Acordamos estupefactos com cada nova atitude do (des)Governo de Sócrates. De cada vez surge nova medida mais estupidificante do que outra. Governa-se a destempo sem rumo e sem hora. Se for para prejudicar o cidadão - a solução é avançar!
Curiosamente não se consegue identificar medida tomada por este miserável governo que não tenha sido ditada pelo prejuízo seja de quem for! De repente somos todos pobres e desgraçados! Os mais desgraçados e mais pobres da União europeia! É caso para dizer que pobre e de espírito tem sido quem nos governa sem tino e sem escrúpulos.
Os interesses portugueses da Agricultura e da Indústria, por exemplo, foram litelalmente "vendidos" à antiga CEE. Prejudicou-se de forma irremediável estes sectores de actividade económica sem verdadeiros argumentos para isso que válidos fossem. Enquanto outros defendiam os seus países e as suas classes empresariais, em Portugal "entregavam-se" interesses de forma ignominiosa! Negociava-se sempre de forma vergonhosa com a Comunidade Europeia - e ainda é assim!
Tudo isto a propósito da notícia , mais uma vez vergonhosa(!) da subida abrupta (agora "apenas" 6 %, cada ano) do preço da electricidade ao consumidor.
Não admira o primeiro ministro não saber o que é ou quem é classe média, porque se soubesse, possivelmente não a tentaria prejudicar tanto.
Mais uma vez, ..."quando o mar bate na rocha ..." É isso mesmo! Os mais débeis e que não têm defesa eficaz contra os "tiranos" é quem mais sofre ( e sempre sofre!...). É de todas as épocas!
Ora que "culpa" têm os consumidores que os srs. da EDP, ou do raio que os parta!, tenham andado a fazer investimentos brutais só amortizáveis no longuíssimo prazo?
Os consumidores sempre pagaram a factura que lhes apresentaram, e quem o fez deveria ter o necessário sentido da responsabilidade social para o fazer conscienciosamente.
Mas não foi assim! E, de repente, deixa lá aumentar o que se puder, que os "parvos" têm mais é que pagar "que estamos em maré de crise"!...
Que pensam estes srs. que seja governar um país? Viver no tempo do esclavagismo?... Isto é uma democracia, meus senhores! Demo=Povo, Cracia=Poder! Quem é que anda enganado afinal com tudo isto?
Todas as greves e todos os protestos são poucos para quem governa em democracia com prepotência e arrogância!
Depois, é claro, depois surge a "brilhante notícia" - e é sobre ela que agora escrevo - que afinal ...só o Bloco de Esquerda (vulgo "o berloque") é que parece seriamente preocupado com a situação do aumento desporpocionado da electricidade! E só o Bloco é que vai tomar medidas e atitudes de protesto, porque os outros........desculpam-se naturalmente com a inevitabilidade da "crise", do défice, da debilidade da economia portuguesa, do tecido empresarial, etc. .
Então quem vai tirar "dividendos eleitorais" dessa medida desgraçada (desastrosa!) que é este aumento da electricidade, são os bloquistas? Mais ninguém se indigna seriamente?
Então só a esquerda e a mais radical (comunista até dizer chega!) é que está contra esta situação?
Está na cara que o governo está governando "à direita" (como diz o camarada Jerónimo)!...
Mas que intrujice é essa de que a imprensa tanto faz alarde?! Qual direita qual carapuça?! Esquerda e bem esquerda! é o que este governo é!
Gostaria de ter ouvido outras vozes falando verdade ao povo. Infelizmente ou não existem ou estão apagadas (como a luz que o povo cada vez tem mais dificuldade em pagar!).
Espero que quem tem ideias e capacidade de as pôr em prática em clara oposição a este governo de esquerda sem escrúpulos venha a terreiro falar verdade! E quanto mais cedo, melhor!
Sunday, December 17, 2006
Friday, December 15, 2006
II - O Sistema Partidário Português ou o Centrismo Ideológico
(cont.)
