
A propósito do alargamento das OCM (organizações comuns de mercado) ao sector da vinha, a CAP, organização profissional de agricultores, que tem por dever funcional a defesa dos interesses da classe profissional que representa, veio a terreiro falar da sua oposição à política que se está a preparar em Bruxelas.
Aquilo que a Comissão Europeia pretende e propôs, é que o sector vitivinícola fique sob a alçada do chamado RPU (regime de pagamento único) desligado da produção, no fundo a única forma de retirar aos agricultores a possibilidade de "recusarem" o arranque da vinha que igualmente lhes vai ser proposto.
O "cerco"aperta-se uma vez mais e sempre sobre os agricultores, mas, já que foram "coniventes" com as anteriores reformas, que aceitem como "inevitabilidade" que lhes retirem direitos também aqui!
Quem afirmou que os sectores da vinha e do azeite estariam defendidos e "protegidos" relativamente aos dos cereais ou das oleaginosas, por exemplo, enganou-se redondamente! E quem divulgou essa ideia mistificadora foi cúmplice da farsa que continua a ser a Política Agrícola Comum europeia!
Ninguém imagina possível que o Alentejo se substitua à zona do Oeste, por exemplo, para passar a produzir legumes, uma vez com condições mais abrangentes de regadio!
Portugal tem condições (o Alentejo!) para a produção de cereais como o arroz ou o trigo duro, que são consideradas tecnicamente excepcionais a vários níveis, principalmente em qualidade, mas também com razoáveis níveis de produtividade, assegurada pelos avanços tecnológicos adquiridos.
Só o sul de Espanha ou o Norte de Itália teriam condições para produzir ao nível português estas variedades.
Ora bem, a desmotivação a que conduziu a aplicação das OCMs e o sistema de pagamento único, desligado da produção, levou praticamente ao "abandono" da evolução que se verificava neste âmbito, quer ao nível da produtividade, quer ao nível da quantidade e mesmo qualidade produzidas. Porque produzir bem e em quantidade é caro e o rendimento "calculado" pelos burocratas da agricultura não é suficiente para incrementar a melhoria da produção.
E poderíamos falar igualmente da produção de oleaginosas como a colza ou o girassol, cujas condicionantes de produção com as nossas condições climáticas e rega, poderiam ombrear com as melhores "performances" produtivas de outros países comunitários. E com as vantagens de um crescente aproveitamento industrial e até energético, do resultado destas produções.
Assim sendo, se isto foi "conseguido" com estes sectores produtivos, porque não com a olivicultura ou a vinicultura?
A inevitabilidade da "destruição" destes sectores produtivos por virtude da aplicação de uma política agrícola comunitária desastrosa e na qual as "CAP's" deste mundo quase não têm voz, era de esperar, porque a burocracia se não cansa de "inventar" formas de se impor e "reproduzir"!...
Por exemplo, quando em Portugal se anunciam medidas "simplexes", para desburocratizar e "desjudicializar", aquilo que se consegue é retirar direitos e garantias aos cidadãos, a maior parte das vezes(!), e, por outro lado, logo a seguir se reinventam mil formas de aumentar significativamente a burocracia a outros níveis, sem lógica (essa batata!) e sem coerência!
Ora nenhuma organização de agricultores foi, até hoje, desde 1986, quando Portugal aderiu à antiga CEE, capaz de defender capazmente os interesses de quem representava, e por uma razão simples: debate-se, sempre, com a oposição dos governos que "negoceiam" a seu bel-prazer os interesses nacionais - que eles dirigem e definem!
E continua a ser assim!
Aquilo que a Comissão Europeia pretende e propôs, é que o sector vitivinícola fique sob a alçada do chamado RPU (regime de pagamento único) desligado da produção, no fundo a única forma de retirar aos agricultores a possibilidade de "recusarem" o arranque da vinha que igualmente lhes vai ser proposto.
O "cerco"aperta-se uma vez mais e sempre sobre os agricultores, mas, já que foram "coniventes" com as anteriores reformas, que aceitem como "inevitabilidade" que lhes retirem direitos também aqui!
Quem afirmou que os sectores da vinha e do azeite estariam defendidos e "protegidos" relativamente aos dos cereais ou das oleaginosas, por exemplo, enganou-se redondamente! E quem divulgou essa ideia mistificadora foi cúmplice da farsa que continua a ser a Política Agrícola Comum europeia!
Ninguém imagina possível que o Alentejo se substitua à zona do Oeste, por exemplo, para passar a produzir legumes, uma vez com condições mais abrangentes de regadio!
Portugal tem condições (o Alentejo!) para a produção de cereais como o arroz ou o trigo duro, que são consideradas tecnicamente excepcionais a vários níveis, principalmente em qualidade, mas também com razoáveis níveis de produtividade, assegurada pelos avanços tecnológicos adquiridos.
Só o sul de Espanha ou o Norte de Itália teriam condições para produzir ao nível português estas variedades.
Ora bem, a desmotivação a que conduziu a aplicação das OCMs e o sistema de pagamento único, desligado da produção, levou praticamente ao "abandono" da evolução que se verificava neste âmbito, quer ao nível da produtividade, quer ao nível da quantidade e mesmo qualidade produzidas. Porque produzir bem e em quantidade é caro e o rendimento "calculado" pelos burocratas da agricultura não é suficiente para incrementar a melhoria da produção.
E poderíamos falar igualmente da produção de oleaginosas como a colza ou o girassol, cujas condicionantes de produção com as nossas condições climáticas e rega, poderiam ombrear com as melhores "performances" produtivas de outros países comunitários. E com as vantagens de um crescente aproveitamento industrial e até energético, do resultado destas produções.
Assim sendo, se isto foi "conseguido" com estes sectores produtivos, porque não com a olivicultura ou a vinicultura?
A inevitabilidade da "destruição" destes sectores produtivos por virtude da aplicação de uma política agrícola comunitária desastrosa e na qual as "CAP's" deste mundo quase não têm voz, era de esperar, porque a burocracia se não cansa de "inventar" formas de se impor e "reproduzir"!...
Por exemplo, quando em Portugal se anunciam medidas "simplexes", para desburocratizar e "desjudicializar", aquilo que se consegue é retirar direitos e garantias aos cidadãos, a maior parte das vezes(!), e, por outro lado, logo a seguir se reinventam mil formas de aumentar significativamente a burocracia a outros níveis, sem lógica (essa batata!) e sem coerência!
Ora nenhuma organização de agricultores foi, até hoje, desde 1986, quando Portugal aderiu à antiga CEE, capaz de defender capazmente os interesses de quem representava, e por uma razão simples: debate-se, sempre, com a oposição dos governos que "negoceiam" a seu bel-prazer os interesses nacionais - que eles dirigem e definem!
E continua a ser assim!
No comments:
Post a Comment