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Friday, July 20, 2007

Fusão, Dissolução ou Assimilação?!...

É esta a temática "da moda", nalgumas cabeças "bem pensantes" da nossa "praça". Miguel Júdice, por exemplo!...
Não posso deixar de comentar uma recente notícia, dando conta da opinião deste ilustre mandatário da candidatura de António Costa à Câmara de Lisboa (pasme-se!!!!!!!!!).
Aparentemente "desvinculado" do PSD, esta figura, que um dia foi grada nas suas hostes, tem agora a liberdade de se afirmar apoiante de um militante socialista, que ainda por cima era ministro, apenas do mais contestado e polémico governo de que há notícia em Portugal, desde os idos tempos do chamado "25 de Abril"! E isto com mais do que um candidato à câmara, afecto a áreas políticas próximas do PSD.
Ora bem, afirma este senhor, a fazer fé na notícia divulgada, que os portugueses já não acreditam nos partidos tradicionais do leque partidário existente (onde é que eu já ouvi isto?!...), e é necessário "refundar" a democracia, que o mesmo é dizer - o Sistema Partidário!
Uma boa "opção" poderia ser a fusão do CDS e do PSD num só partido, ou melhor, a dissolução do CDS no PSD, a assimilação do CDS pelo PSD
Opinião esta que não admira, vinda de quem vem!
Estando o PSD falho e desastrado na respectiva liderança, estando em verdadeira crise, há que encontrar soluções que posicionem "os mesmos" nos "lugarzinhos"(!) que lhes pertencem por direito próprio!
Houve que dar um "empurrãozinho" ao governo, autoritário e desacreditado, a fim de o fazer colher "alguns louros" com uma vitória eleitoral, ainda que magra, oferecida "de bandeja", na velha política de dividir (os votos!) para "reinar!...
Se não tivesse havido tamanha ajuda de "todos", corria-se mesmo o "risco " de Costa perder a Câmara, o que seria "desastroso" para certos projectos!
Mas há uma coisa que ressalta claramente da análise, ainda que perfunctória, das eleições de Lisboa: os votos da direita política e sociológica ultrapassaram em muito(!) os votos da chamada esquerda "tradicional", mais ou menos "radical".
E aqui, surge o PSD, continuando, progressivamente, na sua imagem pública, a ser relativamente "indefinido" relativamente ao seu posicionamento à esquerda ou à direita!
Por uma lado, é de esquerda! mas, por outro, convinha-lhe ser de direita para ir buscar mais votos! Resultado - torna-se mais centrista que os centristas!
E se o PSD falha no seu apoio popular, se não se credibiliza suficientemente com propostas de políticas alternativas ao que é esta "imposição" do governo socialista, o povo não o aceita nem em si acredita, o que é inevitável!
A fusão do PSD com o CDS, destina-se, em nosso entender, a mais não pretender do que "evitar" essa "queda abrupta" que se adivinha ao PSD, a continuar pelo caminho de "não ser carne nem peixe!", para o que muito contribui uma liderança frouxa e sem ideário!
Assim, seria uma forma de evitar, num futuro qualquer, que a verdadeira direita política, ainda que muito democrática fosse(!),surgisse a incomodar muita gente, principalmente a "altamente instalada" nos seus "privilégios" da área do Poder.
Mas uma "fusão" tem custos! Os que respeitam à divisão da "contenda"!
Melhor seria que um dos partidos (o CDS!) se "dissolvesse" no PSD, para o que não haveria "misericórdia com os vencidos"!
Os eleitores "revêm-se" naquilo que lhes for proposto! Se não se revêm nos actuais PSD ou CDS, é porque as respectivas lideranças têm sido débeis e contemporizadoras (mais: compremetedoramente cúmplices!) com as políticas que o PS tem querido impor ao povo português!
E o "perigo" reside aí mesmo: se o PSD, despido de ideologia e completamente comprometido com a governação socialista, se o PSD fraqueja em termos de apoio eleitoral, e outra coisa se não adivinha, a continuar assim!... O CDS poderá daí tirar partido e transformar-se no grande partido da direita democrática(!) capaz de apresentar ao Povo verdadeiras alternativas às políticas socialistas e autoritárias da governação sócrates!
A prazo, este é o panorama, não tenhamos dúvidas!
Para o evitar, já se desdobram em "manobras" todos os que "fabricaram" esta espécie de"diversão maçónica" em que se transformou a política portuguesa! Orquestrada, manobrada a favor dos "interesses", os mais variados, mas sempre com um fito: o socialismo! o socialismo! o socialismo!
E se atentarmos que Manuel Monteiro (esse "coerente" político da direita portuguesa ... mas que não sabe exactamente qual a sua posição .... ou então se colocou ao serviço de interesses que são alheios ao povo português) já "abandonou" esse ficção a que deu pelo nome de PND, é porque seguramente se está preparando para uma "avançada", se calhar pelos mesmo campos da "coerência" política já tão conhecidos!
Por outro lado, até Santana Lopes, esse involuntário "frustrado" na governação, um liberal ("PPD/PSD" - sempre!) entre socialistas e outros mais (!), já terá afirmado que seria necessário um novo partido político em Portugal.
Sempre a mesma ideia (embrionária?)! A da refundação do sistema partidário! Com que objectivos?!...
Em última instância, a "sobrevivência" eleitoral do muribundo socialismo que se debate entre a tecnocracia financeira e a falta de horizontes que aos povos interessem.
Como se o socialismo fosse o remédio de todos os males!...
A História (e a prática da vida quotidiana) mostra à saciedade que o socialismo não é "o menor dos males" - é o maior! Como diria Margareth Tatcher, é "o canto da sereia" que embala todos os ulisses deste mundo! A realidade de todos os socialismos inventados é dura e cruel! Mesmo nas suas formas "mais benignas"!..., como não sei se será o caso português, mas tenho as minhas dúvidas!
Seja como for, falta "claridade" à política em Portugal! É necessário "separar as águas", e mostar ao povo que se é honesto, no pensamento e na acção!

Os que servem interesses outros que não os do povo português que se inventem, reestruturem, refundam-se ou se assimilem(!), mas que deixem em paz aqueles que acreditam nos ideais e na possibilidade de os colocar, na prática, ao serviço do POVO!
Tenho dito.

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