cidadão e da sociedade.
Ora, sabido como é, desde os tempos de Montesquieu e Rousseau, que o que distingue o Homem do Cidadão é precisamente a sua inserção ou vinculação ao Estado, enquanto organização política das sociedade humanas, inevitavelmente terá que ser deixada uma margem à natureza humana e à sua acção, onde o Estado não tem necessariamente que intervir!
O cidadão é devedor ao Estado e é seu “vassalo”, mas o Homem é o “demiurgo” do Estado; o Estado existe para servir os cidadãos e não o contrário! O Estado tem que ser contido na sua acção de organizar e controlar a sociedade, sob pena de não ser deixada ao Homem margem de manobra para o exercício legítimo da sua Liberdade!
Mas o Estado socialista é, na sua própria essência, um Estado que crescente e renovadamente pede aos cidadãos sacrifícios e cedências em nome do “sacrossanto” bem estar social, justiça, igualdade ou outra “razão” maior que a si próprio tenha imposto.
A isto a direita política tem que responder que a Liberdade do Homem, contrapartida da sua dignidade enquanto ser humano, é o seu valor maior!
Daí só a direita democrática poder avaliar quais os critérios da acção política que permitem libertar as sociedades em vez de as “subjugar”, como faz o Estado socialista.
Existe uma medida exacta, ao nível fiscal, por exemplo, na tributação dos cidadão, organizado ou não em sociedades ou empresas, para além da qual não é legítimo ao Estado que ultrapasse, sob pena de crescentemente pôr em causa a liberdade dos cidadãos enquanto homens!
Existem dimensões na acção humana que têm obrigatoriamente que ficar à margem do controlo e da acção do Estado, para preservar o valor da Liberdade, e os políticos têm que entender esses limites, baseados no princípios e valores que informam as ideologias dos respectivos partidos.
Neste particular, os socialistas, como todos os defensores de ideologias, na sua essência, “totalitárias”, não conseguem entender os “limites” da acção do Estado na vida dos cidadãos. Tem que ser a direita a mostrar que entende e respeita esses limites e assim fazer entender à sociedade as diferenças importantes que existem na actuação política das direitas e das esquerdas.
O fervor “reformista”, peculiaridade dos governos de esquerda, quaisquer que eles sejam, não permite, por via de regra, perceber que só faz sentido mudar o que está desactualizado ou se verificou não estar correctamente regulado. Mudar só por mudar – não significa evoluir! Na maior parte das vezes, reformar assim, implica mais burocracia, ou mais complicação, ou mais dificuldade e, inevitavelmente, mais atraso!...
Mas para retomar o tema do “desagravamento” fiscal, diremos apenas que quem baixa impostos – é a direita! A esquerda sobe sempre a carga fiscal! A esquerda social-democrata “inventou” uma coisa muito antiga e de todos os regimes opressores dos Povos, ao longo da História … A subida crescente e, por vezes, “desenfreada” dos impostos, os impostos “progressivos” sem limite nem coerência!...
Se alguém deve desagravar impostos, inquestionavelmente – tem que ser a direita!
Porque sabe que existem alternativas à necessidade de aumento das receitas do Estado. Porque o Estado se deve limitar à sua função de regulador da sociedade naquilo em que seja indispensável a sua acção, designadamente na defesa dos mais fracos … para além de assegurar o funcionamento do todo social.
A “receita” e a resposta da direita à necessidade do Estado por mais receitas fiscais, tem que passar pelo aumento da riqueza tributada, o que implica a necessidade de criar mais riqueza. E só é possível criar mais riqueza, propiciando condições para que ela seja gerada na sociedade.
Ao invés, a esquerda teme a criação de riqueza!... Quere-la controlada pelos poderes socialistas a vários níveis, desde o aparelho do Estado à banca. De preferência que essa riqueza criada não “ameace” o poder socialista…o que se pode conseguir “bloqueando”(inteligentemente) o investimento interno nacional e promovendo “acordos” com o capital estrangeiro disposto a investir só em condições extremamente vantajosas!...Tudo isto sem fazer “perigar” o poder constituído.
A Agência Portuguesa de Investimento e a sua acção, é um bom exemplo do que um governo de esquerda pode fazer pelo aumento de riqueza num país! Quase nada!...
Se entendemos necessário reduzir a despesa corrente do Estado, através do corte nos salários da função pública, e a solução passa por afastar e despedir, entre outras medidas, reduz-se emprego e capacidade de resposta da sociedade civil, antes de mais em termos fiscais. A solução não pode nunca ser : mais eficácia na máquina de cobrança fiscal, penhoras “automáticas” e outras pérfidas investidas contra os cidadãos! Porque se pretende tirar de onde cada vez existe menos…A solução nunca é o empobrecimento das classes médias!
A solução só poderia passar pela tal criação de mais riqueza e mais emprego e mais rendimento, promovendo o consumo interno e a exportação (e não apenas uma dessas coisas!). Mas não é fácil fazê-lo … sendo socialista!
A esquerda não tem soluções para os problemas que assolam as sociedades actuais! Por muito “criativa” que pretenda ser, a esquerda não tem respostas! E Portugal é disso um eloquente exemplo!
Em vez de crescimento económico a esquerda promete recessão!... Em vez de mais emprego e mais rendimento disponível para famílias e empresas, a esquerda promete sacrifícios e “vacas magras”, cargas fiscais crescentes e retracção do consumo!
Em vez de igualdade e justiça social, a esquerda promete agravamento das condições de vida dos mais desfavorecidos (aumento do custo de vida, por exemplo, com diminuição de rendimento) e empobrecimento da sociedade em geral!
A esquerda debate-se com problemas demográficos importantes e fomenta políticas que diminuem a natalidade, agravando as suas condições a vários níveis, sem respostas de um sistema de saúde que rebenta por obsoleto!
A esquerda retrai o investimento público e privado sem apresentar alternativas credíveis que confiram esperança ao país (a não ser, talvez, num futuro longínquo…).
Os mega projectos, quais “elefantes brancos” lembrando episódios dum passado marcelista de triste memória, só endividam mais o Estado, para o qual não há poupança ou sanha colectora de impostos que “salve”.
O poder na esquerda é desastroso para a economia e para sociedade, como vimos, mas necessita de saber que existem alternativas inteligentes àquilo que apresenta como “inevitabilidades”.
Na saúde, na educação, na justiça, no emprego, na Administração Pública, na economia e nas finanças, é possível fazer mais e melhor! E só a direita política democrática e responsável é capaz de responder a esse desafio!