É que Marx afirmaria ser a "democracia burguesa" (parlamentar/representativa) uma verdadeira "ditadura da burguesia", fundamentalmente devido ao controlo ideológico, da superstrutura social. E, por outro lado, admitira ser possível atingir o socialismo/comunismo através de uma "ditadura do proletariado" do tipo "ditadura da burguesia", mas agora onde o controlo ideológico estaria ao serviço do POVO. Formalmente tratar-se-ia de uma democracia ... só que, popular!
Coisa bem diferente foram as chamadas "democracias populares" criadas pelo radicalismo marxista/leninista e/ou maoista, que, de facto, eram ditaduras na sua essência, organização interna e forma de funcionamento. Oportunamente teremos concerteza ocasião para falar do Estado e dos vários conceitos a que tem estado sujeito.
Mas o Partido Socialista, dizendo-se defensor da corrente do socialismo democrático outra coisa não é do que um verdadeiro partido social-democrata! É necessário afirmar que "social-democracia" e "socialismo democrático" são uma e a mesma coisa em todos os países do mundo e na História das ideias políticas desde o seu início, como foi referido.
A social-democracia é fundamentalmente Marxista na sua génese, é "filha" do comunismo, pretendendo interpretá-lo através de uma leitura atenta de Marx e do abandono completo das teorias leninistas acerca do Estado e do Partido.
Não adianta, em Portugal, pretender-se que a realidade política é outra. Todos os partidos políticos socialistas, trabalhistas, social-democratas, são hoje filiados na Internacional Socialista, essa mesma fundada por Marx e Engels, nos idos finais do séc. XIX.
O pensamento dos chamados socialistas utópicos, desde Platão, passando por Hobbes, Fourier ou Saint-Simon ( e talvez Santo Agostinho, quem sabe?) não tem qualquer expressão prática ou ideológica nestes partidos, porquanto essas questões foram amplamente debatidas no âmbito do marxismo e foram definitivamente afastadas.
Tentar "branquear" o passado e o presente ideológico destes partidos políticos é faltar à verdade e ser intelectualmente desonesto ou, o que é pior, ignorante!
Mas aqui, passamos a lidar com uma outra realidade. Os partidos "charneira" na sociedade portuguesa, como é o caso do Partido Socialista, enfermam de um complexo herdado dos franceses, designado de "centrismo político".
Hoje, com a nova realidade sociológica das sociedades de classe média - afastada, pelo menos em teoria, a tese marxista da estratificação social - todos os partidos não radicais pretendem o lugar do "centro", eleitoralmente pensado mais confortável.
E depois, é fácil etiquetar: centro-esquerda, centro-direita, centro. São os famosos partidos centristas. É o centrismo como afirmação quase ideológica, quando na realidade o que se trata é de despudorado esquerdismo camuflado de moderado, precisamente porque as sociedades mudaram desde Marx e o Materialismo Histórico é dialéctico, é transmutável, é criativo e reflecte, em cada época histórica, uma leitura diferente do real.
Quanto ao Partido Social-Democrata, vulgo PSD, ele tem uma outra história, mas de duas uma: ou os seus dirigentes são intelectualmente e factualmente honestos e se trata de um verdadeiro partido social-democrata como o respectivo nome indica ou então não é assim, e têm andado sistematicamente a intrujar o povo português! Nós pretendemos crer na primeira hipótese, até porque o homem que a preconizou sempre revelou inteireza de carácter, Sá-Carneiro.
Fundador, de par com Balsemão, Emídio Guerreiro e outros, deputados da chamada "ala liberal" da Assembleia Marcelista, do Partido Popular Democrático, de matriz ideológica liberal, filiava-se nas correntes liberais e populistas acontecidas um pouco pelo mundo.
Quando Sá-Carneiro decide transformar o PPD em PSD, pretende a sua adesão à Internacional Socialista, para comprovar a sua verdadeira vinculação aos ideais socialistas. Mário Soares, na altura representante maior dos socialistas portugueses, opôs-se e podia fazê-lo, porquanto já existia um partido português aí filiado e apenas com o seu consentimento expresso seria possível filiar um outro partido, no mesmo país, com igual referência ideológica. Não que não pudesse existir, porque existiria (e existe!), mas porque o faria por sua conta e risco.
