Fazer oposição credível, saudável, construtiva, trabalhar na oposição pela positiva, constitui, em democracia, um dever fundamental dos partidos que, não estando no governo, não partilham da mesma área ideológica do/s partido/s que participa/m no governo.
Isso significa, portanto, não combater o governo ou as suas políticas quando se concorda - porventura, até, aplaudi-las! - mas criticar quando, havendo outras e melhores soluções para a resolução dos mesmos problemas, se entende que o governo haje mal, pelas razões que se entendam adequadas.
Mas em Portugal - nada disto se passa ou, pelo menos, até agora, tem passado!
Não tem havido oposição no verdadeiro sentido da palavra. O que aqui afirmei em Dezembro de 2006, indignado com algumas políticas do governo, nomeadamente nas áreas económica, financeira, fiscal, de saúde, de educação, de administração pública, etc!... - continua, infelizmente, a ser verdade!
O PSD de Marques Mendes, não é oposição, por ser verdadeiramente social-democrata e portanto se identificar com grande parte das políticas governativas! O CDS por ter tido uma liderança falha de ideias e de soluções!...
Mas uma verdadeira oposição precisa-se, em Portugal!
A arrogância governativa do que parece julgar ser o "senhor da verdade", expressando esse sentimento de forma autoritária, na prática, só porque possui maioria absoluta no parlamento, constitui o "modus operandi" deste governo socialista.
Se a "oposição" interna do PSD não "acorda", o partido irá ..."por água abaixo", sem remissão nem remédio à vista!... Se a "nova" liderança do CDS não acorda e faz oposição firme, coerente e inteligente (!) a este governo "socrático", perderá (talvez) para sempre o "barco" da vitória e a possibilidade de se afirmar com a verdadeira direita democrática em Portugal, com capacidade para governar em nome dos valores e princípios que diz defender!
A falta de oposição política em Portugal continua a ser preocupante!...
E há tanto e tanto e tanto(!), por onde começar!...
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