Enquanto a direita ficar “refém” de políticas de compromisso com a esquerda, nunca o Povo nela confiará seriamente!
Que ninguém venha falar da "coragem" da esquerda para tomar medidas "difíceis"! A falta de escrúpulos não é coragem!
Com este historial, nos parlamentos nacionais de tradição democrática, continua a situar-se à esquerda ou à direita a representação dos partidos políticos, em função do seu maior ou menor radicalismo relativamente à situação.
É evidente que esta divisão, actualmente, é completamente retórica, e não significa outra coisa, na Europa, senão a identificação das forças políticas aliadas ao pensamento marxista, nas suas várias vertentes ideológicas, como sendo de esquerda e as forças de oposição, como sendo de direita.
E esta é a única clivagem ideológica que realmente passou a contar. Porque dos “centrismos” já falámos suficientemente!
E é necessário entender que as sociedades humanas mais desenvolvidas evoluíram, alargando o grupo social dominante – a classe média. A estratificação operada sociologicamente, no pensamento não marxista, distingue depois as sub-classes média, média-baixa e média-alta, já não tanto com base em critérios sócio-culturais, mas, quase exclusivamente baseada em critérios de rendimento económico.
Enquanto a análise marxista sobre a “luta de classes”, distinguia na Burguesia a pequena, a média e alta, e a análise posterior (Nikos Poulantzas, entre outros, já na segunda metade do séc.XX) passou a identificar as formas “tradicionais” e “novas” dos vários estratos burgueses, na tentativa de adaptar a teoria à realidade sociológica das sociedade urbanas, a chamada Globalização obriga a uma renovação da reflexão sobre os estratos sociais e (obriga também) a uma reflexão sobre o alargamento das classes médias, mudando a terminologia e “mistificando” a análise social, preconizando agora com o anunciado “fim da ideologia” , em simultâneo, o “fim das classes”.
E não é por acaso que esta terminologia é usada por todos os socialistas e toda a esquerda política, em geral.
Mudando as “relações de produção” – que, inquestionavelmente – mudam com as Revoluções!, mudam, de igual modo as respectivas relações sociais no interior do tecido social. E, em Portugal, que agora nos diz respeito, essa mudança foi profunda e completamente radical.
Assim, contrariamente ao conceito que se tinha de burguesia, no sentido tradicional, em que a ideologia dominante era de cariz conservador, a(s) classe(s) média(s) tem pouquíssimas referências culturais, “soi disant” tradicionais, sendo permeáveis às culturas urbanas globalizadas, por influência crescente de factores globalizantes como os “media”, as comunicações em geral, ou a evolução nos transportes, para além de uma crescente e tendencial “igualitarização” do rendimento, tendo como referência o emprego.
O “caldo de cultura” para a revolução social existe inquestionavelmente e é premiado pelo pensamento socialista e pela esquerda política em geral. À direita resta mostrar que é melhor e que as soluções que preconiza são as mais adequadas ao bem estar social e à maior justiça nas relações humanas e sociais e, particularmente, nas relações dos cidadãos com o Estado.
O Estado socialista (mesmo o que aceita o “jogo democrático”) é, por natureza, e deformação atávica do pensamento esquerdista, talvez não totalitário, mas sempre impositivo, envolvente e controlador do cidadão e da sociedade.
Ora, sabido como é, desde os tempos de Montesquieu e Rousseau, que o que distingue o Homem do Cidadão é precisamente a sua inserção ou vinculação ao Estado, enquanto organização política das sociedade humanas, inevitavelmente terá que ser deixada uma margem à natureza humana e à sua acção, onde o Estado não tem necessariamente que intervir!
O cidadão é devedor ao Estado e é seu “vassalo”, mas o Homem é o “demiurgo” do Estado; o Estado existe para servir os cidadãos e não o contrário! O Estado tem que ser contido na sua acção de organizar e controlar a sociedade, sob pena de não ser deixada ao Homem margem de manobra para o exercício legítimo da sua Liberdade!
Mas o Estado socialista é, na sua própria essência, um Estado que crescente e renovadamente pede aos cidadãos sacrifícios e cedências em nome do “sacrossanto” bem estar social, justiça, igualdade ou outra “razão” maior que a si próprio tenha imposto.
A isto a direita política tem que responder que a Liberdade do Homem, contrapartida da sua dignidade enquanto ser humano, é o seu valor maior!
Daí só a direita democrática poder avaliar quais os critérios da acção política que permitem libertar as sociedades em vez de as “subjugar”, como faz o Estado socialista.
Existe uma medida exacta, ao nível fiscal, por exemplo, na tributação dos cidadão, organizado ou não em sociedades ou empresas, para além da qual não é legítimo ao Estado que ultrapasse, sob pena de crescentemente pôr em causa a liberdade dos cidadãos enquanto homens!
Existem dimensões na acção humana que têm obrigatoriamente que ficar à margem do controlo e da acção do Estado, para preservar o valor da Liberdade, e os políticos têm que entender esses limites, baseados no princípios e valores que informam as ideologias dos respectivos partidos.
Neste particular, os socialistas, como todos os defensores de ideologias, na sua essência, “totalitárias”, não conseguem entender os “limites” da acção do Estado na vida dos cidadãos. Tem que ser a direita a mostrar que entende e respeita esses limites e assim fazer entender à sociedade as diferenças importantes que existem na actuação política das direitas e das esquerdas.
O fervor “reformista”, peculiaridade dos governos de esquerda, quaisquer que eles sejam, não permite, por via de regra, perceber que só faz sentido mudar o que está desactualizado ou se verificou não estar correctamente regulado. Mudar só por mudar – não significa evoluir! Na maior parte das vezes, reformar assim, implica mais burocracia, ou mais complicação, ou mais dificuldade e, inevitavelmente, mais atraso!...
Mas para retomar o tema do “desagravamento” fiscal, diremos apenas que quem baixa impostos – é a direita! A esquerda sobe sempre a carga fiscal! A esquerda social-democrata “inventou” uma coisa muito antiga e de todos os regimes opressores dos Povos, ao longo da História … A subida crescente e, por vezes, “desenfreada” dos impostos, os impostos “progressivos” sem limite nem coerência!...
Se alguém deve desagravar impostos, inquestionavelmente – tem que ser a direita!