E eis-nos de novo no âmbito da , passe o termo, "redundância política"! Dois partidos disputam o mesmíssimo eleitorado e ambos se dizem defensores dos mesmos valores ideológicos : a social-democracia, que o mesmo é dizer: o socialismo democrático!
Novamente no campo do "centrismo" político, a diferenciação entre os "centrismos" tem que passar por etiquetar de esquerda e de direita cada um dos centrismos escolhidos.
Então, numa versão muito divulgada na imprensa ( a soldo sabe-se muito bem de quem!), o Partido Socialista ocuparia o "centro-esquerda" e o PSD o "centro-direita". Tudo muito fácil e claro! Só que a realidade não parece ser exactamente assim ...
(continua)
É que Marx afirmaria ser a "democracia burguesa" (parlamentar/representativa) uma verdadeira "ditadura da burguesia", fundamentalmente devido ao controlo ideológico, da superstrutura social. E, por outro lado, admitira ser possível atingir o socialismo/comunismo através de uma "ditadura do proletariado" do tipo "ditadura da burguesia", mas agora onde o controlo ideológico estaria ao serviço do POVO. Formalmente tratar-se-ia de uma democracia ... só que, popular!
Coisa bem diferente foram as chamadas "democracias populares" criadas pelo radicalismo marxista/leninista e/ou maoista, que, de facto, eram ditaduras na sua essência, organização interna e forma de funcionamento. Oportunamente teremos concerteza ocasião para falar do Estado e dos vários conceitos a que tem estado sujeito.
Mas o Partido Socialista, dizendo-se defensor da corrente do socialismo democrático outra coisa não é do que um verdadeiro partido social-democrata! É necessário afirmar que "social-democracia" e "socialismo democrático" são uma e a mesma coisa em todos os países do mundo e na História das ideias políticas desde o seu início, como foi referido.
A social-democracia é fundamentalmente Marxista na sua génese, é "filha" do comunismo, pretendendo interpretá-lo através de uma leitura atenta de Marx e do abandono completo das teorias leninistas acerca do Estado e do Partido.
Não adianta, em Portugal, pretender-se que a realidade política é outra. Todos os partidos políticos socialistas, trabalhistas, social-democratas, são hoje filiados na Internacional Socialista, essa mesma fundada por Marx e Engels, nos idos finais do séc. XIX.
O pensamento dos chamados socialistas utópicos, desde Platão, passando por Hobbes, Fourier ou Saint-Simon ( e talvez Santo Agostinho, quem sabe?) não tem qualquer expressão prática ou ideológica nestes partidos, porquanto essas questões foram amplamente debatidas no âmbito do marxismo e foram definitivamente afastadas.
Tentar "branquear" o passado e o presente ideológico destes partidos políticos é faltar à verdade e ser intelectualmente desonesto ou, o que é pior, ignorante!
Mas aqui, passamos a lidar com uma outra realidade. Os partidos "charneira" na sociedade portuguesa, como é o caso do Partido Socialista, enfermam de um complexo herdado dos franceses, designado de "centrismo político".
Hoje, com a nova realidade sociológica das sociedades de classe média - afastada, pelo menos em teoria, a tese marxista da estratificação social - todos os partidos não radicais pretendem o lugar do "centro", eleitoralmente pensado mais confortável.
E depois, é fácil etiquetar: centro-esquerda, centro-direita, centro. São os famosos partidos centristas. É o centrismo como afirmação quase ideológica, quando na realidade o que se trata é de despudorado esquerdismo camuflado de moderado, precisamente porque as sociedades mudaram desde Marx e o Materialismo Histórico é dialéctico, é transmutável, é criativo e reflecte, em cada época histórica, uma leitura diferente do real.
Quanto ao Partido Social-Democrata, vulgo PSD, ele tem uma outra história, mas de duas uma: ou os seus dirigentes são intelectualmente e factualmente honestos e se trata de um verdadeiro partido social-democrata como o respectivo nome indica ou então não é assim, e têm andado sistematicamente a intrujar o povo português! Nós pretendemos crer na primeira hipótese, até porque o homem que a preconizou sempre revelou inteireza de carácter, Sá-Carneiro.
