Como era de prever e temos repetidamente vindo a afirmar ao longo do tempo, nada do que foi pedido por este governo ao Povo português, em termos de sacrifícios, tem sido em prol de soluções que se destinem a criar progresso, riqueza, justiça, equidade, bem-estar, segurança, numa palavra: Prosperidade!
Antes, tudo se tem destinado à crescente depauperização do país, das empresas e das famílias, com consequências desastrosas ao nível do emprego, do crescimento, do reforço do tecido económico, da criação de riqueza.
Assim, não haverá mesmo solução: mais desemprego, maior dívida, maior défice, só isso!, como foi frisado por atentos observadores da realidade nacional, nacionais e estrangeiros.
E já se perfila no horizonte - terminada que está a fase da estatuição de "todos" os sacrifícios orçamentais para o presente ano, com a aprovação e entrada em vigor da lei do orçamento geral do Estado - um discurso político, via Ministro das Finanças, que não deixa dúvidas sobre o (espinhoso) caminho a seguir! Face à "rigidez e incompreensão" dos mercados ... marchar! marchar!....como diria o (amigo, deles!) Kadhafi!
O Governo está, desde já, preparado para pedir mais sacrifícios aos portugueses, sempre e quando a situação o exigir! E isto significa, a todo o tempo! Basta que "os mercados", essa entidade mítica, senhora da "dívida portuguesa", o exija!
Bastará que, no mercado internacional (ou na opinião das agências de "rating"...) os juros da dívida nacional subam, para que os "Pec's" e todos os orçamentos fiquem letra morta, e novas e redobradas "medidas" venham a ser impostas, tudo, claro, na mira de uma "solução futura" que se não vislumbra, porque se não vislumbra o fim da "CRISE"!
É hoje mais que seguro que a CRISE reside essencialmente na cabeça de quem a "inventa e alimenta"! Essa é, sem sobra de dúvida, a pior de todas as crises! Aquela que não termina nunca, haja ou não incerteza nos mercados ou segurança no panorama político internacional!
Posto isto, dir-se-á que desde o início da anterior legislatura, temos vivido sob o ciclo da crise (..."da crise mais geral do capitalismo! "....como diria o falecido, ou nem tanto, "MRPP"), crise que seria só por dois anos, dos dez que havia para gerir...., e, afinal, se perpetua, hoje por via financeira internacional, ontem por via financeira interna, outra e outra vez ainda por via das "responsabilidades" comunitárias de Portugal perante a UE, etc.!..
Já é tempo de acabar com a CRISE que se pode acabar efectivamente! Aquela que depende da mentalidade e dos "escrúpulos" dos políticos que nos têm governado, maxime "Socas"!
Os mercados nunca acreditarão numa economia que se encontra em recessão, não apenas técnica - mas real! Nunca confiarão numa economia que se subordina de forma crudelíssima aos ditames das "Finanças", com se fosse prova de "prudência" gerir a cada vez maior pobreza nacional! Nunca acreditarão numa economia em que o desemprego cresce de forma assustadora e a dívida não pára de aumentar, de par com os crescentes juros, incomportáveis já, com que se negoceia a dívida nacional!
A urgência de uma firme tomada de posição da presidência da República face aos contornos actuais da CRISE, não comporta tibiezas!
É necessário e premente que se criem condições imediatas para a substituição da actual governação portuguesa, sob pena de estar seriamente em risco o que nos resta de soberania nacional!
Não é possível que autoridades responsáveis deste país continuem a permitir passivamente que Portugal, pela mão deste governo, se continue a financiar a este nível de juros ( acima dos 7 %!), até à completa ruína do país!
E tudo porque o governo não consente "ingerências", aparentemente incompreensíveis, porquanto o recurso ao Fundo de Estabilização Financeira da UE não põe em causa a soberania nacional, como de resto, o demonstram os exemplos da Grécia e da Irlanda, que sairão da crise muito antes do que nós, se é que nos sobrará "espaço" para de lá sair, a continuarmos com o "status quo" actual!
Quando o PM se vangloria de ter fechado mais de 3.200 escolas no país (!) e, não contente, se prepara para "fechar" mais 400, e tudo isto é dito perante a impavidez de quem sabe não ser esta, nem a solução da qualidade do ensino em Portugal, nem a solução miraculosa da "poupança" do respectivo ministério, nem a mais racional solução para combater a desertificação do interior do país!...Algo vai tão mal, que necessita urgentíssima solução, mas de uma solução global, que devolva a esperança a Portugal!
É mais do que tempo de dizer BASTA!
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