Porque sabe que existem alternativas à necessidade de aumento das receitas do Estado. Porque o Estado se deve limitar à sua função de regulador da sociedade naquilo em que seja indispensável a sua acção, designadamente na defesa dos mais fracos … para além de assegurar o funcionamento do todo social.
A “receita” e a resposta da direita à necessidade do Estado por mais receitas fiscais, tem que passar pelo aumento da riqueza tributada, o que implica a necessidade de criar mais riqueza. E só é possível criar mais riqueza, propiciando condições para que ela seja gerada na sociedade.
Ao invés, a esquerda teme a criação de riqueza!... Quere-la controlada pelos poderes socialistas a vários níveis, desde o aparelho do Estado à banca. De preferência que essa riqueza criada não “ameace” o poder socialista…o que se pode conseguir “bloqueando”(inteligentemente) o investimento interno nacional e promovendo “acordos” com o capital estrangeiro disposto a investir só em condições extremamente vantajosas!...Tudo isto sem fazer “perigar” o poder constituído.
A Agência Portuguesa de Investimento e a sua acção, é um bom exemplo do que um governo de esquerda pode fazer pelo aumento de riqueza num país! Quase nada!...
Se entendemos necessário reduzir a despesa corrente do Estado, através do corte nos salários da função pública, e a solução passa por afastar e despedir, entre outras medidas, reduz-se emprego e capacidade de resposta da sociedade civil, antes de mais em termos fiscais. A solução não pode nunca ser : mais eficácia na máquina de cobrança fiscal, penhoras “automáticas” e outras pérfidas investidas contra os cidadãos! Porque se pretende tirar de onde cada vez existe menos…A solução nunca é o empobrecimento das classes médias!
A solução só poderia passar pela tal criação de mais riqueza e mais emprego e mais rendimento, promovendo o consumo interno e a exportação (e não apenas uma dessas coisas!). Mas não é fácil fazê-lo … sendo socialista!
A esquerda não tem soluções para os problemas que assolam as sociedades actuais! Por muito “criativa” que pretenda ser, a esquerda não tem respostas! E Portugal é disso um eloquente exemplo!
Em vez de crescimento económico a esquerda promete recessão!... Em vez de mais emprego e mais rendimento disponível para famílias e empresas, a esquerda promete sacrifícios e “vacas magras”, cargas fiscais crescentes e retracção do consumo!
Em vez de igualdade e justiça social, a esquerda promete agravamento das condições de vida dos mais desfavorecidos (aumento do custo de vida, por exemplo, com diminuição de rendimento) e empobrecimento da sociedade em geral!
A esquerda debate-se com problemas demográficos importantes e fomenta políticas que diminuem a natalidade, agravando as suas condições a vários níveis, sem respostas de um sistema de saúde que rebenta por obsoleto!
A esquerda retrai o investimento público e privado sem apresentar alternativas credíveis que confiram esperança ao país (a não ser, talvez, num futuro longínquo…).
Os mega projectos, quais “elefantes brancos” lembrando episódios dum passado marcelista de triste memória, só endividam mais o Estado, para o qual não há poupança ou sanha colectora de impostos que “salve”.
O poder na esquerda é desastroso para a economia e para sociedade, como vimos, mas necessita de saber que existem alternativas inteligentes àquilo que apresenta como “inevitabilidades”.
Na saúde, na educação, na justiça, no emprego, na Administração Pública, na economia e nas finanças, é possível fazer mais e melhor! E só a direita política democrática e responsável é capaz de responder a esse desafio!
Enquanto a direita ficar “refém” de políticas de compromisso com a esquerda, nunca o Povo nela confiará seriamente!
Que ninguém venha falar da "coragem" da esquerda para tomar medidas "difíceis"! A falta de escrúpulos não é coragem!
Wednesday, June 20, 2007
V - O Sistema Partidário Português ou o Centrismo Ideológico
Com efeito e apenas reportados à Europa, só em Portugal se afirma ser de direita alguém ou algum partido político social-democrata. Mas a verdade é que essa mistificação acaba transformando a autêntica "redundância" que é o PSD na política portuguesa, num partido em que as suas bases se encontram completamente enganadas (na sua maioria) relativamente ao partido que apoiam ou onde militam. E não é raro ouvir militantes ajuramentados do PSD afirmarem que o socialismo democrático é uma coisa e a social-democracia uma outra coisa diferente; e isso também não é verdade em mais país nenhum do mundo!
Portanto, as bases do PSD são, na sua maioria, ideológica e sociologicamente situadas à direita - e de direita! E, assim, esperam do seu partido que se coligue com o CDS/PP, por exemplo, porque essa coligação seria "natural"...
Mas não é! Ou melhor, só o é, porque o PSD disputa o eleitorado do CDS, dizendo-se de "direita", e, por outro lado, disputa as bases eleitorais do PS, dizendo-se de "esquerda" ou de "centro-esquerda" ou, pura e simplesmente de "centro".
No dia em que o seu verdadeiro eleitorado esteja com o CDS/PP, este partido terá dimensão superior ao PSD, ou, pelo menos, equivalente ... e o PSD será reduzido à infíma espécie!
Isto porque o eleitorado de esquerda distribuir-se-ia pelo PS e pelos outros partidos de esquerda, e o eleitorado de direita deslocar-se-ia integralmente para o CDS/PP, único partido de direita democrática com credibilidade no leque partidário português actual e que representa (ou deveria representar) os interesses e os valores da direita em Portugal.
Para isso muito ajudará uma liderança fraca no PSD (como a actual) e, por sua vez, uma liderança forte no CDS (como queremos acreditar que terá actualmente). Tudo isto de par com uma agressiva política social-democrata por parte do PS, mostrando ao Povo a verdadeira face do socialismo democrático: autoritária e com inteiro desprezo pelas pessoas!Hoje os números... amanhã os ideais!...
Mas, mais importante que tudo: é necessário, sem rebuço, falar a verdade ao Povo!
Abandonar em definitivo as meias-tintas e afirmar o CDS/PP a verdadeira alternativa a qualquer governo PS ou PSD, para já não falar de outras forças à esquerda destas.
E é preciso afirmar com convicção que as políticas sociais-democratas do "centrismo", não são as únicas e milagrosas soluções para os problemas da economia e do país! Para os mesmos problemas que a esquerda tenta resolver desta forma ... a direita preconiza outras soluções! Assim os políticos acreditem que elas existem e que é possível colocá-las em prática para bem de Portugal!