Fundador, de par com Balsemão, Emídio Guerreiro e outros, deputados da chamada "ala liberal" da Assembleia Marcelista, do Partido Popular Democrático, de matriz ideológica liberal, filiava-se nas correntes liberais e populistas acontecidas um pouco pelo mundo.
Quando Sá-Carneiro decide transformar o PPD em PSD, pretende a sua adesão à Internacional Socialista, para comprovar a sua verdadeira vinculação aos ideais socialistas. Mário Soares, na altura representante maior dos socialistas portugueses, opôs-se e podia fazê-lo, porquanto já existia um partido português aí filiado e apenas com o seu consentimento expresso seria possível filiar um outro partido, no mesmo país, com igual referência ideológica. Não que não pudesse existir, porque existiria (e existe!), mas porque o faria por sua conta e risco.
E eis-nos de novo no âmbito da , passe o termo, "redundância política"! Dois partidos disputam o mesmíssimo eleitorado e ambos se dizem defensores dos mesmos valores ideológicos : a social-democracia, que o mesmo é dizer: o socialismo democrático!
Novamente no campo do "centrismo" político, a diferenciação entre os "centrismos" tem que passar por etiquetar de esquerda e de direita cada um dos centrismos escolhidos.
Então, numa versão muito divulgada na imprensa ( a soldo sabe-se muito bem de quem!), o Partido Socialista ocuparia o "centro-esquerda" e o PSD o "centro-direita". Tudo muito fácil e claro! Só que a realidade não parece ser exactamente assim ...
(continua)
I -O Sistema partidário português ou o Centrismo Ideológico
O leque partidário do sistema político português é do mais curioso que há no quadro dos países democráticos integrados na Civilização Ocidental e, em particular, na tradição política democrática europeia, bem como na História das Ideias Políticas.
Comecemos pelo partido chave de toda a esquerda portuguesa, ao qual todos devem reverência e memória das chamadas lutas anti-fascistas, o Partido Comunista Português, de matiz obsoleto, ultrapassado pela História das pessoas e das ideias, acreditando piamente em Lenine e na tão famosa "Teoria do Partido", plasmada no não menos famoso livro anterior à Revolução russa de Outubro de 1917 e que, de algum modo, a preparou, intiludado "Que Fazer?" (o partido representa o POVO - logo é o POVO! A "Ditadura do Proletariado" - é a ditadura do Partido). Isto, de par com uma organização partidária de cariz anti-democrático - tão ao gosto português! - o chamado "Centralismo Democrático").
Este Partido Comunista, integrado numa orientação ideológica basicamente leninista mas admirador de Staline ("esquecendo" ou "ignorando" quem foi verdadeiramente Staline e a dimensão dos seus crimes, verberados logo a seguir à grande Guerra de 1939-45 pelo próprio Krutchev em visita de "pacificação" ao E.U.A. .), este partido, dizíamos, continua, de uma forma incrível a fazer acreditar que tem uma mensagem com actualidade. Esta mensagem inscreve-se na reformulação ocorrida nos Partidos Comunistas europeus após a 2ª Guerra Mundial e em particular a partir do ascenso das forças esquerdistas nas sociedades ocientais (basicamente europeias e americana), nos anos sessenta do séc. XX (a época da chamada "guerra-fria").
Santiago Carrillo, líder do Partido Comunista Espanhol e, em particular Benedito Berllinguer, secretário-geral do Partido Comunista Italiano (numa versão bastante mais moderada), foram justamente considerados os "pais ideológicos" do "Comunismo Europeu" ou "à europeia" ("de rosto humano" diria alguns antigos comunistas como o português Mário Soares, depois fundador do Partido Socialista Português em dissensão com Álvaro Cunhal, que chefiava então o Partido Comunista e quiçá, por força da salutar mudança de pensamente que sempre ocorre a quem pensa a realidade).
No essencial a questão resumia-se a aceitar formalmente as regras da "democracia parlamentar" (a que Marx, nos finais do séc. XIX chamara "ditadura da burguesia"), à espera de "melhores dias" para poder impor as suas próprias ideias comunistas.
