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Wednesday, July 6, 2011

As fragilidades da Economia e da Política

Vem o título a propósito da recente e inusitada avaliação do "rating" da economia portuguesa pela "Moody's", essa serventuária de interesses espúrios e inconfessáveis!
E também a propósito do "coro das velhas" que se ouviu de imediato, carpindo as mágoas do infelizmente, coitados de nós, que somos pobres e indefesos, já que "eles" não querem, afinal, outra coisa senão nos prejudicar!...
Decididamente ficarão sempre impunes os energúmenos especuladores e nós, eternamente reféns das suas rapaces acções! Para o "stablishment"...nada há a fazer, a não ser talvez reclamar, ralhar, queixarmo-nos o mais que pudermos ao maior número de pessoas e entidades, vociferar contra quem nos quer mal ... logo agora que parecia que as coisas... iriam melhorar!...
Quem não se lembra do anterior governo na sua sanha de "visitar" quase mensalmente os mercados financeiros a ver se ia buscar mais algum, e em que, de cada vez, se lhes subiam os juros para valores cada vez mais incomportáveis!...
Pois bem, estamos pior!(nesse aspecto). Apesar dos acordos da "troika" (nunca entendi porque temos que falar russo a este propósito, quando os russos não são aqui vistos nem achados e a nossa tradição é muito mais latina - triunvirato!), continuamos na saga dos mercados!
Se os mercados financeiros e as agências de "rating" já antes nos tratavam mal, porque razão deixariam de o fazer se são absolutamente indiferentes à nossa situação política interna e aos destinos dos povos?!...
O óbvio aconteceu, como já fazia adivinhar a anterior actuação dos mesmos protagonistas em farsas anteriores e no âmbito da intervenção do anterior governo.
Uma coisa é, porém, certa: enquanto precisarmos verdadeiramente de nos financiarmos na débil situação em que nos encontramos e procurarmos os mercados financeiros para o fazer, seremos tratados cada vez pior! Sejam quais forem as políticas nacionais, os programas governativos ou os sacrifícios pedidos ao povo em nome da crise!
Seria suposto o acordo financeiro com a U.E. e o FMI poder substituir - ao memos temporariamente - a corrida constante e confrangedora aos mercados financeiros, sujeitos, como sabemos,`a mera lógica do lucro e da especulação. Mas não. Em vez disso, Portugal continua a necessitar buscar nos mercados o financiamento que "não negociou", afinal, com os parceiros da famosa "Troika"!....
E, para ser assim, quase que duvidamos da inteira eficácia de um acordo que não se destinou, como parecia, a financiar o Estado e a economia, mas sim a dar continuidade ao nosso crescente endividamento externo, por via da emissão de dívida no mercado bolsista internacional!
A lógica do endividamento constante e progressivo do Estado Português é, a prazo, ruinosa! Não é necessário ser-se economista para se entender isso!
Se soubermos recuar com inteligência de entender os tempos, ao colapso da chamada 1ª República, vamos perceber que era exactamente uma situação deste tipo que estava em causa. Um Estado crescentemente endividado e que perdia diariamente credibilidade internacional para fazer face aos seus compromissos financeiros com o estrangeiro!
A lógica da 2ª República tem sido a mesmíssima: fazer crescer o endividamento do Estado e da economia, num caminho sem retorno, até ao "abismo" ... ou a qualquer solução política que dilua as nossas dívidas num "negócio" em que alienemos, de vez, o que resta da nossa Soberania!
É isso que pretendem todos os socialistas, esquerdistas e outros quejandos!...
Não pode ser isso que defendem os portugueses da Alma e Coração! Não pode ser isso que defendem os verdadeiros patriotas que acreditam na nossa História de mais de oitocentos anos!
É necessário fazer reverter o crescente endividamento do Estado e da economia portuguesa! É necessário apelar aos nossos governantes para quebrarem a lógica da governação maçónica e socialista que subjuga os interesses nacionais e apela ao irresponsável financiamento externo através da "lógica" dos mercados, que, pura e simplesmente, "espezinham" países com a dimensão de Portugal e com Estados debilitados por décadas de políticas erráticas e erróneas!
Os acordos com a UE e o FMI, porque inevitáveis, têm que implicar o abandono da procura de financiamento nos mercados financeiros sob pena de caminharmos seriamente para um "beco sem saída"!
 Quanto mais tarde os nossos governantes acordarem para esta realidade e insistirem na ideia de pretenderem que, basicamente, a Alemanha crie "mecanismos" que impeçam os mercados de funcionarem abertamente e as agências de "rating" de actuarem livremente, tanto pior ficará a situação do endividamento do Estado Português e da sua economia! Tanto maior será a sua fragilidade e dependência!
Porque a voz da UE, neste capítulo, não é a das economias periféricas da Zona Euro, mas a da forte Europa Central.
A Direita política no governo de Portugal poderia estabelecer esta diferença fundamental: representar um ruptura com as governações socialistas e esquerdizantes! Será que é isso que vai acontecer?!...
Aguardemos.



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