Será caso para afirmar que todas as "depurações" (em figuras mais "emblemáticas" ou não - tanto faz!) são desejáveis, em última instância, se elas contribuirem, em definitivo, para clarificar quem está com quem e de que lado do "espelho"...para (re)por verdade e autenticidade na política portuguesa.
Diga-se apenas de passagem que o CDS/PP é dos partidos políticos portugueses que mais tem sofrido, ao longo da sua existência, com essas "depurações" ... e não será por acaso. É que o seu posicionamento eleitoral e a, por vezes, equívoca intervenção, tem propiciado situacionismos de circunstância e , com certeza, oportunismos vários, de par com compromissos espúrios, estou certo.
Daí, que quando "o cerco aperta", as pessoas veem-se obrigadas ... a sair. Nem sempre da forma mais "digna", mas que sempre, inevitavelmente, tem que ver com o facto do partido ser ou não ser de direita, esquecendo que o "centrismo" é um fosso onde cabem todas as interpretações e todos os comprometimentos!
Portanto, as bases do PSD são, na sua maioria, ideológica e sociologicamente situadas à direita - e de direita! E, assim, esperam do seu partido que se coligue com o CDS/PP, por exemplo, porque essa coligação seria "natural"...
Mas não é! Ou melhor, só o é, porque o PSD disputa o eleitorado do CDS, dizendo-se de "direita", e, por outro lado, disputa as bases eleitorais do PS, dizendo-se de "esquerda" ou de "centro-esquerda" ou, pura e simplesmente de "centro".
No dia em que o seu verdadeiro eleitorado esteja com o CDS/PP, este partido terá dimensão superior ao PSD, ou, pelo menos, equivalente ... e o PSD será reduzido à infíma espécie!
Isto porque o eleitorado de esquerda distribuir-se-ia pelo PS e pelos outros partidos de esquerda, e o eleitorado de direita deslocar-se-ia integralmente para o CDS/PP, único partido de direita democrática com credibilidade no leque partidário português actual e que representa (ou deveria representar) os interesses e os valores da direita em Portugal.
Para isso muito ajudará uma liderança fraca no PSD (como a actual) e, por sua vez, uma liderança forte no CDS (como queremos acreditar que terá actualmente). Tudo isto de par com uma agressiva política social-democrata por parte do PS, mostrando ao Povo a verdadeira face do socialismo democrático: autoritária e com inteiro desprezo pelas pessoas!Hoje os números... amanhã os ideais!...
Mas, mais importante que tudo: é necessário, sem rebuço, falar a verdade ao Povo!
Abandonar em definitivo as meias-tintas e afirmar o CDS/PP a verdadeira alternativa a qualquer governo PS ou PSD, para já não falar de outras forças à esquerda destas.
E é preciso afirmar com convicção que as políticas sociais-democratas do "centrismo", não são as únicas e milagrosas soluções para os problemas da economia e do país! Para os mesmos problemas que a esquerda tenta resolver desta forma ... a direita preconiza outras soluções! Assim os políticos acreditem que elas existem e que é possível colocá-las em prática para bem de Portugal!
Será caso para afirmar que todas as "depurações" (em figuras mais "emblemáticas" ou não - tanto faz!) são desejáveis, em última instância, se elas contribuirem, em definitivo, para clarificar quem está com quem e de que lado do "espelho"...para (re)por verdade e autenticidade na política portuguesa.
Diga-se apenas de passagem que o CDS/PP é dos partidos políticos portugueses que mais tem sofrido, ao longo da sua existência, com essas "depurações" ... e não será por acaso. É que o seu posicionamento eleitoral e a, por vezes, equívoca intervenção, tem propiciado situacionismos de circunstância e , com certeza, oportunismos vários, de par com compromissos espúrios, estou certo.
Daí, que quando "o cerco aperta", as pessoas veem-se obrigadas ... a sair. Nem sempre da forma mais "digna", mas que sempre, inevitavelmente, tem que ver com o facto do partido ser ou não ser de direita, esquecendo que o "centrismo" é um fosso onde cabem todas as interpretações e todos os comprometimentos!
Tuesday, June 12, 2007
IV - O Sistema Partidário Português ou o Centrismo Ideológico
Não é por acaso que os bloquistas falam do "centrão" depreciativamente, como o vazio ideológico da governação socialista moderada.
Todos pretendem, afinal, ser "centristas", porque isso significa, em última instância, ser moderado e até dá votos! Claro, com pequenas "nuances": centro-direita, centro -esquerda, centro propriamente dito.
Mas, em bom rigor, não há verdadeiramente diferenças entre os "centrismos" - são todos uma e a mesma coisa: um vazio ideológico verdadeiramente confrangedor!
E cumpre aqui falar do CDS-PP (Centro Democrático-Social, Partido Popular). Porque tem "centro" na sua designação, porque foi o primeiro partido político, em Portugal, a usar essa terminologia e porque -pasme-se! - verifica-se que se reivindica do centro na voz de certos seus mentores ideológicos.
E o centro políticamente falando é o quê? Nada! Moderação ... oposição ao radicalismo (ao sectarismo e ao facciosismo, tão típicos dos partidos da esquerda, isso mesmo, radical).
A terminologia do "centrismo" surge em França para servir gregos e troianos, e é importada a belo prazer por quem defende que a ideologia morreu ...
Nesta lógica, o CDS-PP seria então um partido sem ideologia ... apenas moderado na sua expressão política, ou então defender-se-ia que o centrismo é ideologia e seria verdadeiramente o partido do centro! Um centro Democrático e Social!
Democrático por defender as regras da democracia parlamentar e social porque seria informado pelas preocupações sociais da chamada doutrina social de igreja (católica, romana, diga-se de passagem).
Por esta via o CDS seria um partido de pendor claramente democrata-cristão (retiraria os seus ensinamentos, basicamente, das encíclicas papais), com uns "pózinhos" de personalismo filosófico, como defendia o Pro. Freitas do Amaral.
Mas quem funda o CDS, fá-lo num período revolucionário em que a direita era "fascista" e anatemizada por tudo o que era cabeça "bem pensante". Esquencendo, ignorando ou mistificando, que fascismo é esquerda, porque os extremos se tocam, como é esquerda o socialismo nacionalista hitleriano (vulgo nazismo). Hitler tinha um pensamento político claramente socialista (portanto, de esquerda), embora não marxista e defendia regimes autoritários anti-democráticos. Mussoline foi toda a vida, até à fundação do partido fascista italiano, um militante anarco-sindicalista, com trabalho jornalístico de algum relevo nos pasquins revolucionários esquerdistas do tempo.