Mas em verdade a "força" da mensagem do PCP assentando basicamente num eleitorado pouco "politizado" e pouco alfabetizado, endemicamente empobrecido e com uma estrutura moral (fruto da educação sociologicamente enraízada, por razões várias que não cumpre aqui referir) era enquadrada nas "grandes linhas de força" ideológicas que passavam e passam, desde logo, pelo quase completo desrespeito pelo valor social da "propriedade" enquanto apropriação individual (de uma forma redutora, como é óbvio).
A "queda abrupta" de quase todos os Partidos Comunistas europeus, do leste e do ocidente, desmistificou, perante o povo as suposta "maravilhas" do sistema e trouxe, com a "realidade" da emigração a verdadeira face dos cada vez menos ainda subsistentes regimes políticos filiados nesta matriz ideológica. E nem mesmo perante a realidade a "convicção" dos dirigentes cede!
Encontramos depois um Partido Socialista, social-democrata na sua essência ideológica, fundado nas velhas convicções de Kautsky e Bernstein (convém lembrar a chamada "Internacional Amarela de Berna! - a conhecida "Internacional Socialista" actual e as suas "guerrilhas" com Lenine, donde saíu a Terceira Internacional - a chamada na actualidade e velha de tantos anos, "Internacional Comunista"), com base numa leitura do pensamento Marxista considerada a "autêntica", a que verdadeiramente corresponderia ao pensamento "puro" de Karl Marx e de Frederic Engels.
(continua)
Comecemos pelo partido chave de toda a esquerda portuguesa, ao qual todos devem reverência e memória das chamadas lutas anti-fascistas, o Partido Comunista Português, de matiz obsoleto, ultrapassado pela História das pessoas e das ideias, acreditando piamente em Lenine e na tão famosa "Teoria do Partido", plasmada no não menos famoso livro anterior à Revolução russa de Outubro de 1917 e que, de algum modo, a preparou, intiludado "Que Fazer?" (o partido representa o POVO - logo é o POVO! A "Ditadura do Proletariado" - é a ditadura do Partido). Isto, de par com uma organização partidária de cariz anti-democrático - tão ao gosto português! - o chamado "Centralismo Democrático").
Este Partido Comunista, integrado numa orientação ideológica basicamente leninista mas admirador de Staline ("esquecendo" ou "ignorando" quem foi verdadeiramente Staline e a dimensão dos seus crimes, verberados logo a seguir à grande Guerra de 1939-45 pelo próprio Krutchev em visita de "pacificação" ao E.U.A. .), este partido, dizíamos, continua, de uma forma incrível a fazer acreditar que tem uma mensagem com actualidade. Esta mensagem inscreve-se na reformulação ocorrida nos Partidos Comunistas europeus após a 2ª Guerra Mundial e em particular a partir do ascenso das forças esquerdistas nas sociedades ocientais (basicamente europeias e americana), nos anos sessenta do séc. XX (a época da chamada "guerra-fria").
Santiago Carrillo, líder do Partido Comunista Espanhol e, em particular Benedito Berllinguer, secretário-geral do Partido Comunista Italiano (numa versão bastante mais moderada), foram justamente considerados os "pais ideológicos" do "Comunismo Europeu" ou "à europeia" ("de rosto humano" diria alguns antigos comunistas como o português Mário Soares, depois fundador do Partido Socialista Português em dissensão com Álvaro Cunhal, que chefiava então o Partido Comunista e quiçá, por força da salutar mudança de pensamente que sempre ocorre a quem pensa a realidade).
No essencial a questão resumia-se a aceitar formalmente as regras da "democracia parlamentar" (a que Marx, nos finais do séc. XIX chamara "ditadura da burguesia"), à espera de "melhores dias" para poder impor as suas próprias ideias comunistas.
Mas em verdade a "força" da mensagem do PCP assentando basicamente num eleitorado pouco "politizado" e pouco alfabetizado, endemicamente empobrecido e com uma estrutura moral (fruto da educação sociologicamente enraízada, por razões várias que não cumpre aqui referir) era enquadrada nas "grandes linhas de força" ideológicas que passavam e passam, desde logo, pelo quase completo desrespeito pelo valor social da "propriedade" enquanto apropriação individual (de uma forma redutora, como é óbvio).