Qualquer regime autoritário do tipo "fascista", nacionalista, só pode ser claramente anti-americano, por oposição ao liberalismo que combate. Portanto, chamar a isso "direita" é, no mínimo, não falar verdade!
A direita, é, por tradição, democrática e liberal, e encontra o seu expoente máximo na Revolução Fancesa de 1789 e na Independência Americana, herdeira dos mesmos valores.
Assim sendo, e porque a política americana na Europa (de par com a divisão geo-estratégica do mundo de então, ainda na chamada "guerra fria") era de não tolerar regimes autoritários de tipo comunista, o regime político português, de democracia nascente, para ser isso mesmo - democracia - haveria de ter um leque político-partidário que afirmasse a pluralidade de ideias políticas e isso implicava a existência de um partido que se afirmasse mais à direita.
O Centro democrático Social, surge um pouco à laia dos "centros republicanos" da 1ª República;
havia que atribuir uma designação ao partido que o distinguisse da esquerda, mas pretendia-se afirmar valores ideológicos que implicassem, só por si, alguma "moderação" anti-socialista.
E, curiosamente (ou talves nem tanto) um dos fundadores do CDS, precisamente o Prof. Freitas do Amaral, afirma ainda que não foi ele que mudou, foi o partido que de si se afastou!...
E, de resto, nem se estranhe que ele esteja "próximo" dos sociais-democratas, porquanto essa é uma tradição de sempre dos democratas-cristãos (recordemos o malogrado Aldo Moro, ex-primeiro ministro italiano e as suas variadas coligações à esquerda, com o Partido Socialista).
Mas o CDS ideológiamente não é apenas um partido informado pelo ideário democrata-cristão e personalista. O facto de ser o único partido à direita que se afirma com credibilidade na área do poder político, leva-o a congregar todas as ideias e forças que, à direita, militam pelos direitos humanos e pela democracia.
Assim, liberais e conservadores irmanam-se com democratas-cristãos e personalistas, de par com democratas populares (e alguns "populistas" à laia da tradição latino-americana) e o partido surge como ideológicamente o mais rico do expectro político português, longe, muito longe do vazio ideológico que representa o centrismo.
"Centrista", nesse caso, será a esquerda de má consciência social-democrata e não a direita política.
O facto dos "fazedores de opinião"(vulgo jornalistas) atribuirem ao PSD um posicionamento à direita na política portuguesa, só é verdade porque os partidos sociais-democratas sempre estiveram à direita do Partido Comunista, o que não significa que não sejam eles próprios de esquerda, como é evidente. E isso só acontece porque a democracia portuguesa tem um historial "sui generis", apenas explicável por mais de quarenta anos de ditadura.
(cont.)
Todos pretendem, afinal, ser "centristas", porque isso significa, em última instância, ser moderado e até dá votos! Claro, com pequenas "nuances": centro-direita, centro -esquerda, centro propriamente dito.
Mas, em bom rigor, não há verdadeiramente diferenças entre os "centrismos" - são todos uma e a mesma coisa: um vazio ideológico verdadeiramente confrangedor!
E cumpre aqui falar do CDS-PP (Centro Democrático-Social, Partido Popular). Porque tem "centro" na sua designação, porque foi o primeiro partido político, em Portugal, a usar essa terminologia e porque -pasme-se! - verifica-se que se reivindica do centro na voz de certos seus mentores ideológicos.
E o centro políticamente falando é o quê? Nada! Moderação ... oposição ao radicalismo (ao sectarismo e ao facciosismo, tão típicos dos partidos da esquerda, isso mesmo, radical).
A terminologia do "centrismo" surge em França para servir gregos e troianos, e é importada a belo prazer por quem defende que a ideologia morreu ...
Nesta lógica, o CDS-PP seria então um partido sem ideologia ... apenas moderado na sua expressão política, ou então defender-se-ia que o centrismo é ideologia e seria verdadeiramente o partido do centro! Um centro Democrático e Social!
Democrático por defender as regras da democracia parlamentar e social porque seria informado pelas preocupações sociais da chamada doutrina social de igreja (católica, romana, diga-se de passagem).
Por esta via o CDS seria um partido de pendor claramente democrata-cristão (retiraria os seus ensinamentos, basicamente, das encíclicas papais), com uns "pózinhos" de personalismo filosófico, como defendia o Pro. Freitas do Amaral.
Mas quem funda o CDS, fá-lo num período revolucionário em que a direita era "fascista" e anatemizada por tudo o que era cabeça "bem pensante". Esquencendo, ignorando ou mistificando, que fascismo é esquerda, porque os extremos se tocam, como é esquerda o socialismo nacionalista hitleriano (vulgo nazismo). Hitler tinha um pensamento político claramente socialista (portanto, de esquerda), embora não marxista e defendia regimes autoritários anti-democráticos. Mussoline foi toda a vida, até à fundação do partido fascista italiano, um militante anarco-sindicalista, com trabalho jornalístico de algum relevo nos pasquins revolucionários esquerdistas do tempo.
Qualquer regime autoritário do tipo "fascista", nacionalista, só pode ser claramente anti-americano, por oposição ao liberalismo que combate. Portanto, chamar a isso "direita" é, no mínimo, não falar verdade!
A direita, é, por tradição, democrática e liberal, e encontra o seu expoente máximo na Revolução Fancesa de 1789 e na Independência Americana, herdeira dos mesmos valores.
Assim sendo, e porque a política americana na Europa (de par com a divisão geo-estratégica do mundo de então, ainda na chamada "guerra fria") era de não tolerar regimes autoritários de tipo comunista, o regime político português, de democracia nascente, para ser isso mesmo - democracia - haveria de ter um leque político-partidário que afirmasse a pluralidade de ideias políticas e isso implicava a existência de um partido que se afirmasse mais à direita.
O Centro democrático Social, surge um pouco à laia dos "centros republicanos" da 1ª República;
havia que atribuir uma designação ao partido que o distinguisse da esquerda, mas pretendia-se afirmar valores ideológicos que implicassem, só por si, alguma "moderação" anti-socialista.
E, curiosamente (ou talves nem tanto) um dos fundadores do CDS, precisamente o Prof. Freitas do Amaral, afirma ainda que não foi ele que mudou, foi o partido que de si se afastou!...
E, de resto, nem se estranhe que ele esteja "próximo" dos sociais-democratas, porquanto essa é uma tradição de sempre dos democratas-cristãos (recordemos o malogrado Aldo Moro, ex-primeiro ministro italiano e as suas variadas coligações à esquerda, com o Partido Socialista).
Mas o CDS ideológiamente não é apenas um partido informado pelo ideário democrata-cristão e personalista. O facto de ser o único partido à direita que se afirma com credibilidade na área do poder político, leva-o a congregar todas as ideias e forças que, à direita, militam pelos direitos humanos e pela democracia.
Assim, liberais e conservadores irmanam-se com democratas-cristãos e personalistas, de par com democratas populares (e alguns "populistas" à laia da tradição latino-americana) e o partido surge como ideológicamente o mais rico do expectro político português, longe, muito longe do vazio ideológico que representa o centrismo.
"Centrista", nesse caso, será a esquerda de má consciência social-democrata e não a direita política.
O facto dos "fazedores de opinião"(vulgo jornalistas) atribuirem ao PSD um posicionamento à direita na política portuguesa, só é verdade porque os partidos sociais-democratas sempre estiveram à direita do Partido Comunista, o que não significa que não sejam eles próprios de esquerda, como é evidente. E isso só acontece porque a democracia portuguesa tem um historial "sui generis", apenas explicável por mais de quarenta anos de ditadura.
(cont.)
Wednesday, June 6, 2007
III - O Sistema partidário Português ou o Centrismo Ideológico
Na verdade, o PSD parece ser um partido que, pelo conjunto de pessoas que integra a nível dos seus quadros dirigentes, das suas figuras emblemáticas, um partido muito mais à esquerda do que o PS. Ou melhor, se calhar nem tão à esquerda, mas com um pendor esquerdista de cariz autoritário, à velha moda estalinista/maoista. E nem será por acaso que encontramos no PSD muita gente vinda de áreas políticas estalinistas ou daí muito próximas, de par com leninistas convictos e, pelo meio, alguns "ingénuos" liberais. E posso citar organizações políticas, por exemplo, como a OCMLP (organização comunista marxista-leninista portuguesa), onde militou Pacheco Pereira, ou o famoso MRPP, onde militaram figuras tão "distintas" (mas simultaneamente tão próximas) como Durão Barroso, Saldanha Sanches ou Maria José Morgado.
Todos, por via de regra, os que vieram do marxismo-leninismo, enveredaram perfeitamente pelo PSD, porquanto na sua "conversão" (realista) à social-democracia, verificam que o pendor mais autoritário no exercício do poder é típico de quem possui uma formação daquele tipo. Mas também os há vindos directamente do leninismo mais ferrenho, como Zita Seabra e outros, herdeiros da "coerência ideológica" do PCP. E nao se pense que são "vira-casacas", não senhor! São perfeitamente coerentes dentro da sua visão dialéctica da sociedade e da História. Mas são, naturalmente, simpatizantes de uma visão mais "disciplinadora" e por isso mais "autoritarista" na organização política e social.
Já no PS, o que nós encontramos, de par com verdadeiros social-democratas, e alguns "frustrados" leninistas como Acácio Barreiros (ex-UDP - União democrática Popular , claramente numa linha ideológica próxima do marxismo/leninismo/maoismo) são muito mais aqueles vindos do chamado "socialismo revolucionário" (não leninista), nostálgicos da doutrinação de Rosa Luxemburgo ou Gramsci, à moda dos antigos militantes da "LUAR"( Liga de União e Acção Revolucionárias) do tempo do regime autoritário salazar-marcelista. Há muitos nomes no PS vindos dessa área, e nomes com alguma projecção; veja-se o caso de Fernando Pereira Marques, só para citar um antigo dirigente daquela organização política de oposição ao regime. Mas poderíamos falar também do antigo presidente Jorge Sampaio, denodado militante, como tantos outros, do famoso MES (Movimento da Esquerda Socialista), movimento este igualmente de cariz não leninista e por isso se enquadrando tão bem no Partido Socialista!
Quanto aos Trotskystas, eles são inúmeros e vindos das diversas facções e organizações em que se dividiu a droutinação de Trotsky: das "Ligas Revolucionárias" dos "bloquistas" deste mundo, dos Louçãs e dos Rosas, às figuras que estiveram ligadas ao grupo do "Secretariado Unificado"da chamada IV Internacional (comunista, fundada por Trotsky, em disensão com Lenine, fundador da II Internacional e também com Kautsky e Bernestein, da III Internacional), como Carmelinda Pereira e Aires Rodrigues.
Tudo isto para corroborar a ideia de que aqueles que possuiam uma formação político ideológica de tipo não autoritário, dentro do marxismo, vieram acolher-se no PS, como alfobre de uma atitude política aparentemente (pelo menos) de menor "rigidez", menor disciplina, e portanto, menor autoritarismo; mais "democracia", se assim se pode dizer.
E isto é explicado, entre outras coisas, pelo "estilo" de governação "Cavaquista", por exemplo, por oposição ao estilo "Soarista".
Mas ambos os estilos cabem perfeitamente na visão social-democrata da realidade política, embora com matizes algo distintos, pelas razões já expostas.
Assim, aqueles que afirmam (dentro e fora do partido, e principalmente nos "media") o PSD um partido social democrata como sendo algo de diferente do partido socialista, estão mistificando, estão mentindo, estão ocultando a verdade, e outra coisa não têm pretendido - para além de espalharem a ignorância - que "fabricar" uma opinião pública (que, na Europa, é única em Portugal) que continue a votar nos dois partidos "charneira", imaginando serem alternativa um do outro, coisa que não são e nunca foram!
E cumpre aqui falar de novo do tão laudado "centrismo". Eis a social-democracia arvorada em centrista, quer às esquerdas, quer às direitas, segundo o sabor dos ventos que aos eleitores querem fazer acreditar.
E a esta lógica não escapa o CDS/PP, "sangrado", expurgado e reformado por dentro variadas vezes, e com uma fundação que o orgulha e "envergonha" e terá que ser devidamente entendida para que se alcance o papel que poderá desempenhar na sociedade portuguesa e na política, um partido que, seguramente, acaba sendo o mais "híbrido" do ponto de vista ideológigo no expectro político português.