A "queda abrupta" de quase todos os Partidos Comunistas europeus, do leste e do ocidente, desmistificou, perante o povo as suposta "maravilhas" do sistema e trouxe, com a "realidade" da emigração a verdadeira face dos cada vez menos ainda subsistentes regimes políticos filiados nesta matriz ideológica. E nem mesmo perante a realidade a "convicção" dos dirigentes cede!
Encontramos depois um Partido Socialista, social-democrata na sua essência ideológica, fundado nas velhas convicções de Kautsky e Bernstein (convém lembrar a chamada "Internacional Amarela de Berna! - a conhecida "Internacional Socialista" actual e as suas "guerrilhas" com Lenine, donde saíu a Terceira Internacional - a chamada na actualidade e velha de tantos anos, "Internacional Comunista"), com base numa leitura do pensamento Marxista considerada a "autêntica", a que verdadeiramente corresponderia ao pensamento "puro" de Karl Marx e de Frederic Engels.
(continua)
Thursday, December 14, 2006
O desgoverno da esquerda ou a ausência de alternativas
O actual executivo fede. A esquerdismo serôdio e a arrogância desmedida. A falta de palavra e a denodo sem olhar a quem.
Desumaniza-se a governação ... e não resta quase nada da política para o cidadão comum.
Desgoverna-se sôfrega e desalmadamente pelo prazer de ser único na coragem de prejudicar interesses (quaisquer que eles sejam) instalados. Direito adquiridos, esperanças de Abril, sonhos de renovação e esperança, em terra de oportunidades perdidas.
O dizer: -"Prá próxima não voto neles"! (quem é que irá votar?), não adianta nada. É necessário denunciar! Afirmar que o esquerdismo cultural, "o gauchismo" cultural fede mesmo ao ranço da História. E que a social-democracia é um sobejo que os comunistas de todos os quadrantes abjectam, mas desejam, porque lhes vai prestando uns "servicinhos"...
Reforma-se tudo e não se reforma (decentemente)nada! Porque se teme a União Europeia que vem aí mandar ... mais depressa do que esperavam as nossas secretas esperanças! Mas acreditamos no Federalismo europeu, porque só ele nos salva das garras de nós próprios, socialistas inveterados!
Um governo que (des)governa sem oposição é uma ignomínia para a democracia! E contudo ... é isso a que assistimos estupefactos.
Chegará, esperamos, a altura de dizer que existe alternativas verdadeiras a estas políticas "consensuais", cujo único propósito é ir buscar dinheiro onde não o há e prejudicar o país, os cidadãos, o emprego, o crescimento económico e o desenvolvimento!
Eu, por mim, vou continuar ...
Desumaniza-se a governação ... e não resta quase nada da política para o cidadão comum.
Desgoverna-se sôfrega e desalmadamente pelo prazer de ser único na coragem de prejudicar interesses (quaisquer que eles sejam) instalados. Direito adquiridos, esperanças de Abril, sonhos de renovação e esperança, em terra de oportunidades perdidas.
O dizer: -"Prá próxima não voto neles"! (quem é que irá votar?), não adianta nada. É necessário denunciar! Afirmar que o esquerdismo cultural, "o gauchismo" cultural fede mesmo ao ranço da História. E que a social-democracia é um sobejo que os comunistas de todos os quadrantes abjectam, mas desejam, porque lhes vai prestando uns "servicinhos"...
Reforma-se tudo e não se reforma (decentemente)nada! Porque se teme a União Europeia que vem aí mandar ... mais depressa do que esperavam as nossas secretas esperanças! Mas acreditamos no Federalismo europeu, porque só ele nos salva das garras de nós próprios, socialistas inveterados!
Um governo que (des)governa sem oposição é uma ignomínia para a democracia! E contudo ... é isso a que assistimos estupefactos.
Chegará, esperamos, a altura de dizer que existe alternativas verdadeiras a estas políticas "consensuais", cujo único propósito é ir buscar dinheiro onde não o há e prejudicar o país, os cidadãos, o emprego, o crescimento económico e o desenvolvimento!