(continua)
Todos, por via de regra, os que vieram do marxismo-leninismo, enveredaram perfeitamente pelo PSD, porquanto na sua "conversão" (realista) à social-democracia, verificam que o pendor mais autoritário no exercício do poder é típico de quem possui uma formação daquele tipo. Mas também os há vindos directamente do leninismo mais ferrenho, como Zita Seabra e outros, herdeiros da "coerência ideológica" do PCP. E nao se pense que são "vira-casacas", não senhor! São perfeitamente coerentes dentro da sua visão dialéctica da sociedade e da História. Mas são, naturalmente, simpatizantes de uma visão mais "disciplinadora" e por isso mais "autoritarista" na organização política e social.
Já no PS, o que nós encontramos, de par com verdadeiros social-democratas, e alguns "frustrados" leninistas como Acácio Barreiros (ex-UDP - União democrática Popular , claramente numa linha ideológica próxima do marxismo/leninismo/maoismo) são muito mais aqueles vindos do chamado "socialismo revolucionário" (não leninista), nostálgicos da doutrinação de Rosa Luxemburgo ou Gramsci, à moda dos antigos militantes da "LUAR"( Liga de União e Acção Revolucionárias) do tempo do regime autoritário salazar-marcelista. Há muitos nomes no PS vindos dessa área, e nomes com alguma projecção; veja-se o caso de Fernando Pereira Marques, só para citar um antigo dirigente daquela organização política de oposição ao regime. Mas poderíamos falar também do antigo presidente Jorge Sampaio, denodado militante, como tantos outros, do famoso MES (Movimento da Esquerda Socialista), movimento este igualmente de cariz não leninista e por isso se enquadrando tão bem no Partido Socialista!
Quanto aos Trotskystas, eles são inúmeros e vindos das diversas facções e organizações em que se dividiu a droutinação de Trotsky: das "Ligas Revolucionárias" dos "bloquistas" deste mundo, dos Louçãs e dos Rosas, às figuras que estiveram ligadas ao grupo do "Secretariado Unificado"da chamada IV Internacional (comunista, fundada por Trotsky, em disensão com Lenine, fundador da II Internacional e também com Kautsky e Bernestein, da III Internacional), como Carmelinda Pereira e Aires Rodrigues.
Tudo isto para corroborar a ideia de que aqueles que possuiam uma formação político ideológica de tipo não autoritário, dentro do marxismo, vieram acolher-se no PS, como alfobre de uma atitude política aparentemente (pelo menos) de menor "rigidez", menor disciplina, e portanto, menor autoritarismo; mais "democracia", se assim se pode dizer.
E isto é explicado, entre outras coisas, pelo "estilo" de governação "Cavaquista", por exemplo, por oposição ao estilo "Soarista".
Mas ambos os estilos cabem perfeitamente na visão social-democrata da realidade política, embora com matizes algo distintos, pelas razões já expostas.
Assim, aqueles que afirmam (dentro e fora do partido, e principalmente nos "media") o PSD um partido social democrata como sendo algo de diferente do partido socialista, estão mistificando, estão mentindo, estão ocultando a verdade, e outra coisa não têm pretendido - para além de espalharem a ignorância - que "fabricar" uma opinião pública (que, na Europa, é única em Portugal) que continue a votar nos dois partidos "charneira", imaginando serem alternativa um do outro, coisa que não são e nunca foram!
E cumpre aqui falar de novo do tão laudado "centrismo". Eis a social-democracia arvorada em centrista, quer às esquerdas, quer às direitas, segundo o sabor dos ventos que aos eleitores querem fazer acreditar.
E a esta lógica não escapa o CDS/PP, "sangrado", expurgado e reformado por dentro variadas vezes, e com uma fundação que o orgulha e "envergonha" e terá que ser devidamente entendida para que se alcance o papel que poderá desempenhar na sociedade portuguesa e na política, um partido que, seguramente, acaba sendo o mais "híbrido" do ponto de vista ideológigo no expectro político português.
(continua)
Tuesday, February 6, 2007
A inconstitucionalidade da nova Lei do Aborto ou o Alcance da Estupidez Humana
É evidente que o Prof. Jorge Miranda tem razão! E tem razão pelas "razões legais" por ele explanadas e que me escuso aqui de referir.
E porque a questão do aborto é mais do que uma mera questão legal, por isso mesmo é que se não deve negar ética às decisões do legislador Estado.
Em Portugal - porque a situação financeira não comporta as duas coisas - fecham-se maternidades e abrem-se "matadouros"!
Em países com a Alemanha, tenta resolver-se o problema do "Estado Social" dando dinheiro (qualquer coisa como 25.000 €) às mulheres por cada novo filho nascido.
Em Portugal, atrasado em tudo (ou quase...), chega-se tarde e más horas a uma medida que está em regressão em todo o mundo civilizado, começando pela U.E. .
Mas é evidente que quando o Estado paga 700 € por cada aborto feito em clínicas privadas (a maioria concerteza espanholas), fica-lhe muito mais barato do que se pagasse 25.000 € para que uma criança nascesse em condições de dignidade, por exemplo, para as famílias com fracos recursos e que "abortarão" possivelmente só por essa mesma razão.
Que se despenalize o aborto relativamente à mulher (em qualquer data e circunstância!), aceitando uma realidade social existente, como se fez relativamente à droga, será realismo! Mas que se mantenha para "as clínicas" que fazem os abortos a devida penalização em qualquer circunstância.
É imoral e indigno que o Estado hipocritamente não aceite que se fazem abortos e que as mulheres não são criminosas ( mas sim fortemente condicionadas por uma "ética popular" distorcida e pela ausência de alternativas sociais e estaduais de apoio) , nem devem ser presentes a um julgamento só por essa razão.
Aceitemos que o Estado "laico" despenalize a acção da mulher, não às 10 semanas (suma hipocrisia!), mas sempre que isso aconteça! Já o faz relativamente ao consumidor de droga, sem qualquer "escândalo social".
E aí estão a chegar as famosas "salas de chuto" a não me deixar mentir!...
Mas que se não aceite a institucionalização de "matadouros" públicos ou privados, quando isso é caro, sai do bolso dos contribuintes e penaliza fortemente a sustentabilidade dos sistemas de segurança social na actualidade.
E ainda porque, do ponto de vista demográfico, é uma medida com pletamente irracional com uma população que está envelhecida e continua crescentemente a envelhecer ( num Continente Europeu já de si muito envelhecido na razão directa do crescimento do respectivo bem estar social e económico).
É uma medida sem racionalidade económica para o Estado e demagógica quando penaliza o próprio Estado em nome de "clientelas" esquerdistas frustradas, tentando manipular o Povo Português.
É uma medida anacrónica, desfazada no tempo e não colhe o apoio de uma larga percentagem de portugueses!
É, por fim, "last but not least", uma medida política e legislativa que, neste momento concreto da história política nacional só se pode destinar essencialmente a "distrair" o Povo Português da conflitualidade com os poderes constituídos (com o governo!), porquanto fará sobrepor ao nível dos "media" uma suposta "prioridade" governativa, de uma forma "cobarde" e desresponsabilizante, empurrando para o Povo uma decisão que poderia ser tomada pelo governo e maioria respectiva sem mais delongas e despesas!
Assim, solução mais "democrática" de que o referendo - não há! Esquecendo que em questões cruciais para a vida política nacional o povo não é ouvido nem chamado a dar opinião!
Só se entende esta "sanha" com o aborto ( a questão da IVG é uma questão meramente terminológica e sem qualquer relevância prática), porquanto se trata de uma "frustração" pelo facto de uma das bandeiras "clássicas" do "gauchismo” cultural ainda não se ter conseguido impor em Portugal.
Depois desta "bandeira" virão outras, nós sabemos ... liberalização da eutanásia, casamentos "gay", adopções "gays", liberalização das drogas (primeiro "leves e depois "duras" ...) etc, etc., etc.,....
É necessário vir à praça denunciar os "mestres" da mistificação!
É indiferente que os argumentos "legais" conduzam à conclusão pela inconstitucionalidade, pela liberalização, pela despenalização, ou seja lá pelo que for!....
O que é importante é que se aceite que a lei existente sobre o aborto em Portugal já é suficiente para fazer face ao casos que realmente merecem protecção legal enquanto abortos!
A "escolha" da mulher ... é uma tremenda manipulação! Ela faz colocar a pergunta: porquê 10 semanas e não menos, e não mais?...
Porque é preciso pôr um tecto na estupidez humana?
Ninguém desconhece que abortando se está a matar uma vida, seja em que altura dessa vida for!
E porque a questão do aborto é mais do que uma mera questão legal, por isso mesmo é que se não deve negar ética às decisões do legislador Estado.
Em Portugal - porque a situação financeira não comporta as duas coisas - fecham-se maternidades e abrem-se "matadouros"!
Em países com a Alemanha, tenta resolver-se o problema do "Estado Social" dando dinheiro (qualquer coisa como 25.000 €) às mulheres por cada novo filho nascido.
Em Portugal, atrasado em tudo (ou quase...), chega-se tarde e más horas a uma medida que está em regressão em todo o mundo civilizado, começando pela U.E. .
Mas é evidente que quando o Estado paga 700 € por cada aborto feito em clínicas privadas (a maioria concerteza espanholas), fica-lhe muito mais barato do que se pagasse 25.000 € para que uma criança nascesse em condições de dignidade, por exemplo, para as famílias com fracos recursos e que "abortarão" possivelmente só por essa mesma razão.
Que se despenalize o aborto relativamente à mulher (em qualquer data e circunstância!), aceitando uma realidade social existente, como se fez relativamente à droga, será realismo! Mas que se mantenha para "as clínicas" que fazem os abortos a devida penalização em qualquer circunstância.
É imoral e indigno que o Estado hipocritamente não aceite que se fazem abortos e que as mulheres não são criminosas ( mas sim fortemente condicionadas por uma "ética popular" distorcida e pela ausência de alternativas sociais e estaduais de apoio) , nem devem ser presentes a um julgamento só por essa razão.
Aceitemos que o Estado "laico" despenalize a acção da mulher, não às 10 semanas (suma hipocrisia!), mas sempre que isso aconteça! Já o faz relativamente ao consumidor de droga, sem qualquer "escândalo social".
E aí estão a chegar as famosas "salas de chuto" a não me deixar mentir!...
Mas que se não aceite a institucionalização de "matadouros" públicos ou privados, quando isso é caro, sai do bolso dos contribuintes e penaliza fortemente a sustentabilidade dos sistemas de segurança social na actualidade.
E ainda porque, do ponto de vista demográfico, é uma medida com pletamente irracional com uma população que está envelhecida e continua crescentemente a envelhecer ( num Continente Europeu já de si muito envelhecido na razão directa do crescimento do respectivo bem estar social e económico).
É uma medida sem racionalidade económica para o Estado e demagógica quando penaliza o próprio Estado em nome de "clientelas" esquerdistas frustradas, tentando manipular o Povo Português.
É uma medida anacrónica, desfazada no tempo e não colhe o apoio de uma larga percentagem de portugueses!
É, por fim, "last but not least", uma medida política e legislativa que, neste momento concreto da história política nacional só se pode destinar essencialmente a "distrair" o Povo Português da conflitualidade com os poderes constituídos (com o governo!), porquanto fará sobrepor ao nível dos "media" uma suposta "prioridade" governativa, de uma forma "cobarde" e desresponsabilizante, empurrando para o Povo uma decisão que poderia ser tomada pelo governo e maioria respectiva sem mais delongas e despesas!
Assim, solução mais "democrática" de que o referendo - não há! Esquecendo que em questões cruciais para a vida política nacional o povo não é ouvido nem chamado a dar opinião!
Só se entende esta "sanha" com o aborto ( a questão da IVG é uma questão meramente terminológica e sem qualquer relevância prática), porquanto se trata de uma "frustração" pelo facto de uma das bandeiras "clássicas" do "gauchismo” cultural ainda não se ter conseguido impor em Portugal.
Depois desta "bandeira" virão outras, nós sabemos ... liberalização da eutanásia, casamentos "gay", adopções "gays", liberalização das drogas (primeiro "leves e depois "duras" ...) etc, etc., etc.,....
É necessário vir à praça denunciar os "mestres" da mistificação!
É indiferente que os argumentos "legais" conduzam à conclusão pela inconstitucionalidade, pela liberalização, pela despenalização, ou seja lá pelo que for!....
O que é importante é que se aceite que a lei existente sobre o aborto em Portugal já é suficiente para fazer face ao casos que realmente merecem protecção legal enquanto abortos!
A "escolha" da mulher ... é uma tremenda manipulação! Ela faz colocar a pergunta: porquê 10 semanas e não menos, e não mais?...
Porque é preciso pôr um tecto na estupidez humana?
Ninguém desconhece que abortando se está a matar uma vida, seja em que altura dessa vida for!
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