Eu, por mim, vou continuar ...
Maria José ... do Morgado
Descubro sempre que este país entende a memória das coisas de forma enviesada. Vejam só: Maria José MRPP........qualquer coisa de importância para os jornais em Portugal e porquê?
Por causa de sermos (salvo seja!) indecentemente corruptos, veja você!...
Ele é o futebol, ele são os árbitros (juízes?), ele é o grande capital (qual?) que nos prejudica grandemente e mais uma série de razões ligadas à banca ...e por aí a fora!...
Mas não é bem assim. E não é bem assim porque nós temos memória. E sabemos perfeitamente quem é essa D.ª Maria José! O que pensa, o que pensava o "Luta Popular Diário" e essas tretas todas que o Durão (o de Barroso) lá escrevinhava,... e blá-bla-blá,...mais o marido da Maria, o famosíssimo Saldanha Sanches, também muito laudado, e blá-blá-blá...
Pois é, eram todos democratas que se fartavam.............e ainda o são hoje! Recompostos como estão de serem radicais, já não o são. São uns coitados duns pobres duns sociais-democratas arrependidos de terem sido radicais no fervor das suas juventudes. Eles e outros, pois sim!
Daí que tudo o que de lá saia nem cheira a comunismo nem nada, pois se eles até vão à televisão!!!!
E essa malta do futebol ( o quê?... oito milhões de portugueses?....nã....... é engano!) esses sim que são uns grandes corruptos (salvo seja!) senão vejam lá aquele penalty?!......foi "forjado" está-se mesmo a ver!!!!!!!!!!
Precisamos de controleiros deste calibre! Desses onde a corrupção não entra (salvo seja!). Se se der o caso...nem sai! mas isso também não interessa. Gente dessa é que será de confiança. Não são radicias nem nada, não são corrompíveis pelos milhares de contos de réis que ganham todos os santos meses , não senhor - graças a isso!
Vai mal, este país vai mal com gente assim a mandar...um pouco em tudo. E com um coro (há sempre um coro ... mas às vezes com pouco decoro) de parvos atrás a dizer amén, sempre que alguém quer bater em alguém.
Chega de palpites. Eu continuo ...
Por causa de sermos (salvo seja!) indecentemente corruptos, veja você!...
Ele é o futebol, ele são os árbitros (juízes?), ele é o grande capital (qual?) que nos prejudica grandemente e mais uma série de razões ligadas à banca ...e por aí a fora!...
Mas não é bem assim. E não é bem assim porque nós temos memória. E sabemos perfeitamente quem é essa D.ª Maria José! O que pensa, o que pensava o "Luta Popular Diário" e essas tretas todas que o Durão (o de Barroso) lá escrevinhava,... e blá-bla-blá,...mais o marido da Maria, o famosíssimo Saldanha Sanches, também muito laudado, e blá-blá-blá...
Pois é, eram todos democratas que se fartavam.............e ainda o são hoje! Recompostos como estão de serem radicais, já não o são. São uns coitados duns pobres duns sociais-democratas arrependidos de terem sido radicais no fervor das suas juventudes. Eles e outros, pois sim!
Daí que tudo o que de lá saia nem cheira a comunismo nem nada, pois se eles até vão à televisão!!!!
E essa malta do futebol ( o quê?... oito milhões de portugueses?....nã....... é engano!) esses sim que são uns grandes corruptos (salvo seja!) senão vejam lá aquele penalty?!......foi "forjado" está-se mesmo a ver!!!!!!!!!!
Precisamos de controleiros deste calibre! Desses onde a corrupção não entra (salvo seja!). Se se der o caso...nem sai! mas isso também não interessa. Gente dessa é que será de confiança. Não são radicias nem nada, não são corrompíveis pelos milhares de contos de réis que ganham todos os santos meses , não senhor - graças a isso!
Vai mal, este país vai mal com gente assim a mandar...um pouco em tudo. E com um coro (há sempre um coro ... mas às vezes com pouco decoro) de parvos atrás a dizer amén, sempre que alguém quer bater em alguém.
Chega de palpites. Eu continuo ...
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